Sofia Dinger
Apresentação Alkantara Festival
2018 marca o 25.º aniversário da Danças na Cidade/Alkantara. A 15.ª edição do festival; a quinta (e última) da sua atual direção artística; os 50 anos do Maio de 68 e 100 anos do final da primeira Grande Guerra.
Comemorar. O Alkantara 2018 vai celebrar os seus 25 anos de vida na linha da frente da cultura portuguesa contemporânea. Mas, ao mesmo tempo, procura subverter essas celebrações: o que fazemos quando comemoramos? Como evitamos a armadilha da nostalgia, da vaidade? Como usamos esse momento para fazer um balanço crítico e atrevermo-nos a um olhar franco sobre o futuro? Sobre o festival, os seus artistas e o mundo com o qual estão tão fortemente relacionados?
Olhando para os muros (sempre maiores) da fortaleza da Europa fortificada, o Alkantara 2018 convida artistas de ambos os lados da Grande Divisão (cada vez maior) para responder aos desafios destes tempos brutais e confusos.
O Maria Matos Teatro Municipal, um parceiro fundamental desde há várias edições do festival, acolhe algumas dessas vozes essenciais para nos gritar ou sussurrar as suas histórias.
Menores de 30 anos 5€
Menores de 18 anos 3€
Excecionalmente não se aceitam reservas
Assinatura Alkantara: Os bilhetes para este espetáculo podem ser adquiridos com desconto de Assinatura Alkantara Festival exclusivamente nas bilheteiras físicas do Maria Matos Teatro Municipal, São Luiz Teatro Municipal e Teatro Nacional D. Maria II
Sinopse

Depois do que aconteceu, não posso continuar a falar exatamente da mesma forma que falava antes de tudo ter acontecido. Não posso e não quero. Quero marcar as diferenças: testemunhar que as coisas importam. Que, às vezes, ficamos mesmo sem saber o que fazer com a voz. (…) Entre o que agora escrevo e aquilo que virá a ser lido tantos dias passarão que, quando lá chegarmos (tu, eu, o morto, a santa, os fantasmas, a amiga e a mãe), todos estaremos tão diferentes que talvez este pequeno texto seja, então, uma mentira. Não posso prometer o contrário. Sei que tenho ouvido muita música, porque me consola.
(Como se uma canção, (meu amor), nunca se esquecesse.)
Sofia Dinger



