Vaca 35
Apresentação do Alkantara Festival
2018 marca o 25.º aniversário da Danças na Cidade/Alkantara. A 15.ª edição do festival; a quinta (e última) da sua atual direção artística; os 50 anos do Maio de 68 e 100 anos do final da primeira Grande Guerra.
Comemorar. O Alkantara 2018 vai celebrar os seus 25 anos de vida na linha da frente da cultura portuguesa contemporânea. Mas, ao mesmo tempo, procura subverter essas celebrações: o que fazemos quando comemoramos? Como evitamos a armadilha da nostalgia, da vaidade? Como usamos esse momento para fazer um balanço crítico e atrevermo-nos a um olhar franco sobre o futuro? Sobre o festival, os seus artistas e o mundo com o qual estão tão fortemente relacionados?
Olhando para os muros (sempre maiores) da fortaleza da Europa fortificada, o Alkantara 2018 convida artistas de ambos os lados da Grande Divisão (cada vez maior) para responder aos desafios destes tempos brutais e confusos.
O Maria Matos Teatro Municipal, um parceiro fundamental desde há várias edições do festival, acolhe algumas dessas vozes essenciais para nos gritar ou sussurrar as suas histórias.
Excecionalmente não se aceitam reservas
Este espetáculo não está inserido na assinatura do Alkantara Festival
Este espetáculo acontece no Espaço Alkantara
Calçada Marquês de Abrantes, 99, Santos
metro: Cais do Sodré
Sinopse

Humility can only spring from humiliation, otherwise it’s vanity in disguise.
Jean Genet, Querelle de Brest.
Em 1933, as irmãs Papin, duas empregadas de Le Mans, assassinaram brutalmente a mulher e a filha do patrão. O crime chocou a nação francesa e ficou conhecido como “O Caso Papin”. Quatorze anos depois, e claramente inspirado por esta história, Jean Genet publicou uma das suas obras mais emblemáticas, As Criadas. Meio século depois, o coletivo mexicano Vaca 35 transforma As Criadas em Lo único que precisa de uma grande actriz, é uma gran obra e as ganas de triunfar (“A única coisa que uma grande atriz precisa é de uma grande obra e a vontade de triunfar”). A peça aproxima o público do universo íntimo e do espaço diminuto do quarto das criadas e possibilita uma entrada no mundo de Genet e da sua crítica sobre os estereótipos sociais.
O coletivo mistura um explosivo cocktail que combina, nas suas próprias palavras, em “representação, teatro como a única saída possível, comer, beber, dançar e um pouco de contos de fadas”.
Vaca 35 é um coletivo de encenadores e atores com sede no México que desenvolve, desde 2007, uma série de performances, laboratórios e projetos de pesquisa teatral, pensamento crítico autónomo e independência criativa.

