El Conde de Torrefiel
Apresentação do Alkantara Festival
2018 marca o 25.º aniversário da Danças na Cidade/Alkantara. A 15.ª edição do festival; a quinta (e última) da sua atual direção artística; os 50 anos do Maio de 68 e 100 anos do final da primeira Grande Guerra.
Comemorar. O Alkantara 2018 vai celebrar os seus 25 anos de vida na linha da frente da cultura portuguesa contemporânea. Mas, ao mesmo tempo, procura subverter essas celebrações: o que fazemos quando comemoramos? Como evitamos a armadilha da nostalgia, da vaidade? Como usamos esse momento para fazer um balanço crítico e atrevermo-nos a um olhar franco sobre o futuro? Sobre o festival, os seus artistas e o mundo com o qual estão tão fortemente relacionados?
Olhando para os muros (sempre maiores) da fortaleza da Europa fortificada, o Alkantara 2018 convida artistas de ambos os lados da Grande Divisão (cada vez maior) para responder aos desafios destes tempos brutais e confusos.
O Maria Matos Teatro Municipal, um parceiro fundamental desde há várias edições do festival, acolhe algumas dessas vozes essenciais para nos gritar ou sussurrar as suas histórias.
7€ a 14€
Menores de 30 anos 5€
Menores de 18 anos 3€
Assinatura Alkantara: Os bilhetes para este espetáculo podem ser adquiridos com desconto de Assinatura Alkantara Festival exclusivamente nas bilheteiras físicas do Maria Matos Teatro Municipal, São Luiz Teatro Municipal e Teatro Nacional D. Maria II
Em espanhol com legendagem em português e inglês
Sinopse

Vislumbramos a nossa nova peça como uma praça. O teatro e a praça partilham mecanismos narrativos do presente, tal como apelam a uma memória coletiva do passado; atores e cenário são os monumentos e as pessoas que se movem através desta praça, fornecendo formas, histórias e nomes. O palco transforma-se numa agora que permite expandir os conceitos de espaço e tempo, sair dos limites físicos do que nos rodeia e observar as tensões criadas pelas forças que governam a própria ideia da vida. Um espaço circular ocupado por monumentos e pessoas; um lugar concreto que pode ser definido como tendo a capacidade de se imaginar e projectar no futuro. Nesta nova criação, queremos trabalhar a ideia de futuro como um tempo desconhecido e imprevisível, materializando-se a partir de situações inesperadas.
Com apenas 17 anos de vida, o séc. XXI já é conturbado e cheio de conflitos à escala mundial. Os dias são bipolares: as formas de pensar sobre nós e de nos organizarmos estão a mudar de modo radical e incontrolável mas, ao mesmo tempo, nada está a mudar. A civilização avança trepidante enquanto a realidade se torna, paradoxalmente, cada vez mais subjetiva, emotiva e impenetrável. As tensões entre memória e imaginação que nos tornam seres únicos neste mundo geram, por sua vez, um conflito perpétuo entre o desejo de superar e temer as imperfeições daquilo que é desconhecido, inexplicável e, em particular, deformado. No fim, a possibilidade de imaginar um futuro inexplicável converte-se num estado privilegiado de perfeição:
um lugar onde os inimigos terão sido derrotados;
um paraíso apenas atingível pela morte.





