BERLIN
Apresentação Fimfa Lx18
O FIMFA Lx – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas realiza-se anualmente desde 2001. Os espetáculos programados revelam a múltipla presença da marioneta nas artes performativas de vários países, estabelecendo relações entre a marioneta e outros domínios, como o vídeo, teatro, artes plásticas, dança, ou seja, a partir da linguagem da marioneta contemporânea.
Biografia
A companhia BERLIN, sediada em Antuérpia, foi fundada por Bart Baele e Yves Degryse, em 2003, juntamente com Caroline Rochlitz. A sua abordagem documental ao cinema e ao teatro ocupa um lugar único nas artes performativas belgas. O seu trabalho versátil mistura ficção e realidade, com um foco especial em assuntos como o urbanismo e a coexistência. Cada criação parte de uma cidade ou região, algures no planeta, concentrando-se na pesquisa específica de um tema, em diferentes suportes, como o vídeo, combinando cinema com poesia, documentário com teatro e ficção com tecnologia.
BERLIN iniciaram o ciclo Holoceno (a atual era geológica), uma série de retratos de cidades, com os espetáculos Jerusalém, Iqaluit, Bonanza, Moscovo e Zvizdal. Alguns anos depois, o grupo iniciou um novo ciclo, Horror Vacui (o medo do vazio), do qual Tagfish, Land’s End e Perhaps All The Dragons são os três primeiros episódios.
Atualmente, BERLIN estão a trabalhar em novos espetáculos de ambos os ciclos.
Menores de 30 anos 5€
Menores de 18 anos 3€
Em ucraniano com legendagem em português e inglês
Sinopse

Um retrato cinematográfico sobre duas pessoas que moram numa aldeia fantasma. Uma história sobre a solidão e a sobrevivência, em consequência dos resultados de uma experiência atómica falhada.
Em 1986, após a explosão na central nuclear de Chernobyl, cerca de 90 cidades e aldeias ao redor de Pripyat são evacuadas. 350 mil habitantes abandonam as suas casas, para sempre.
Pétro e Nadia, um casal de 60 anos de idade, nascidos e criados em Zvizdal, recusam-se a ser evacuados, preferem ficar na sua casa, numa aldeia fantasma. Todos partiram, os amigos e conhecidos. As suas casas saqueadas testemunham a vitalidade do passado. Agora são lugares petrificados, invadidos pela natureza. As suas vidas extremas fornecem a matéria-prima para este espetáculo-instalação-documentário.
Entre 2011 e 2016, BERLIN solicitou licenças especiais e tomou as precauções necessárias para visitar Pétro e Nadia na zona de exclusão radioativa de Chernobyl, num esforço para retratar a evolução da sua história ao longo dos anos. Como é que se aguenta tantos anos de isolamento? Por que é que alguém insistiria em viver para sempre num exílio autoimposto, num lugar que foi transformado num repositório de combustível nuclear, isolado de todas as formas de contato social, e sob a ameaça invisível, mas real, da radioatividade? Não há água corrente, eletricidade, telefone ou correio, mas há superstições, vodka, crenças pessoais, palavrões, canções, dores de dentes e os problemas que a idade traz. Como se vive apenas com uma outra pessoa, como companhia, uma vaca, um velho cavalo, um gato, um cão e algumas galinhas?
Zvizdal desenrola-se através do fluxo das estações e faz um retrato da solidão, da sobrevivência, da pobreza, da esperança e do amor entre duas pessoas com mais de oitenta anos, que vivem cercadas pela radiação incolor, inodora, mas omnipresente. A sua história é contada no teatro e em filme num grande ecrã, com dois lados, e três maquetes giratórias que se tornam na nossa janela para o pequeno mundo deste casal.


