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turbamulta
Turbamulta Eduardo Raon, Joana Sá, Luís André Ferreira, Luís José Martins e Nuno Aroso Informações sobre o Evento
07 Mar 2018
Datas e Horários
quarta → 22h
Preço
6€ a 12€
Menores de 30 anos 5€
Menores de 18 anos 3€
Classificação
M/6
Local
Sala Principal com bancada
Música

Turbamulta
Eduardo Raon, Joana Sá, Luís André Ferreira, Luís José Martins e Nuno Aroso

Turbamulta por Guilherme Proença

Turbamulta por Guilherme Proença

 

Cinco músicos inventaram um lugar onde surgem novas dinâmicas de performance e de criação musicais — a Turbamulta. Cada instrumento, como uma voz original e pessoal ampliada por novas técnicas de produção sonora, na fronteira entre intérprete e compositor, encarna cada um deles para lá do ensemble formal de música contemporânea. Gestos musicais recuperados da audição de sessões de improvisação conduzem a novas sessões e a novos gestos, sempre abertos — seja para o disco, seja para o concerto. Gestos abertos a novas convergências, divergências, tumultos ou até lirismos vagueando nos seus pensamentos até que um outro venha cutucar, puxar pelo braço para jogar
também ou a outra coisa. Se nos podemos sentir como o Averróis de Borges olhando sem completamente perceber a que brincam as crianças no pátio, é porque a coesão desta turbamulta desenvolve formas de comunicação quase impercetíveis (longe dos muito claros “padrões de relações” das formas improvisadas: reiteração, imitação e transposição melódicas ou alternância entre momentos estáticos e livres) saindo dela uma música intensa e brilhante, profundamente articulada, enigmática e sempre surpreendente. A essa
comunicação não será alheia, simplificando, a junção de dois intérpretes a Eduardo Raon, Joana Sá e Luís José Martins (Powertrio) cujas nuvens de sons granulares e cintilantes o percussionista Nuno Aroso adensa e envolve e da qual o violoncelista Luís André Ferreira destaca notas e linhas sustentadas: a afirmação cúmplice do quinteto é muito clara, depois da introdução, na secção central de (like a mast, an arm, a head) onde um primeiro cluster grave do piano ocasiona gestos curtos e enérgicos, um segundo, texturas finas e delicadas. É que, indo um pouco mais longe na escuta, podemos detetar outros indícios do que (se) passa entre estes músicos. Aquele primeiro movimento conduz o som dos chocalhos, que todos tocam, a pizzicatos Bartók da guitarra e do violoncelo, a ataques graves da harpa e do piano, culminando enfim numa série de sons
invertidos — um mecanismo semelhante surge na metamorfose do centro de in holes, em que todos os instrumentos se tornam, durante um longo momento, percussivos. O romantismo do exagero minúsculo volta logo a seguir na primeira parte do and they would stumble upon some figure, acompanhado por ecos da harpa que se desenvolvem até ao fim, em pano de fundo, na forma de pulsação de acordes da guitarra, depois da harpa, do piano e do vibrafone. A estas pulsações longínquas, como que no fundo do mar, juntam-se momentaneamente os outros músicos, afastando-nos da metáfora das crianças reguilas e relembrando que a música se pode firmar nas relações espontâneas
entre os seres misteriosos dos abismos, que podemos admirar sem a inquietação de totalmente compreender.

07 Mar 2018
Datas e Horários
quarta → 22h
Preço
6€ a 12€
Menores de 30 anos 5€
Menores de 18 anos 3€
Classificação
M/6
Local
Sala Principal com bancada

Sinopse

Com a edição da sua estreia em disco, no selo Clean Feed, a Turbamulta trazem-nos algumas caras e sons reconhecidos. Joana Sá, Luís José Martins e Eduardo Raon dispensam-nos de apresentações: têm estado na nossa sala regularmente, em diversas formações, e juntos, como Powertrio, mostraram a sua magnífica obra Di Lontan em 2015.
Pouco tempo depois, convidariam Nuno Aroso (percussões) e Luís André Ferreira (violoncelo) para se juntarem num novo coletivo abrindo novas hipóteses, diálogos e invenções como se tudo estivesse por desbravar. Nova música contemporânea feita por cinco assombrosos músicos, de atitude desafiante e espírito visionário, que declararam Turbamulta como voz coletiva de um frémito desejo que este quinteto possa ser bem maior que a soma das suas partes. Pois bem, preparem-se para que esta turba nos demonstre com absoluta distinção as suas persuasivas capacidades sinergéticas.

 

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Ficha Artística

harpa, eletrónica e daxofone:
Eduardo Raon

piano:
Joana Sá

violoncelo e eletrónica:
Luís André Ferreira

guitarra clássica e eletrónica:
Luís José Martins

percussão:
Nuno Aroso

som:
Ângelo Lourenço

foto:
Nuno Carvalho

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