Filipe Pereira e Teresa Silva
Projeto feedback
Biografias
Filipe Pereira é licenciado em dança pela Escola Superior de Dança do Instituto Politécnico de Lisboa. Em 2012 conclui o Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica ministrado pelo Fórum Dança, durante o qual teve formação com Meg Stuart, Francisco Camacho, Loïc Touzé, Jennifer Lacey, Madalena Victorino, Jeremy Nelson, João Fiadeiro, Miguel Pereira, Vera Mantero, K. J. Holmes, Mark Tompkins, Patrícia Portela, entre outros. É neste programa que cria as peças É grande mas fica-te bem e I’m a bush in the middle of the forest, em colaboração com Aleksandra Osowicz.
Trabalhou como intérprete com Beatriz Cantinho em Da Nova Arte de fazer Ruínas, Dinis Machado em In a manner of speaking, João dos Santos Martins em Projecto continuado (2015), com Sofia Dias & Vítor Roriz em O mesmo mas ligeiramente diferente e Fora de qualquer presente, com Martine Pisani em Rien n’est établi, com Inês Jacques em Liars, com a Trisha Brown Dance Company em Planes e Floor of the Forest, com Félix Ruckert em Ring, com Tiago Guedes em Matrioska e com Tânia Carvalho em Icosahedron.
Em 2012, cria em colaboração com Aleksandra Osowicz, Helena Ramírez, Inês Campos e Matthieu Ehrlacher a peça HALE-estudo para um organismo artificial, e em 2013 co-cria com Teresa Silva as peças Letting Nature take over us again e O que fica do que passa e em 2017 Nova Criação.
Teresa Silva frequentou a Escola de Dança do Conservatório Nacional, a Escola Superior de Dança do Instituto Politécnico de Lisboa e o PEPCC – Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica, ministrado pelo Forum Dança. Participou, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, no DanceWeb Scholarship Programme 2011 do Festival Impulstanz Vienna sob a mentoria de Boyzie Cekwana e Isabelle Schad.
Como intérprete, trabalhou com Loïc Touzé, David Marques, Liz Santoro & Pierre Godard, Rita Natálio, Luís Guerra, Tiago Guedes, Tânia Carvalho, Ana Borralho & João Galante, Sofia Dias & Vítor Roriz e Mariana Tengner Barros, entre outros.
Desde 2008, desenvolve o seu próprio trabalho enquanto criadora destacando-se o solo Ocooo; A vida enorme/La vie en or co-criado com Maria Lemos; Leva a mão que eu levo o braço e Um Espanto não se Espera, ambos criados em colaboração com Elizabete Francisca; a adaptação do solo Conquest de Deborah Hay, comissariado pela Fundação de Serralves; e as co-criações com Filipe Pereira, Letting Nature take over us again, O que fica do que passa e Nova Criação.
Entre 2011 e 2014 foi artista associada da estrutura Materiais Diversos, sob a direcção de Tiago Guedes.
Mais recentemente tem-se dedicado ao ensino e colaborado com outros artistas em projectos ligados à prática pedagógica no âmbito da dança contemporânea e das artes performativas.
domingo → 18h30
Menores de 30 anos 5€
Menores de 18 anos 3€
Sinopse
Começámos esta Nova Criação a formar arquivo, confiando que se captássemos o que fazíamos, poderíamos olhar para o que já se tinha passado. Assim, tentando não perder o fio à meada, procurámos pistas que nos informassem sobre o que poderíamos construir para a frente. A cada nova dança a dois gravámos e projetámos na parede de fundo a filmagem da vez anterior. A partir daqui desenvolvemos um dispositivo cénico que é a materialização do movimento de ida do agora para o passado e para o futuro. Uma mise en abyme ou túnel temporal, que permite ver o que se repete e o que varia, revelando o caminho da construção desta peça. Entusiasmados a responder ao processo, exageramos, e quanto mais nos filmamos, mais nos reproduzimos e mais nos desmultiplicamos, correndo o risco de baralhar imagem com realidade.
Filmar é tentar sobreviver, mas é também mostrar uma morte. Daí surge a necessidade de reformulação constante, porque precisamos sempre de continuar. Não precisamos?
Filipe Pereira e Teresa Silva




