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Julia Christiane Jatahy Informações sobre o Evento
19 → 20 Abr 2013
Datas e Horários
21h30
Preço
14€ / Com desconto 7€
Duração
85 min
Local
Sala Principal
Informação Adicional

Menina Júlia de August Strindberg

Teatro

Julia
Christiane Jatahy

Bio

Bio

Christiane Jatahy
Autora e diretora de teatro e cinema. Nos últimos anos montou espetáculos que dialogavam com distintas áreas artísticas e novos dispositivos de criação. Em teatro montou a trilogia Uma cadeira para solidão, duas para o dialogo e três para a sociedade. Peças que transitavam entre as fronteiras da realidade e da ficção, do ator e do personagem, do teatro e do audiovisual. Foram elas: Conjugado, A Falta que nos move e Corte Seco.
A pesquisa tem como objetivo principal  a experimentação a partir de algumas linhas de fronteira tais como; o ator e o personagem e a realidade e a ficção em cena e na matriz para a construção de dramaturgias em processos colaborativos e além de uma série de dispositivos para gerar tensões criativas e diferentes teias relacionais entre a cena e o público. No ano de 2009, o trabalho se expandiu para o cinema com o filme A Falta que nos Move, filmado em 13 horas contínuas, sem corte, por três câmaras na mão. O material foi editado e hoje é um longa metragem, além de ter sido exibido em três salas de cinema, durante 13 horas numa performance cinematográfica que começou exatamente na mesma hora que começou a filmagem, às 17.30 e acabou às 6.30 da manhã. A pesquisa de uma linguagem híbrida entre o teatro/performance e o cinema, está presente no próprio filme e também na peça Corte Seco. Corte Seco é uma peça editada ao vivo, com uma estrutura dramatúrgica que muda a cada dia. A peça acontece no palco e em redor do teatro que é rodeado por câmaras de segurança . Algumas cenas acontecem na rua e são vistas em cena pelo público. Em 2011, com o espetáculo Julia, o trabalho incluiu a possibilidade de criar uma dramaturgia cénica contemporânea a partir de alguns clássicos. Na montagem de Julia cinema e teatro convivem integralmente, um filme é feito ao vivo a cada dia, misturando cenas pré-filmadas e cenas captadas na presença do público. O texto de Strindberg manté-se presente, atualizado pelo olhar da câmara e pela adaptação para os dias de hoje do enredo criado no século XIX, levando à cena questões sociais e políticas sobre o Brasil atual.
Além dos dispositivos para a criação, todos os trabalhos da diretora tem como conteúdo principal a realidade do Brasil e um olhar sobre a sociedade atual. A vida entra em cena através da pesquisa em campo para a criação do espetáculo e também da relação do trabalho com o momento presente, com o aqui e agora.
As peças viajaram para festivais no Brasil, festivais internacionais e foram nomeadas para os principais prémios de teatro brasileiros. Em cinema, criou e realizou o filme A Falta que nos move transposição cinematográfica da peça com o mesmo nome. O filme foi apresentado em festivais no Brasil e no exterior e foi lançado em todo o Brasil em 2011. Em 2011 estreou a peça JULIA, em que um filme é feito ao vivo no teatro e pela qual ganhou o Prémio Shell de Melhor Direção. Em 2012 foi a diretora artística do projeto Rio Occupation London, uma residência com 30 artistas de diferentes áreas onde foram criados trabalhos inéditos durante a Olimpíada Cultural de Londres. Dentro do Rio Occupation London criou e realizou o trabalho In the Comfort of your home, um projeto em que os ingleses ou imigrantes residentes ofereciam as suas casas para serem ocupadas com performances pelos artistas participantes As performances foram filmadas e apresentadas em Londres numa instalação cinematográfica. O seu próximo projeto E se elas fossem para Moscovo? fala sobre a utopia. Uma mistura de teatro, cinema e performance nas cidades, tem estreia prevista para o primeiro semestre de 2013.
19 → 20 Abr 2013
Datas e Horários
21h30
Preço
14€ / Com desconto 7€
Duração
85 min
Local
Sala Principal
Informação Adicional

Menina Júlia de August Strindberg

Sinopse

Prémio Shell 2012 para Melhor Encenação

“Quando alguma coisa é entrecortada por outra, eu acredito que crio um novo tipo de relação com o espectador. É uma possibilidade de renovação do olhar do público, que fica novamente ativo, colaborador, mais interessante e interessado.”

Christiane Jatahy

 

Adaptação da peça Menina Julia que August Strindberg escreveu em 1888, o novo espetáculo da encenadora brasileira Christiane Jatahy dá seguimento ao seu trabalho anterior, marcado pela exploração de novos territórios cénicos e pela busca de novas formas de interagir com o público, integrando teatro e cinema em cena e expondo o dispositivo cinematográfico.

Em Julia, Christiane Jatahy leva a cabo um trabalho de atualização de um texto clássico, abordando questões sociais e políticas do Brasil contemporâneo. A relação entre as duas personagens centrais é pautada por um jogo de poder que reflete a realidade do país, exposta habilmente através da presença permanente da câmara e da tensão que esta cria. Com cenas pré-filmadas e cenas filmadas ao vivo, o filme é construído na presença do público em cada dia, criando uma fricção permanente entre teatro e cinema, entre o que pode ser visto pela presença real dos atores e o que só pode ser entrevisto no enquadramento dos planos cinematográficos.

 

 

 

Ficha Artística

direção e adaptação
Christiane Jatahy

com
Julia Bernat e Rodrigo dos Santos

participação no filme
Tatiana Tiburcio

conceção cenário
Christiane Jatahy e Marcelo Lipiani

direção de arte e cenário
Marcelo Lipiani

fotografia e câmara ao vivo
David Pacheco

desenho de luz
Renato Machado e David Pacheco

figurinos
Angele Fróes 

música
Rodrigo Marçal 

operador de vídeo
Felipe Norkus

montagem e operação de luz
Paulo Correia

contrarregra
Thiago Katona

produção local Portugal
Daniela Rosado

produção viagens internacionais
João Braune ― Fomenta Produções

um projeto
Cia Vértice

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