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I Don’t Belong Here Dinarte Branco e Nuno Costa Santos Informações sobre o Evento
09 → 15 Jan 2015
Datas e Horários
9 a 15 Janeiro (Excepto 12) 2015 Sexta a Quinta 21h30 Domingo 18h30
Preço
6€ a 12€
Menores 30 anos: 5€
Classificação
M/12
Local
Palco da Sala Principal
Teatro

I Don’t Belong Here
Dinarte Branco e Nuno Costa Santos

Bios

Bios

Nuno Costa Santos – Autoria e Cocriação do Texto
Autor e coencenador da peça “É Preciso Ir Ver – uma Viagem Com Jacques Brel”. Coautor de “Portugal, uma Comédia Musical” e de “Stand-Up Tragedy”. Autor no conjunto de peças “Urgências”. Autor do guião do musical “O Assobio da Cobra”. Autor do documentário “Saudade Burra de Fernando Assis Pacheco” e do livro “Trabalhos e Paixões de Fernando Assis Pacheco (Tinta da China). Autor dos livros “Dez Regressos” (Salamandra), “O Inferno do Condomínio” (Gradiva), “Os Dias Não Estão para Isso” (Livramento) e “Às Vezes é um Insecto que Faz Disparar o Alarme” (Companhia das Ilhas).Coordenador de “Ventana a la Nueva Poesía Portuguesa” (México). Criativo e ator do programa Zapping (RTP-2). Editor do programa Serviço Público (RTP 2). Autor do blogue Melancómico, dos livros (Guerra e Paz e Escritório) e do programa de rádio com o mesmo nome (Rádio Clube Português). Autor do programa de TV “Melancómico” (canal Q) e das crónicas “Falar para Dentro” “Portugal, um Retrato Pessoal” e “O Marginal Ameno” (canal Q). Professor de escrita criativa na Restart e nas Produções Fictícias. Coordenador criativo do Rádio Clube Português. Cofundador, coautor e coeditor de “Manobras de Diversão” (teatro e TV). Editor dos programas Serviço Público e O Trabalho (RTP 2). Colaborador do DNA, da Grande Reportagem, da Focus, da Ler e da Sábado. Cronista diário do jornal A Capital. Diretor da revista Inventio, da Faculdade de Direito de Lisboa.

Dinarte Branco – Autoria, Encenação e Cocriação do Texto
Frequentou o Curso de Formação de Actores da ESTC. Participou como ator em espetáculos encenados por Luís Miguel Cintra, Jorge Silva Melo, Joaquim Benite, Ana Nave, Sandra Faleiro, Francisco Salgado, Pedro Carraca, Ricardo Aibéo, Miguel Seabra, Tiago Rodrigues, Christine Laurent, Carlos J.Pessoa, Marco Martins, Adriano Luz, Solveig Noderlund, Pedro Marques, Nuno M Cardoso e Beatriz Batarda. Participou no espetáculo “Point Blank”, da companhia belga STAN. Na SubUrbe, juntamente com Cláudia Gaiolas, Tiago Rodrigues, foi ator nas criações coletivas “Zapatistas am/pm”, “A gente vê-se lá fora” e “True West”. Criador e intérprete, juntamente com Nicolau dos Mares, de “gestos para nada” a partir de textos de José Sanchis Sinisterra. Direção artística de “César” a partir de Júlio César de Shaskepeare. Dirigiu Ricardo Araújo Pereira em “Como fazer coisas com palavras”. Encenação de “82 oãhivaP” a partir do universo de David Lynch. Encenação de “Em casa no Jardim Zoológico” de Edward Albee. Encenação juntamente com Nuno Costa Santos de “É Preciso Ir Ver – Uma Viagem com Jacques Brel”. Codirigiu com Tiago Nogueira “O Escurial”.Trabalha regularmente como actor em séries televisivas. No cinema trabalhou com Sandro Aguilar, Jeanne Waltz, Pedro Caldas, Carlos Braga, Margarida Cardoso, Mario Barroso, João Figueiras, João Botelho, João Nuno Pinto, Raul Ruiz e Artur Serra Araújo. Realizou a curta-metragem “Ponta dos Rosais”. Membro da Molloy Associaçao Cultural.

Cláudia Gaiolas – Interpretação e Cocriação do Texto
Frequentou a Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa. Fez parte das companhias Teatro Praga e Teatro da Garagem e SubUrbe, onde participou como atriz e cocriou diversos espetáculos. Trabalha regularmente com o Mundo Perfeito, Mala Voadora, A Truta, Má-Criação, Companhia Maior e Teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser. Como atriz, foi dirigida por Tiago Rodrigues, Jorge Andrade, Joaquim Horta, Paula Diogo, Tonan Quito, André Murraças, Madalena Vitorino, António Mercado, Jean-Pierre Larroche, Agnés Limbos. Para o Festival Materiais Diversos, encenou o espetáculo “Terroristas”. Com Pedro Carraca, foi encenadora e coordenadora artística de teatro do projeto Nu Kre Bai Na Bu Onda, pela associação Alkantara no Bairro da Cova da Moura. Fez assistência de encenação e produção executiva na ópera “Paint Me”, de Luís Tinoco e Stephen Plaice, com encenação de Rui Horta. Foi atriz no espetáculo “Se uma janela se abrisse” encenação de Tiago Rodrigues. Fez assistência de encenação a Jorge Andrade no espetáculo “Casa&Jardim”. Foi criadora do espetáculo “Solo Doméstico” para o Festival Materiais Diversos. Foi cocriadora de “TryRomance”, que teve a sua estreia no Théâtre de Bernadines, através do Tryangle- Performing Arts Research Laboratories integrado em Marseille-Provence 2013 Capital Europeia da Cultura. Foi cocriadora do espectáculo “OZZZZZ”, integrado no Festival Temps d’Images, com direção de Alfredo Martins e estreia no Centro Cultural de Belém.

Tiago Nogueira – Interpretação e Cocriação do Texto
Frequentou a Licenciatura Ramo Actores da ESTC (2006-2009). Curso Profissionalizante e o Curso Interdisciplinar de Formação de Actores do Espaço Evoé (2006-2004). Curso de Formação de Actores da Associação In Impetus (2003-2004). Frequentou workshops/oficinas tais como: 5º Workshop de Interpretação para Televisão da Plural, Workshop de Casting com Patrícia Vasconcelos, Workshop de Clown com Ricardo Puccetti, Workshop de Acrobacia para Teatro com Sofia Cabrita. Em Teatro trabalhou com Jorge Silva Melo, João Brites, Yola Pinto, Joana Barros, Dinarte Branco, João Lagarto, Pedro Marques, Francisco Camacho, Paulo Alexandre Lage, Jan Gomes, Sofia Cabrita, Pablo Fernando e Ávila Costa, entre outros. Trabalhou regularmente com os Artistas Unidos entre 2010 e 2013. Foi cocriador do espetáculo Encontros de Jardim (2006) e do espectáculo Uomo-Tutto (2006). Codirigiu com Dinarte Branco o espetáculo O Escurial (2013). Em Cinema participou em vários filmes tais como: Frágil Som do meu Motor de Leonardo António; Sentimentos em Directo de Fábio Martins; Contratransferência de Bruno Estêves e Sérgio Gregório. Fez várias participações em séries e novelas tais como: T2 para 3, Amor SOS; Portal do Tempo e I Love It. Participou em vários spots publicitários em formato filme e também locução. É membro e cofundador da Molloy Associação Cultural (2010). Trabalhou para o Serviço Educativo da Culturgest. Foi Diretor das Salas do Teatro da Politécnica no Festival Fatal de 2012 e 2013.

António Brum – Interpretação e Cocriação do Texto
Natural da Ajuda, na ilha de São Miguel em 1954. Emigrou para os EUA com os pais em 1960 aos 6 anos de idade. Cumpriu um total de 7 anos de prisão. Tinha a sua empresa de construção civil nos EUA quando foi deportado em 2010. Vive agora de apoios sociais.

José Manuel Carvalho Leandro – Interpretação e Cocriação do Texto
Natural da ilha de São Miguel, emigrou para o Canadá com os pais em 1965 aos 5 anos de idade. Cumpriu 20 penas no Canadá, num total de 5 anos. Foi deportado para os Açores em 04/12/2011. Exerceu a profissão de trabalhador de armazém e agora é jardineiro.

Luís Alberto Botelho de Sousa – Interpretação e Cocriação do Texto
Natural de Água de Pau, ilha de São Miguel em 31 de Maio de 1960. Emigrou em Junho de 1971 para os EUA. Serviu 7 anos no Exército e cumpriu pena de 20 anos. Foi deportado para os Açores em Setembro de 2010. Trabalhou na construção civil e como camionista nos EUA. Trabalha atualmente como carpinteiro e pintor numa oficina de emprego protegido.

Paulo Maria de Almeida Pacheco – Interpretação e Cocriação do Texto
Natural da ilha Terceira. Nasceu em 20 de Novembro de 1954. Emigrou para o Canadá com os pais e irmãos em Abril de 1961. Esteve preso cerca de 12 anos por diversas condenações. Foi deportado a 7 de Julho de 2013. Trabalhou no Canadá como supervisor numa empresa de mudanças. Vive agora de apoios sociais.

Zita Maria Costa Almeida – Interpretação e Cocriação do Texto
Natural de São José, ilha de São Miguel, emigrou para os Estados Unidos da América com os pais em 1975 aos 6 anos de idade. Cumpriu 6 penas nos EUA, num total de 10 anos. Foi deportada para os Açores em 6/9/2006. Exerceu a profissão de jardineira e agora vive de apoios sociais.

Paulo Abreu – Vídeo
Nasceu em 1964. Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian/Fundação Luso-Americana na Film /Video Arts NYC 1991 Representante de Portugal na área de vídeo na Bienal de Valencia 1992. Diretor de fotografia em diversos documentários e filmes. Realizador de vídeos para espetáculos de teatro, dança e musica. Realizador de diversas curtas metragens premiadas em Festivais nacionais e estrangeiros. Realizador de filmes experimentais em Super 8 , distribuidos pela Lightcone .

Feliciano Branco – Desenho de Luz
Nasceu em Lisboa 1981, iniciou o seu percurso teatral em 2003 com a “Ilusom” passando temporadas em teatros como Maria Matos (de Maio a Dezembro de 2004), Teatro Meridional (de Maio de 2005 a Fevereiro de 2006), colaborou com a Companhia de Dança de Almada, Lisboa Ballet Contemporâneo, O Bando, A Bruxa Teatro, Teatro Villaret. Desde 2006 que faz parte da equipa de iluminação do Teatro Nacional D. Maria II. Tem feito, para além de trabalho como técnico de luz, desenho de luz para espetáculos. Tem trabalhado com criadores como Dinarte Branco (82 oãhivaP, Em casa no jardim Zoológico, O Escurial), Figueira Cid e José Neves (Vésperas da Virgem Santíssima), Mirró Pereira (Simplesmente Maria), Miguel Seabra, Nuno Costa Santos (É preciso ir ver – Uma viagem com Jacques Brel), Pedro Carraca (Sr Armand, vulgo Garrincha) Pedro Marques, Tiago Nogueira (O Escurial). Membro e cofundador da Molloy Associação Cultural (2010).

Sérgio Carlos B. Gregório Som
Nasceu em Lisboa em 1983, é licenciado em Física pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (2007) e mestrado em Artes Sónicas pela Queen´s University of Belfast (2009), onde realizou estudos em Sound-design, Spatial Audio, Psicoacústica e composição eletroacústica. Desde 2006 tem vindo a realizar projetos em teatro, a dança, a música e o cinema, tendo colaborado com criadores como o são Dinarte Branco, Paulo Abreu, Joana Antunes, Nuno Costa Santos e Ricardo Machado, entre outros. O seu trabalho em teatro explora a transformação de Soundfield Recordings durante live performance, criando ambientes abstratos e novas texturas sónicas, fazendo uma aproximação do ambiente sonoro de uma peça de teatro a uma composição de música eletroacústica ou ao sound-design de um filme. No cinema, o seu trabalho passa pela captação de som, pós-produção audio e sound-design, onde destaca a colaboração com Paulo Abreu nos filmes; Adormecido (2012), Varadouro (2013) e Ponta dos Rosais (2013), de Dinarte Branco, e Meu Pescador Meu Velho (2013) de Amaya Sumpsi. Como músico baterista, fez parte de diferentes projetos musicais que vão desde o pop-rock ao trashmetal. Atualmente é baterista em The Chromed Plated Megaphone of Destiny, projeto de estudo e exploração do compositor Frank Zappa, onde colabora com o também encenador e tradutor Pedro Marques. É membro cofundador da Molloy Associação Cultural (2010).

Paulo Oliveira – Cenografia/Figurinos
Nasceu em Lisboa em 1971. Em 1994 formou-se em Cenografia pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, e em 1996/98 fez uma Pós-Graduação em Estudos Teatrais na Faculdade de Letras de Lisboa. Em 2009 conclui o Mestrado com a tese Dinâmicas Operativas do Processo de Concepção em Cenografia, na FA/UTL. Encontra-se atualmente a fazer o Doutoramento na FA/UTL. Entre 2009 e 2013, Docente do Departamento de Projeto da Faculdade de Arquitectura/UTL, leciona as Disciplinas de Projeto de Cenografia e Construção Cenográfica. No âmbito do SCENALISBOA – Fórum Internacional de cenografia (membro da direção) coordenou diversas ações de formação, orientando conferências e participando na programação dos eventos que tiveram lugar nas edições de 2011, 2012 e 2013. Em 2013 colabora como 2º assistente de decoração na rodagem do filme Benoit Brisefer: Les Taxis Rouges. Produção: Lambart Productions; Distribuição: Walt Disney Studios Motion Pictures; Realização Manuel Pradal; Art Director Thierry Flamand. Desde 2007, assina para televisão a cenografia para diversas produções de ficção: Beijo do Escorpião, Mundo ao Contrário, Doida por ti, Anjo Meu(novelas), Morangos com Açúcar (7 temporadas); Ele é Ela (série). Colaborador do atelier Sofia Castelo (arq. paisagista) em projectos para o London Festival of Architecture; Artists taking the lead, London Olympics2012, entre outros. Desde 2006 colabora com o Arq. José Manuel Castanheira em múltiplos projetos em Portugal, Espanha, Itália e Croácia, essencialmente como pintor de cenografia. Entre 1998 e 2007 como docente na Academia Contemporânea do Espectáculo, leciona as disciplinas de Cenografia, Prática teatral e Cenotecnia, sendo Coordenador do Curso de Realização Plástica. Em 2002 participa na edição do Manual de Teatro, coord. Antonino Solmer, ed. Temas e Debates, Lisboa, 2002. Escreve o Capítulo VIII- Marionetas e Fantoches, pp.165-180. Desde 1992 tem desenvolvido atividade no teatro, ópera, dança, teatro de rua, performance, em companhias independentes e teatros nacionais, como aderecista, cenógrafo e coordenador de projetos. Trabalhou com encenadores como Filipe la Féria, João Lourenço, Carlos Avilez, Luís Miguel Cintra, André Riot-Sarcey, Joana Providência; Luísa Pinto, Antonino Solmer; Kuniaki Ida; João Paulo Costa; Stefano Trespidi, José Carretas. Em companhias como Teatro do Bolhão (membro fundador), Friches Théâtre Urbain (França); Natural Theatre Company (Reino Unido), Orquestra do Norte, Porto 2001-Capital Europeia da Cultura. Entre 1994 e 1996, trabalhou no Teatro S. Carlos em produções de Andrei Serban, Peter Brook, Pier Luigi Pizzi e Michael Corder.

 

 

 

Breve histórico do Observatório dos Luso-Descendentes (O.L.D)

A criação do O.L.D resultou do interesse de um pequeno grupo de luso-descendentes, dos vários países da diáspora, que se reuniam periodicamente para a partilha de experiências, dificuldades e ambições. Após vários meses de reflexão, um grupo constituído por cerca de 20 luso–descendentes, de segunda geração, de países como França, Brasil, Suíça, Luxemburgo, Alemanha, África do sul, Venezuela e Estados Unidos fundaram esta associação a 10/6/2010.

A associação tem como fim identificar, unir, representar e apoiar os filhos de portugueses nascidos no estrangeiro (Luso-Descendentes) que optem por regressar a Portugal ou que, a residir nas comunidades da diáspora, queiram manter uma ligação com o país de origem. O Observatório dos Luso-Descendentes é portanto um movimento de cidadania positiva, de Luso-Descendentes para Luso-Descendentes, de Portugal para o resto do mundo, visando estreitar relações com as novas gerações e divulgar a identidade, cultura e língua portuguesas.

As atividades desenvolvidas pelo Observatório dos Luso-Descendentes tiveram, para já, três grandes objetivos: facilitar o acolhimento de Luso-Descendentes que vêm para Portugal, de maneira permanente ou não, criar pontes nas áreas económicas, turísticas, culturais, políticas,.. com a diáspora luso-descendente presente em todo o mundo e fazer estudos quantitativos e qualitativos sobre a temática.

 

Projeto I don’t belong here e o Observatório dos Luso-Descendentes

Com quatro anos de existência é inspirador estar ao lado da AMI, não só para comemorar os seus 30 anos, recheados de desafios, sonhos conseguidos e obra feita, mas também partilhar os mesmos valores na abordagem de um problema pouco falado, mas gritante pela injustiça humana, que são os repatriados nos Açores. Foi uma realidade que nos chocou quando abrimos a nossa antena em Junho 2013, o sentir pelas ruas esses luso-descendentes em sofrimento, o que nos levou a estudar o problema e pensar em soluções.

Uma expressão de um repatriado num documentário que visualizei resumia tudo…”aqui não vivo, existo” e é precisamente o leme dos 30 anos da AMI “sobreviver não é maneira de viver”…”A AMI já deu uma nova vida a milhares de pessoas”…e é o que queremos ajudar a dar a esses seres humanos que perderam tudo e tanto precisam de uma nova maneira de voltar a viver.

Foi ao pensar alto, no seguimento da análise do louvável trabalho levado a cabo tanto pelo Governo dos Açores, como pelas associações locais sobre formas de o complementar que me ocorreu a ideia de um trabalho de integração pela arte. Mais precisamente, foi após ter assistido à uma peça interpretada pelo Dinarte Branco e partilhado com ele essas minhas preocupações e  sonhos, que se materializou a ideia e ao fim de pouco tempo e muito entusiasmo de todos, nasceu o projeto I don’t belong here.

A todos portanto, o meu muito obrigado pela esperança dada pelo projeto, que irá conduzir à resultados emocionantes, tanto na peça, como no filme…estou ansiosa por ver o resultado desta generosa partilha de todos os parceiros no processo que vai culminar com atores, tanto os profissionais, como os da vida, a entregarem-nos as suas emoções, vivências e …esperamos…libertações!

Obrigada a todos por nos terem ajudado a tornar este sonho real e a contribuir assim para a nossa causa “União de Luso-Descendentes, de Portugal, em particular Açores, para o Mundo”

 

Emmanuelle Ortega Afonso

Fundadora e Presidente do O.L.D

 

 

No dia 5 de dezembro de 2014, a AMI comemora o seu 30.º aniversário. São 30 anos de luta contra a intolerância e contra a indiferença, 30 anos a acreditar num futuro diferente e melhor, 30 anos a cooperar pela construção de um mundo mais justo, 30 anos de perseverança, 30 anos de sonhos, 30 anos de projetos, 30 anos de concretizações.

Em 30 anos de existência, a Fundação AMI diversificou a sua atuação, impulsionada por uma participação cada vez mais ativa, adaptando-se à evolução da sociedade e procurando uma intervenção coerente e harmoniosa, sempre com o Ser Humano no centro das suas preocupações.

Criada em 1984, esta instituição intervém nas áreas da saúde, social e ambiental, a nível nacional e internacional, procurando, também, alertar consciências, ciente de que a participação da sociedade civil é fundamental para promover a mudança de atitudes e comportamentos.

Por essa razão, fizemos questão de apoiar o projeto “I Don’t Belong Here”, que eu considero uma iniciativa exemplar de reintegração e inclusão na sociedade através do teatro, e de uma importância fulcral, na medida em que aborda uma problemática tão complexa e, socialmente, exigente como a da população repatriada dos EUA e do Canadá para os Açores.

É uma causa difícil, mas eu sou daqueles que entende que vale a pena realizar sonhos e utopias. E nós, Sociedade Civil responsável e participativa, temos o dever de fazer tudo para que a nossa voz seja ouvida e que esses sonhos venham a ser concretizados por e para seres humanos como nós!

Não posso, por isso, deixar de felicitar o Observatório dos Luso-Descendentes e a Molloy por promoverem a iniciativa, o encenador Dinarte Branco por assumir a Direção Artística do projeto, os atores profissionais por aceitarem integrar o espetáculo, e os (atores) repatriados por terem tido a coragem de partilhar as suas histórias.

É uma honra para a AMI “pisar o palco” convosco!

 

Fernando de La Vieter Nobre

Fundador e Presidente da Fundação AMI

 

Folha de Sala

Folha de Sala

Expulsos de Casa

 

O processo de trabalho de I don´t belong here começou através de contactos pessoais, feitos em agosto de 2013, na ilha de São Miguel, com aqueles que iriam formar um alargado grupo de deportados do qual foram escolhidos cinco elementos para entrar num espetáculo sobre a sua experiência de deportação. Contacto a contacto, conversa a conversa, história a história, fomos conhecendo os seus percursos e o modo como as suas vidas foram sendo conduzidas para zonas de marginalidade. Fomos sabendo o que cada um era antes de deportação. O que cada um passou a ser depois da deportação, segunda pena para quem já havia cumprido anos de prisão pelos crimes que cometeu.

Sem um trabalho feito com tempo, desenhado a partir de workshops vários e contactos muitos, seria impossível atingir o nível de proximidade a que se chegou. Trabalhar artisticamente a partir das vidas de seres humanos é uma tarefa delicada e mais delicada se torna quando esses seres humanos estão numa situação de desconforto extremo, longe da comunidade onde criaram uma identidade pessoal, e num território insular com vivências e referências culturais muito distantes do caos das cidades onde cresceram.

O trilho fez-se trilhando. Com ideias, avanços, dúvidas, decisões. Que permitem que as histórias sejam sempre contadas de um modo diferente em cada sessão, que abre espaço para que surjam novas ideias durante a recriação de instantes que os próprios deportados viveram. A participação de todos os envolvidos no projeto no desenho da peça foi, é e será sempre efetiva até ao fim da tournée. Mesmo tendo um chão, foi sendo construído depois de conversas, entrevistas, experiências. E está sempre a ser renovado. Como é sempre renovado o modo como cada um se conta ao mundo.

São sete atores em palco. Dois profissionais, Cláudia Gaiolas e Tiago Nogueira. E cinco pessoas que expõem corajosamente a sua solidão, a sua dor, a saudade que têm dos seus, mesmo que aqui e ali sublimadas por elementos coreográficos ou pelo humor. Os seus nomes: António Brum, Tony; José Manuel Carvalho Leandro, Joe; Luís Alberto Botelho de Sousa, Louie; Paulo Maria de Almeida Pacheco, Paul; Zita Maria Costa Almeida, Zita.

I don´t belong here é, no fim de contas, sobre a não-pertença e a pertença. A não-pertença a uma terra onde se foi obrigado a viver. A pertença à casa da qual se foi expulso. Essas circunstâncias extremas e os dolorosos sentimentos que provocam em quem cumpre a dupla pena da deportação são a base do espetáculo que agora se estreia.

 

Dinarte Branco e Nuno Costa Santos

09 → 15 Jan 2015
Datas e Horários
9 a 15 Janeiro (Excepto 12) 2015 Sexta a Quinta 21h30 Domingo 18h30
Preço
6€ a 12€
Menores 30 anos: 5€
Classificação
M/12
Local
Palco da Sala Principal

Sinopse

I don’t belong here parte das memórias e da experiência de repatriamento para o arquipélago dos Açores de cidadãos portugueses que cresceram nos Estados Unidos da América e Canadá e, portanto, com referências culturais integralmente americanas e canadianas. O projeto, desenvolvido a partir de um desafio do Observatório dos Luso-Descendentes ao criador Dinarte Branco, reúne atores profissionais e algumas das pessoas que passaram por esta experiência da deportação. Em conjunto, desenvolveu-se um trabalho de construção do texto e do espetáculo a partir da reconstituição biográfica de alguns deles: as memórias vagas da infância nas ilhas, a partida com a família, a adolescência, a entrada no universo da criminalidade, o julgamento e a dupla pena: a prisão, o repatriamento e, agora, a vida na ilha.

 

ante-estreia . 19 e 20 dezembro 2014 O Espaço do Tempo, Montemor-o-Novo
estreia . 9 janeiro 2015 Teatro Maria Matos, Lisboa
De 9 a 11 e de 13 a 15 de janeiro 2015 Teatro Maria Matos, Lisboa
17 de janeiro 2015 Teatro Virgínia, Torres Novas
de 21 a 25 de janeiro 2015 Teatro Carlos Alberto, Porto
4 de junho 2015 Centro Cultural Vila Flor, Guimarães
11 de junho 2015 Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra
13 de junho 2015 Centro de Artes de Ovar
19 e 20 de junho 2015 Teatro Viriato, Viseu
a partir de 26 de junho 2015 Arquipélago dos Açores (Locais a confirmar)

 

 

Conteúdos Relacionados

Material Gráfico Cartaz Dinarte Branco 09 Jan 2015

Ficha Artística

encenação:
Dinarte Branco

texto:
Nuno Costa Santos, Dinarte Branco, Cláudia Gaiolas, Joe Leandro, Louis de Sousa, Paul Pacheco, Tiago Nogueira, Tony Brum e Zita Almeida

interpretação:
António Brum, Cláudia Gaiolas, José Leandro, Luís de Sousa, Paulo Pacheco, Tiago Nogueira e Zita Almeida

vídeo:
Paulo Abreu

luz:
Feliciano Branco

som:
Sérgio Gregório

cenografia e figurinos:
Paulo Oliveira

produção:
João da Ponte e Alexandra Libânio

coprodução:
Teatro Micaelense, O Espaço do Tempo, Maria Matos Teatro Municipal, Teatro Nacional de São João, Centro Cultural Vila Flor e Teatro Viriato

produção:
Teatro Micaelense, Molloy Associação Cultural e AGECTA/Moby Dick Produções

apoio:
Fundação AMI

fotografia:
Paulo Abreu

Apoios

coprodução no âmbito da rede 5 sentidos

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