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Dead End Mala Voadora Informações sobre o Evento
23 → 26 Jan 2013
Datas e Horários
Qua 23 a Sáb 26 Janeiro 21h30
Preço
12€ / Com desconto 6€
Duração
75 min
Local
Sala Principal com bancada
Documentos
Folha de Sala
Teatro

Dead End
Mala Voadora

Bio

Bio

A mala voadora foi fundada por Jorge Andrade e José Capela, responsáveis pela direção artística da companhia, e apresentou o primeiro espetáculo em maio de 2003. Gostamos de especular sobre aquilo que pode ser teatro, ou sobre o modo como ele pode ser feito, pelo que não trabalhamos no sentido de fixar uma qualquer linguagem reconhecível. Em vários espetáculos temos vindo a experimentar “fazer teatro com coisas que não são do teatro”: uma coleção de selos, o registo áudio de um jantar entre três amigas, a violência e a catástrofe como entertainment, os livros de uma biblioteca, discursos de chefes de estado, um conjunto de cerca de 2000 bibelots, cenas de morte do cinema, títulos de notícias de jornal – coisas que toda a gente conhece e que constituem uma base comum para a comunicação. Outras vezes, fazemos experiências em torno de recursos mais próximos da tradição do teatro, como a narração ou a representação.
Manter instável a categoria “teatro” é um ato político.
Alguns espetáculos da mala voadora foram reconhecidos no âmbito: do Prémio Madalena Azeredo Perdigão atribuído pela Gulbenkian (Os Justos, menção honrosa, 2004), dos Prémios spa/rtp (Sílvia Filipe, prémio de melhor actriz, 2011; overdrama nomeado para melhor espetáculo, 2012; memorabilia nomeados para melhor cenografia, 2012); e dos Total Theatre Awards (what I heard about the world, cocriação com Third Angel, nomeado para melhor espetáculo do Fringe Festival de Edimburgo, 2012).
23 → 26 Jan 2013
Datas e Horários
Qua 23 a Sáb 26 Janeiro 21h30
Preço
12€ / Com desconto 6€
Duração
75 min
Local
Sala Principal com bancada
Documentos
Folha de Sala

Sinopse

dead end é uma aproximação ao melodrama. Segundo um opúsculo de 1817 intitulado o Tratado do Melodrama, da autoria de Abel Hugo, Armand Malitourne e Jean Joseph Ader, “para fazer um bom melodrama, primeiro é preciso um título. Depois é preciso adaptar a esse título um assunto qualquer, seja histórico, seja de ficção. Colocam-se como principais personagens um farsante, um tirano, uma mulher inocente e perseguida, um cavaleiro e, sempre que se possa, um animal aprisionado: um cão, gato, corvo, passarinho ou cavalo”. O centro de um melodrama é uma personagem injustamente votada ao sofrimento. O desenlace costuma ser adiado até ao final do terceiro ato para que, assim, aumente a revolta do público e o seu desejo de que o desfecho justo e consolador chegue. Está-se “agarrado à história”.

dead end foi escrito por Chris Thorpe para a mala voadora, a partir de narrativas populares da região de Guimarães. Aproxima-se de coisas como o destino e o sacrifício, um certo negrume ― coisas que, nos melodramas, são arrumadas de forma a que o bem triunfe. As histórias em que o mal é castigado e o bem vence cumprem um papel tranquilizador para os que se projetam no papel da vítima. Constroem uma ordem. Ou, pelo menos, a imagem de uma ordem. dead end pode ser sobre a necessidade do mal.

(C) João Peixoto

Ficha Artística

direção
Jorge Andrade

texto
Chris Thorpe a partir de contos de tradição oral originalmente recolhidos por Francisco Martins Sarmento

com
Anabela Almeida, Jani Zhao, Joana Bárcia, Jorge Andrade, Mónica Garnel, Rui Lima, Sérgio Martins, Simão Cayatte, Tânia Alves, Alexandre Mak, André Tai, António Pedrosa, Celeste Melo, Cehn Defeng, Jan Gin Quon, Leixiao He, Siqi Chen, Sofia Franco e Yu Miao

cenografia
José Capela, com execução de Carlos Maia

figurinos
José Capela, com assistência de Teresa Ferreira

luz
Daniel Worm d’Assumpção

banda sonora
Rui Lima e Sérgio Martins

imagem de divulgação
Amaya González Reyes

produção
Manuel Poças

coprodução
Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura

apoio
Comuna Teatro de Pesquisa, Maria Matos Teatro Municipal, Taberna das Almas, Instituto Confúcio, Securitas e Segurança 24

agradecimentos
António Amaro das Neves, Gisela Lopes, Hugo Franco, Maria H. Capela, Prolente, Rute Carlos, Rui Teixeira, Teatro da Garagem e Truta

mala voadora é uma estrutura financiada pelo Secretário de Estado da Cultura/DGArtes e é estrutura associada da Associação Zé dos Bois

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