Mala Voadora
Bio
Sinopse
dead end é uma aproximação ao melodrama. Segundo um opúsculo de 1817 intitulado o Tratado do Melodrama, da autoria de Abel Hugo, Armand Malitourne e Jean Joseph Ader, “para fazer um bom melodrama, primeiro é preciso um título. Depois é preciso adaptar a esse título um assunto qualquer, seja histórico, seja de ficção. Colocam-se como principais personagens um farsante, um tirano, uma mulher inocente e perseguida, um cavaleiro e, sempre que se possa, um animal aprisionado: um cão, gato, corvo, passarinho ou cavalo”. O centro de um melodrama é uma personagem injustamente votada ao sofrimento. O desenlace costuma ser adiado até ao final do terceiro ato para que, assim, aumente a revolta do público e o seu desejo de que o desfecho justo e consolador chegue. Está-se “agarrado à história”.
dead end foi escrito por Chris Thorpe para a mala voadora, a partir de narrativas populares da região de Guimarães. Aproxima-se de coisas como o destino e o sacrifício, um certo negrume ― coisas que, nos melodramas, são arrumadas de forma a que o bem triunfe. As histórias em que o mal é castigado e o bem vence cumprem um papel tranquilizador para os que se projetam no papel da vítima. Constroem uma ordem. Ou, pelo menos, a imagem de uma ordem. dead end pode ser sobre a necessidade do mal.