Ana Borralho & João Galante em colaboração com Rui Catalão
segunda a sábado 21h30 domingo 18h00
Sinopse
Saber quem somos e o que fazemos implica aceitar de onde vimos. Partilhamos influências e referências. Inspiramo-nos em artistas com quem trabalhámos e outros houve de quem apenas fomos seus espectadores. Fizemos um levantamento de cenas, momentos de peças que nos marcaram, processos de trabalho. Abordámos tabus sexuais, regressámos à exposição do corpo e fomos surpreendidos pelo facto dos nossos corpos poderem servir de empréstimo a um desejo de ruptura projectado por terceiros. Uma frase, fixada na parede de um restaurante, serviu-nos de mote: “dança como se ninguém estivesse a ver-te”. Objectivando a nossa presença, a nossa nudez, o nosso estar perante o outro, incluímos a fotografia, ou melhor ainda, a pose fotográfica e com ela uma certa ideia de realidade legada ao futuro. As imagens no tempo, as imagens através do tempo, inspiram histórias. Sentimo-las, a essas imagens fixas, a produzirem matéria para criar sentidos, narrativas. E no entanto, não sentimos estar a produzir ou a viver uma história. E mesmo assim resistimos a criar história, ou a revivê-la. Queríamos antes, e queremos ainda, estabelecer um espaço a partilhar e a ser inscrito pelo público que há-de vir. Apercebemo-nos então de que o único adereço de cena com que vínhamos trabalhando – um sofá – era ele próprio um marco a definir presenças e ausências: quem ficava, quem esperava, quem partia, quem voltava.
Rui Catalão
Durante o período de apresentação do espectáculo Untitled, Still Life decorre a exposição de fotografia I Put a Spell on You e a projecção do vídeo Vanishing Act de Ana Borralho & João Galante.