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Uma Mulher Sem Importância de Oscar Wilde Truta Informações sobre o Evento
10 → 19 Set 2015
Datas e Horários
10 a 19 Setembro (Exceto 14 e 15) 2015
Semana e Sábado 21h30 / Domingo 18h30
Preço
6€ a 12€
Classificação
M/12
Local
Sala Principal
Teatro

Uma Mulher Sem Importância de Oscar Wilde
Truta

Bios

Bios

A TRUTA nasceu em 2003. Desde então, entre espetáculos de teatro, dança, projetos educativos e instalação produziu ou coproduziu as seguintes criações: Força do Hábito; Biblioteca Sensível Itinerante; Canteiro das Memórias; O Jardim da Aurora; O Diário do Sr. Lepidóptero; Da Mão Para a Boca; Da Felicidade; A Resistivel Ascensão de Arturo Ui; West Coast; boa noite; en2 / pt 2008; Terminal; Amarelo; Ivanov; Bucha & Estica; Anatol; Histórias do Bosque de Viena; Lenz; Fausta.
Cláudia Gaiolas
Bacharelato em Teatro na ESTC. Integrou o Teatro Praga e Teatro da Garagem. Trabalhou com Tiago Rodrigues, Jorge Andrade, Paula Diogo, Madalena Vitorino, Agnés Limbos, Carlos J. Pessoa, António Mercado, Tonan Quito, Martim Pedroso, Rui Horta, entre outros.Daniel Worm D’Assumpção
Inicia a sua carreira em 1984. Desde 1987 colabora com criadores como Constança Capdeville, Clara Andermatt, Aldara Bizarro, Rui Lopes Graça, Ricardo Pais, Giorgio Barberio Corsetti, Christine Laurent, Nuno Carinhas, Fernanda Lapa, Francisco Camacho, Lúcia Sigalho, Miguel Loureiro, Paula Diogo, Tim Carroll, entre outros. Colaborador regular do T. Cornucópia, do T. Praga e da Truta.Fernando Ribeiro
Licenciatura em Design de Cena na ESTC. Trabalhou entre outros com Ana Luísa Guimarães, Andrzej Sadowski, António Durães, António Feio, António Pires, Denis Bernard, Dinarte Branco, João Mota, José Pedro Gomes, José Wallenstein, Maria João Luís, Marina Nabais, Miguel Fragata, Natália Luiza, Nuno Cardoso, Nuno M Cardoso, Pedro Carraca, Rita Blanco, Tiago Rodrigues, Tim Carroll e Tonan Quito.

Joaquim Horta
Licenciado em Teatro na ESTC. Trabalhou entre outros com Ávila Costa, Jorge Silva Melo, Pedro Carraca, André Murraças, Lúcia Sigalho, João Mota, Carlos Pessoa, João Brites, Álvaro Correia, Tiago Guedes, Rita Nunes, Jorge Silva Melo, Alison Murray, Sérgio Graciano e Gonçalo Galvão Teles.

Joana Bárcia
Formação no I.F.I.C.T durante um ano, dois anos na ESTC e um ano em Nova Iorque no Lee Strasberg. Trabalhou com Sandra Faleiro, Pedro Carraca, Tonan Quito, Paulo Rocha, Solveig Nordlund, Jorge Silva Melo, Edgar Feldman, Marco Martins, Luis Filipe Rocha, entre outros.

José António Tenente
Iniciou a sua formação superior em Arquitetura. Acaba por enveredar pela Moda e apresenta em 1986 a sua primeira coleção. Na conceção de figurinos tem trabalhado com diversos encenadores e coreógrafos como Beatriz Batarda, Carlos Avillez, Lúcia Sigalho, Maria Emília Correia, Pedro Gil, Tonan Quito, Benvindo Fonseca, Clara Andermatt, Paulo Ribeiro, Rui Lopes Graça, Rui Horta.

José Mata
Licenciado em Teatro na ESTC. Em teatro trabalhou entre outros com João Ricardo, Núria Mencia, Bernard Sobel, Marco Paiva. Em cinema conta com participações em inúmeras curtas e longas-metragens, destacando os diretores Sérgio Graciano e António Pedro Vasconcelos.

Lia Gama
Estreia-se em 1963 sob direção de Manuel Santos Carvalho. Em 1965 frequenta a Escola de Teatro de René Simon – Paris. Durante o seu percurso trabalhou com diversos encenadores como Luzia Maria Martins, Carlos Avilez, João Lourenço, Jorge Silva Melo, Luís Miguel Cintra, Carlos Fernando, Ricardo Pais, Jorge Listopad, Fernando Gusmão, Juvenal Garcês, entre outros.

Maria João Abreu
Estreou-se pela mão de Armando Cortêz. Trabalhou entre outros com Francisco Nicholson, Morais e Castro, Maria Helena Matos, Luís Aleluia, Nicolau Breyner, Henrique Santana, Filipe La Féria, João Lourenço, Jorge Silva Melo, Isabel Medina, José Fonseca e Costa, José Wallenstein, Jorge Marecos Duarte, António Pedro Vasconcelos, Fernando Lopes, João Grilo, Cristina Boavida e Ricardo Espírito Santo.

Miguel Costa
Actor profissional desde 2001, estudou e trabalhou com mestres como João Mota, Miguel Loureiro, Carlos Paulo, Miguel Borges e Luis Castro. Tem participado também em diversos projetos de televisão e cinema.

Miguel Damião
Licenciatura em Teatro pela ESTC. Trabalhou, entre outros com João Lourenço, Joaquim Benite, Jorge Silva Melo, Carlos Pessoa, Carlos Avillez, Jorge Andrade, Miguel Seabra, Marco Medeiros, Martim Pedroso, Rui Neto, António Pires e Kristjan Knigge.

Paula Diogo
Bacharelato pela ESTC. Curso de Encenação do Programa Criatividade e Criação Artística da Fundação Calouste Gulbenkian. Cofundadora do Teatro Praga e d’O Pato Profissional Lda e fundadora da Má-Criação. Em 2010 integra o grupo de encenadores residentes da direção artística de Antonio Latella no Nuovo Teatro Nuovo-Nápoles. Colabora com diversos criadores e companhias em Portugal, França e Itália.

Raul Oliveira
Licenciado em Teatro na ESTC. Trabalhou com Mário Primo, Rodolfo Garcia Vasquez, Ricardo Moura, Tiago Rodrigues, Madalena Vitorino, Paula Diogo, Diogo Dória, João Mota, Antonio Catalano, Juan Carlos Plata, Edgar Pêra, Miguel Ángel Vilas, Sérgio Graciano e Filipe Melo, entre outros.

Rita Durão
Começou a fazer teatro com António Fonseca. Trabalhou com encenadores como João Perry, Fernando Heitor, Luís Miguel Cintra, Christine Laurent, Jorge Silva Melo, Ricardo Aibéo, Nuno Cardoso e Tonan Quito e com realizadores como João César Monteiro, José Fonseca e Costa, Alberto Seixas Santos, Catarina Ruivo, Inês Oliveira, Maria de Medeiros, Jane Waltz e Jacinto Lucas Pires.

Ruben Tiago
Licenciado em Teatro na ESTC. Curso de Enc. de Teatro, Programa Gulbenkian de Criatividade e Criação Artística. Programa ESSAIS, Centre National Danse Contemporaine-Angers. Trabalhou com Paula Diogo, Marlene Freitas, António Catalano, Alfredo Martins, Patrick Murys e Jorge Silva Melo.

Carla Morais Pires
Tradutora literária. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (FLUP) e mestre em Tradução Literária com a dissertação “Um Novo Olhar sobre «A Woman of No Importance» [Oscar Wilde], Tradução e Análise Comparativa (FLUP). Colabora com o CETAPS (Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies), estendendo-se as suas áreas de interesse à Analise Comparativa e à Literatura Comparada.
Folha de Sala

Folha de Sala

Sobre Ladies, sem Leque

 

O dramaturgo irlandês Oscar Wilde, que nasceu no ano da morte de Almeida Garrett (1854) e faleceu no ano da morte de Eça de Queirós (1900), fez da vida uma forma de expressão artística e fez da arte uma forma suprema de sinceridade. A sua poesia caminhou para a prosa e esta verteu-se, progressivamente, em drama, campo em que o autor atingiu apogeu e celebridade (antes da queda, de 1895 até ao fim). Diz-se que foi “percursor” do Modernismo (como é apanágio dos grandes Simbolistas), que inspirou, pelo menos, Joyce, Gide, Yeats e até José Luis Borges.

O seu nome de dramaturgo foi convocado, em Portugal, talvez pela primeira vez, na cena do Teatro D. Maria II, ainda antes da implantação da República (Um Marido Ideal, 1909-10), com uma peça que provocou escandaleira (a actriz mostrara cabotinamente a botina, o que deu brado), e que, retraduzida por um seu irmão maçon, Ramada Curto, haveria de continuar a conhecer posteridade nas décadas de 40 e 50 no teatro de Amélia Rey-Colaço que apreciava, aliás, as suas «altas comédias».

Os textos de Wilde, contos, novelas ou teatro para a infância e juventude (o grosso das escolhas), merecem pronunciada atenção dos artistas em Portugal e, nos últimos anos, é notória a sensibilidade à sua estética e, o que é mais relevante, ao seu carácter de escritor experimental como nesta peça fica patente no jogo de subtilezas com que é desmentida a linguagem do melodrama dominante.

A associação cultural TRUTA, em cujo viveiro residem vários clássicos (Büchner, Tchekov, Brecht) a par de criadores contemporâneos, escolhe, para esta co-produção, um inesperado Wilde. Uma Mulher Sem Importância (1893), retrato assassino da Mãe Castradora, foi concebida, em período produtivo, antes do Leque de Lady Windermere. Mal-amada da crítica (cf. Ellmann, 1987), a peça conhecerá várias traduções em língua portuguesa, algumas, antigas, aqui convocadas mas em versão cénica e dramatúrgica dos próprios criadores.

O actor Joaquim Horta, o encenador, relê a peça à luz de convicções pós-teorias de género, propondo-nos uma encenação que acredita, filosoficamente, numa aproximação, em espelho, entre os universos das mulheres e dos homens. Para esse fim, destaca, na abertura, o monólogo programático da Senhora Arbuthnot – o que lança, desde logo, uma pista para a leitura do trabalho – e, através desta mesma figura nuclear (que dava, aliás, o nome inicial à peça), procede de modo a que os quatro actos em que se encontra organizada a acção demonstrem como, entre 1893 e 2015, a história das sociedades evolui, irrevogavelmente, de um isolamento em ilha, de cada um, para um futuro paralelismo social entre os géneros.

O interesse acrescido deste espectáculo, construído por um fascinante leque de artistas – com evidente diversidade de personalidades, sobretudo no feminino, que é quase um leque representativo do teatro português –, radica no embate com que actores e actrizes vão potenciar as suas personagens em confronto. Quem ganha a guerra? Os homens, cativos dos seus papéis, ou as mulheres treinadas no driblar das convenções?

 

Eugénia Vasques

23 de Agosto de 2015

(texto escrito na antigo ortografia)

10 → 19 Set 2015
Datas e Horários
10 a 19 Setembro (Exceto 14 e 15) 2015
Semana e Sábado 21h30 / Domingo 18h30
Preço
6€ a 12€
Classificação
M/12
Local
Sala Principal

Sinopse

A companhia lisboeta Truta regressa ao Teatro Maria Matos para estrear um clássico da literatura dramática britânica, Uma Mulher sem Importância, de Oscar Wilde. Nesta peça, uma crítica cortante e divertida à alta sociedade londrina de finais do século XIX, um conjunto de personagens dão vida a um argumento aparentemente trivial, que se desenrola num ambiente frívolo, mas que se revela profundamente lúcido. Apesar de narrar a história do ambicioso Gerarg Arbuthoth, é com as personagens femininas ― como a de Miss Hester, americana e irreverente, ou de a Lady Caroline, a verdadeira “chefe de família” ― que Wilde agita a tradição vigente e subverte os papéis sociais do homem e da mulher da época. É nesta agitação que o encenador Joaquim Horta encontra a possibilidade de questionamento das representações tradicionais do género feminino, reconhecendo no texto uma atualidade pertinente.

 

Manuel Portugal
Manuel Portugal
Manuel Portugal
Manuel Portugal
Manuel Portugal

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Material Gráfico Cartaz Truta – Uma mulher sem importância 09 Set 2015

Ficha Artística

encenação:
Joaquim Horta

interpretação:
Cláudia Gaiolas, Joana Bárcia, José Mata, Lia Gama, Maria João Abreu, Miguel Damião, Miguel Costa, Paula Diogo, Raul Oliveira, Rita Durão e Ruben Tiago

cenografia:
Fernando Ribeiro

figurinos:
José António Tenente

desenho de luz:
Daniel Worm D’Assumpção

maquilhagem:
Ana Araújo

fotografia: 
Manuel Portugal

coprodução:
Maria Matos Teatro Municipal e Truta

tradução:
Carla Morais Pires

Lord Illingworth:
Miguel Damião

Gerald Arbuthnot:
José Mata

Mrs. Arbuthnot:
Joana Bárcia

Miss Hester Worsley:
Rita Durão

Lady Hunstanton (Jane):
Lia Gama

Sir John Pontefract:
Ruben Tiago

Lady Caroline Pontefract:
Cláudia Gaiolas

Lady Stutfield:
Paula Diogo

Mr. Kelvil (membro do parlamento):
Miguel Costa

Mrs. Allonby:
Maria João Abreu

O Venerável Arcediago Daubeny:
Raul Oliveira

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E-mail: geral@egeac.pt

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