Saltar para o conteúdo principal Mapa do Website
  • Arquivo
  • Explorar
  • O Teatro
    • Missão e História
    • Redes de Programação
    • Coproduções
    • Teatro Verde
    • EGEAC
  • pt Idioma em Português
  • en Idioma em Inglês
Três Dedos Abaixo do Joelho Tiago Rodrigues/Mundo Perfeito Informações sobre o Evento
25 → 30 Abr 2014
Datas e Horários
(exceto 28 Abril) | Sexta a Quarta 21h30 | Domingo 18h30
Preço
12€ / 6€
Menores de 30 anos 5€
Local
Sala Principal
Informação Adicional

Sessão comemorativa dos 40 anos do 25 abril 1974 • Entrada livre (sujeita lotação à sala) mediante levantamento prévio de bilhete a partir das 15h

Teatro

Três Dedos Abaixo do Joelho
Tiago Rodrigues/Mundo Perfeito

Bios

Bios

André Calado (nasceu em 1977) trabalhou na Companhia de Teatro de Almada como actor e técnico. Foi também, membro da equipa técnica do festival de Almda durante esse período. Entre 2002 e 2006 trabalhou como técnico no Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra. Entre 2006 e 2010 trabalhou como técnico no Teatro Maria Matos, Lisboa, e em 2009 foi assistente do Director Técnico.  André Calado foi o criador de luzes em “Ventre de Jeremias” , “efémera” and “Sopa nuvem” pela Cia caótica. Em 2009 foi director técnico do evento “Cientistas ao Palco – Noite dos Investigadores” para a Comissão Europeia apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian. Participa como técncio no espectáculo “Nora” da Companhia belga Tg STAN, trabalha desde 2011 com o Mundo Perfeito como director técnico sendo responsável pelo desenho de luzes de “Tristeza e alegria na vida das girafas”, “Três dedos abaixo do joelho” e “Mundo Maravilha”.
Gonçalo Waddington (nasceu em 1977) trabalhou com vários encenadores tais como Carlos Avilez, João Lagarto, Bruno Bravo, Miguel Seabra ou Jorge Silva Melo, entre vários outros. Além do reconhecimento atingido no teatro, Gonçalo Waddington tem visto o seu percurso em cinema e televisão ser igualmente celebrado. No cinema trabalhou com os realizadores Tiago Guedes e Frederico Serra em Coisa Ruim, participando depois em Alice, de Marco Martins e Mal Nascida, de João Canijo. Em televisão, destaca-se a sua interpretação na série Até Amanhã Camaradas, de Joaquim Leitão, na série de humor Os Contemporâneos, na minissérie Noite Sangrenta e na série Odisseia, da qual é co-autor.
Isabel Abreu (nasceu em 1978) trabalhou com encenadores como Marco Martins, Tiago Guedes, Nuno Cardoso, Ana Luísa Guimarães, Rui Mendes, João Mota, entre muitos outros. Além do seu percurso premiado como actriz de teatro, Isabel Abreu também ganhou notoriedade e reconhecimento pelo seu trabalho em televisão e cinema. Entre várias distinções, recentemente foi nomeada para o prémio de Melhor Actriz no Festival Internacional de Televisão de Monte Carlo, pela sua interpretação na minissérie Noite Sangrenta. Em cinema, trabalhou com realizadores como Sandro Aguilar, Tiago Guedes e Frederico Serra, entre vários outros.
Magda Bizarro (nasceu em 1975) licenciada em Química esteve envolvida na pesquisa científica previamente ao seu trabalho nas artes. Depois de ter colaborado com diversas companhias de teatro na década de 90 como produtora executiva e fotógrafa de cena, Magda Bizarro criou a companhia Mundo Perfeito, juntamente com Tiago Rodrigues, em 2003. Magda Bizarro é directora de produção e gestora financeira do Mundo Perfeito, e assina a componente criativa em mais de 25 criações deste companhia até aos dias de hoje. Está envolvida no cenário e figurinos, fotografia de cena, comunicação e desenvolvimento dramatúrgico. Magda Bizarro define-se como uma produtora critativa apresentando uma aboradagem versátil  na criação contemporânea. Além do seu trabalho com o Mundo Perfeito, Magda Bizarro é uma fotógrafa premiada com as suas fotos publicadas nos jornais portugueses de renome e colabora com várias companhia de teatro portuguesas e estrangeiras, tal como tg STAN, entre outras.
Tiago Rodrigues (nasceu em 1977) é actor, dramaturgo, produtor e encenador, cuja teatro poético subversivo torna-o um nomes do teatro emergente português. Com  sua companhia, Mundo Perfeito, que fundou juntamente com Magda Bizarro criou 30 peças na útima década. Colabora com outras companhias, coreógrafos, realizadores e está envolvido no ensino, na curadoria e em projectos comunitários. O seu trabalho tem sido apresentado em Portugal, França, Reino Unido, Bélgica, Holanda, Noruega, Suécia, Itália, Eslovénia, Espanha, Suíça, Líbano e Brasil. Profundamente enraizado num teatro colaborativo, criou recentemte peças que se destacam pela forma como transforma documentos em ferramentas de teatro, combinando vida pública e privada e desafiando a nossa percepção dos fenómenos sociais e históricos.
O Mundo Perfeito tem combatido as forças do mal desde 2003, ano em que nasceu na cozinha de um T2 na Amadora. O seu nome traduz a ironia dum olhar crítico sobre o presente e o idealismo dum olhar optimista face ao futuro. É também um nome que faz as pessoas sorrir, seja por que razão for.
Organizado em volta do trabalho artístico de Tiago Rodrigues, que partilha a direcção com Magda Bizarro, o Mundo Perfeito é reconhecido pela qualidade do seu trabalho, por uma actividade intensa e pela permanente tentativa de inovar e de se reinventar. Além de produzir o trabalho artístico de Tiago Rodrigues, esta pequena estrutura destaca-se também pelo trabalho com autores e no campo da nova dramaturgia, tal como pelo espírito de colaboração com artistas nacionais e internacionais. No plano da dramaturgia, o Mundo Perfeito organizou o projecto “Urgências”, que deu origem a três espectáculos e levou à cena mais de duas dezenas de peças de dramaturgos portugueses. Recentemente, em “Hotel Lutécia”, Tiago Rodrigues dirigiu textos de alguns dos mais importantes novos autores portugueses a par de textos inéditos de criadores internacionais como Tim Etchells ou Nature Theatre of Oklahoma. Ainda nível da colaboração com artistas internacionais, destacam-se as criações “Berenice”, em co-produção com a companhia belga tg STAN, “Yesterday’s Man”, de Tiago Rodrigues com os artistas libaneses Tony Chakar e Rabih Mroué, e o projecto “Estúdios”, que desde 2008 tem dado origem a vários espectáculos, promovendo a colaboração de artistas portugueses com criadores norte-americanos, holandeses, belgas, croatas, franceses, escoceses, congoleses e brasileiros. Contando com mais de duas dezenas de produções, o Mundo Perfeito já apresentou os seus trabalhos em teatros e festivais em vários países como Portugal, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Espanha, Eslovénia, Suíça, Líbano, Brasil, Itália, Bélgica e Holanda. Nos últimos anos, o Mundo Perfeito tem apostado no trabalho de alguns jovens criadores e continuará a produzir artistas emergentes.
Entre os trabalhos mais recentes produzidos pelo Mundo Perfeito, destacam-se “Se uma janela se abrisse” (nomeado para o prémio de Melhor Espectáculo de 2010 pela SPA), “Hotel Lutécia”, “Tristeza e alegria na vida das girafas” e “Três dedos abaixo do joelho” (nomeado para a categoria de Melhor Texto Português Representado em 2012 e premiado na categoria de Melhor Espectáculo de 2012, e galardoado na categoria de Melhor Espectáculo de Teatro de 2012 pelos Globos de Ouro), exemplos de uma busca permanente de novas formas de combater as forças do mal.
O Mundo Perfeito é uma estrutura financiada por Governo de Portugal | Secretário de Estado da Cultura | DGArtes , residente no alkantara e associada a O Espaço do Tempo.
Folha de Sala

Folha de Sala

Três dedos abaixo do joelho

 

Como medida para o comprimento mínimo de uma saia, três dedos abaixo do joelho parece uma indicação relativamente arbitrária, mas também clara. Desenha-se uma linha horizontal na perna da actriz: acima não, abaixo sim. Outras linhas se traçaram nos textos que passaram pela Comissão de Exame e Classificação de Espectáculos: um círculo à volta das palavras “a sua nudez”, um risco por baixo da frase “O porco! Não existe!” aplicada a Deus, uma constelação de X ao longo de um sketch sobre a “liberdade de pressão”.

Uma linha muito clara separa também o texto de um relatório da Comissão e o texto de uma peça de teatro. O que este espetáculo faz não é tanto diluir essa fronteira — e ela esteve lá, no trabalho de montagem, copy-paste, que fez o Tiago Rodrigues — mas, mais precisamente, torná-la invisível. Um censor escreveu que “Não deve ser percetível ao público qualquer corte”, o Tiago Rodrigues segue essa instrução: pega na frase, apaga-lhe as aspas (e com elas autor, data, contexto), cola-a a outras. Não deixa de haver um lado “informativo” ou “documental” em relação ao que foi a censura de teatro em Portugal, mas ao tratar o material escrito pelo Padre Teodoro da mesma maneira que o Othello — encenando os relatórios dos censores, intercalando-os com obras de teatro mais ou menos famosas — este espectáculo usa sobretudo os mecanismos que pode haver num palco para melhor tornar visível a violência da operação da censura e da sua burocracia, para dar dela uma imagem.

E se às vezes, enquanto público, damos por nós sem saber muito bem distinguir entre a maneira de pensar dos censores (no regime fascista) e a nossa (ou a da nossa época) — porque compreendemos, porque reconhecemos, porque nos rimos — é que atravessar uma fronteira contém sempre uma promessa e um perigo. Este espetáculo corre o risco de dar golpes (três dedos) abaixo da cintura para tentar pensar o teatro, por confiar no seu poder.

 

 

Joana Frazão, maio 2012

25 → 30 Abr 2014
Datas e Horários
(exceto 28 Abril) | Sexta a Quarta 21h30 | Domingo 18h30
Preço
12€ / 6€
Menores de 30 anos 5€
Local
Sala Principal
Informação Adicional

Sessão comemorativa dos 40 anos do 25 abril 1974 • Entrada livre (sujeita lotação à sala) mediante levantamento prévio de bilhete a partir das 15h

Sinopse

Vencedor do Prémio Autor da SPA para Melhor Espetáculo de Teatro de 2012
Vencedor do Globo de Ouro para Melhor Espetáculo de Teatro de 2012
Escolhido pelo jornal Público como um dos melhores espetáculos de 2012
Nomeação para Prémio Autor SPA para Melhor Texto Português Representado
Nomeação para Globo de Ouro para Melhor Atriz de Teatro

Estreado no Teatro Nacional D. Maria II, no âmbito do alkantara festival, Três dedos abaixo do joelho foi já apresentado em diversas cidades portuguesas, assim como em Helsínquia, Roterdão, Bruxelas, Modena, Paris e Dublin. Esta peça nasce duma visita à Torre do Tombo para consultar o arquivo da censura do teatro durante a ditadura salazarista. Aí estão não só milhares de manuscritos de peças censuradas ou proibidas, mas também os relatórios escritos pelos próprios censores onde explicam os cortes ou proibições de textos e encenações.
A ironia por trás de Três dedos abaixo do joelho é que transforma os censores em dramaturgos, usando os seus relatórios como o texto do espetáculo. Um censor escreveu que “nenhum corte deve ser percetível ao público” e esta peça seguiu à risca essa instrução. Destruindo as fronteiras entre as palavras de Shakespeare ou as de um censor, Três dedos abaixo do joelho usa o teatro para revelar o pensamento por trás dos mecanismos da censura e transforma o legado daqueles que oprimiram a liberdade artística e política num instrumento em que se aponta o que é perigoso e importante no teatro. O Mundo Perfeito chama-lhe “uma doce vingança.”

 

Ao longo de 5 semanas o Teatro Maria Matos apresenta um vasto programa de espetáculos que assinala o décimo aniversário da mala voadora e do Mundo Perfeito. Não há aniversário sem festa e, a convite do Teatro, as duas companhias juntam-se para organizar uma maratona artística que servirá também para assinalar os 44 anos do Teatro Maria Matos.

 

Conteúdos Relacionados

Ficha Artística

encenação
Tiago Rodrigues

texto
Tiago Rodrigues, a partir de relatórios de diversos censores do SNI

interpretação
Isabel Abreu e Gonçalo Waddington

pesquisa e apoio dramatúrgico
Joana Frazão

vídeo
Tiago Guedes e Rita Barbosa (Take it Easy) sobre o arquivo da RTP

conceito de figurinos
Magda Bizarro e Tiago Rodrigues, a partir do espólio do TNDMII

cenário
Magda Bizarro, Rita Barbosa e Tiago Rodrigues

desenho de luz e direção técnica
André Calado

música
Márcia Santos (O gosto do poder) e Alexandre Talhinhas (Drum’n’Bass)

direção de produção e fotografia de cena
Magda Bizarro

assistência de produção
Rita Mendes

legendagem
Magda Bizarro e Rita Mendes

produção
Mundo Perfeito

coprodução
alkantara festival e Teatro Nacional D. Maria II, Kunstenfestivaldesarts, De Internationale Keuze van de Rotterdamse Schouwburg e Stage Helsinki Theatre Festival

projeto coproduzido pelo
NXTSTP, com o apoio do Programa Cultura da União Europeia

apoios
RTP, Take it Easy, Arquivo Nacional da Torre do Tombo/DGARQ

agradecimentos
Paulo Tremoceiro, trabalhadores da Torre do Tombo, Diogo Infante, Fernando Matos de Oliveira, Rui Pina Coelho, Mickael Oliveira

figurinos gentilmente cedidos pelo
TNDMII documentação gentilmente cedida pela Biblioteca do TNDMII

imagens de arquivo gentilmente cedidas pelo
Arquivo da RTP

Ver Arquivo
  • Maria Matos
  • EGEAC

Morada e Contactos do Teatro

E-mail: geral@egeac.pt

  • Arquivo
  • Teatro Maria Matos
  • Explorar
  • Mapa do Website
  • Termos e Condições
  • Consulte a declaração de conformidade deste Site no Site da comAcesso, nova janela
© 2026 Maria Matos Teatro Municipal
Made by v-a