Saltar para o conteúdo principal Mapa do Website
  • Arquivo
  • Explorar
  • O Teatro
    • Missão e História
    • Redes de Programação
    • Coproduções
    • Teatro Verde
    • EGEAC
  • pt Idioma em Português
  • en Idioma em Inglês
Teatro Delusio Familie Flöz Informações sobre o Evento
11 → 13 Mai 2017
Datas e Horários
Quinta a Sábado → 21h30
Preço
7€ a 14€
Duração
80 min
Classificação
M/6
Local
Sala Principal
Informação Adicional

Fimfa LX17

Teatro

Teatro Delusio
Familie Flöz

Bio

Bio

A Familie Flöz foi criada em 1994 e é uma companhia internacional de criadores teatrais: atores, músicos, bailarinos, encenadores, construtores de máscaras, desenhadores de luzes e de figurinos, cenógrafos, dramaturgos e outros profissionais provenientes de dez países.

É uma família emocionante e bizarra, que aparentemente surgiu do ventre escuro da Terra através de um longo poço para alcançar a luz do dia pela primeira vez. Foi esta mesma imagem que colocou Familie Flöz no mapa do teatro internacional em 1996. Por trás desta metáfora está também a filosofia de um método de trabalho totalmente distinto deste grupo, sempre em mudança, de criadores de teatro.

Cada peça é desenvolvida num processo de trabalho colectivo que desperta um novo universo, habitado por personagens e histórias que abriram o caminho da obscuridade até à luz.

Num constante redescobrir de disciplinas centenárias como a interpretação teatral, máscaras, marionetas, dança, clown, magia, acrobacia e improvisação, a Familie Flöz cria sucessos teatrais de uma poesia incomparável. A “melhor companhia alemã de comédia”, sedeada em Berlim, desde 2001, já galardoada com numerosos prémios internacionais, tem encantado o público desde a Austrália até ao Zimbabwe, e da China ao México, em mais de trinta e quatro países, e volta finalmente a Portugal.
Biografias

Biografias

A Familie Flöz foi criada em 1994 e é uma companhia internacional de criadores teatrais: atores, músicos, bailarinos, encenadores, construtores de máscaras, desenhadores de luzes e de figurinos, cenógrafos, dramaturgos e outros profissionais provenientes de dez países.

É uma família emocionante e bizarra, que aparentemente surgiu do ventre escuro da Terra através de um longo poço para alcançar a luz do dia pela primeira vez. Foi esta mesma imagem que colocou a Familie Flöz no mapa do teatro internacional em 1996. Por trás desta metáfora está também a filosofia de um método de trabalho totalmente distinto deste grupo, sempre em mudança, de criadores de teatro.

Cada peça é desenvolvida num processo de trabalho criativo coletivo, em que os atores são também os autores das personagens e situações dramáticas, despertando um novo universo, habitado por personagens e histórias que abriram o caminho da obscuridade até à luz.

Num constante redescobrir de disciplinas centenárias como a interpretação teatral, máscaras, marionetas, dança, clown, magia, acrobacia e improvisação, a Familie Flöz cria sucessos teatrais de uma poesia incomparável.

A aparição das máscaras no seu processo criativo é a conclusão e o coroamento de um trabalho prévio de recolha de materiais e pesquisa intensa.

A máscara é característica dos Flöz. É uma ferramenta essencial para o desenvolvimento da personagem e do processo dramatúrgico de cada espetáculo que, sempre sem palavras, encarna a forma e o conteúdo dramático do trabalho de investigação realizado em todo o processo de escrita. É o domínio da máscara que opera a simbiose entre o autor-intérprete e a sua personagem, produzindo o acontecimento narrativo que se transforma no espetáculo. O paradoxo fundamental da máscara – cobrir um rosto animado com uma forma fixa, congelada, para dar vida a uma personagem – é, simultaneamente, um estímulo e um desafio para o ator, e também para o espectador, pois a sua imaginação dá sentido à máscara.

Derrière le Masque, um documentário de M. Uhrmeister, realizado em 2012 pela Arte TV e WDR, relata este processo de trabalho, durante a criação do espetáculo Garage D’Or.

A criação e a transmissão são muito importantes para os membros da Familie Flöz que organizam, desde 2005, todos os verões na Itália, uma academia para jovens artistas de todo o mundo. Em 2013, a companhia abriu o Estúdio Flöz em Berlim, onde está sedeada desde 2001, um lugar internacional de produção e criação para o teatro físico.

A “melhor companhia alemã de comédia”, já galardoada com numerosos prémios internacionais, tem encantado o público desde a Austrália até ao Zimbabwe, e da China ao México, em mais de trinta e quatro países, e volta finalmente a Portugal.

 

Michael Vogel é encenador, ator, cenógrafo e criador de máscaras. Seguiu os estudos de Arte Dramática em Essen, na Folkwang University of the Arts. Trabalhou como encenador com inúmeros artistas, companhias e teatros – incluindo Bremer Shakespeare Company, Schauspielhaus Bochum, Theater Strahl Berlim e Gardi Hutter. Leccionou na Berlin University of the Arts e Ernst Busch Academy of Dramatic Art, entre outras instituições. É codirector artístico e cofundador da Familie Flöz.

 

Hajo Schüler é ator, construtor de máscaras, e dirige diversos ateliês e cursos. Fez a sua formação artística em Essen, na Folkwang University of the Arts. Tem trabalhado como ator, coreógrafo e encenador em vários teatros, incluindo: Teatro dell’Opera di Roma, Deutsches Schauspielhaus Hamburg, Burgtheater de Viena, Schillertheater NRW, Frankfurt Opera, Centro Cultural Recoleta em Buenos Aires e Ballhaus Ost Berlim. Lecciona na Berlin University of the Arts, na Folkwang University of the Arts, em Essen, e na State University of Music and the Performing Arts Stuttgart. Tem também dirigido muitos seminários sobre os temas da “máscara” e “interpretação” desde 1996. Iniciador, cofundador e diretor artístico da Familie Flöz.

Folha de Sala

Folha de Sala

Entrevista de Nicolas Blondeau, Le Progrès, 18 de Dezembro de 2013

O público nem se apercebe de que não falamos…

Para todo o público. A companhia alemã Familie Flöz promete encantar-nos com o seu espetáculo Teatro Delusio (…). Hajo Schüler fala do percurso deste coletivo que criou e do espetáculo que vai apresentar.

 

Podem fazer um resumo da história da vossa companhia, a Familie Flöz…

A companhia foi fundada em 1995. Começámos a trabalhar juntos no conservatório em Hessel. Fizemos oito ou nove peças juntos. A companhia tem catorze atores, mais de vinte e cinco pessoas, incluindo os técnicos. Apresentamos cerca de metade dos nossos espetáculos na Alemanha e no resto do mundo. Já atuámos na América do Sul, na Ásia, na Austrália, em África…

 

Vocês fazem um teatro sem palavras, qual é a razão?

É porque trabalhamos com máscaras. Sobretudo com máscaras inteiras, ao contrário das da Commedia Dell ‘arte que mostram a boca. É uma escolha pela máscara e não contra o texto. Para além disso, também fizemos teatro com texto. Mas, nos últimos anos, concentrámo-nos no trabalho físico, na expressão corporal. Claro que também é porque nos dá a oportunidade de atuar por todo o lado. A máscara é uma linguagem universal. Isto não nos impede de contar histórias, pelo contrário, elas são muito claras. Nos nossos espetáculos existem ações e personagens reais, mesmo que não falem. Na realidade, acredito que o público nem se apercebe de que não falamos… Há uma ação dramática, é o essencial. O que permite uma concentração no movimento e no corpo, um pouco como na dança.

 

Existe uma relação com o circo?

Nós não somos artistas de circo, mas é verdade que usamos elementos acrobáticos nos nossos espetáculos. No entanto, permanecemos em dramaturgias muito teatrais, com histórias muito concretas. O teatro de máscaras pertence a um outro género, não ao do circo ou ao do chamado “novo circo”.

 

Qual é a história de Teatro Delusio, o espetáculo que vão apresentar (…)?

Trata-se de mostrar um espetáculo sobre os bastidores, sobre tudo o que normalmente o espectador não vê. Contamos as histórias e os sonhos de três técnicos. É uma homenagem ao teatro, aos diferentes géneros, da ópera à comédia, vemos uma orquestra, um ballet (…).

 

 

Entrevista de HC, Théâtral Magazine, Novembre – Décembre 2013, p. 65

Teatro Delusio, do alemão Hajo Schüler mostra o teatro ao contrário, visto dos bastidores e por aqueles que na sombra, o fazem viver, os técnicos de palco. Um espetáculo cheio de fantasia, com atores que interpretam com máscaras e sem palavras.

 

Criaram nos anos 90 o coletivo Familie Flöz. O que significa ‘a família Flöz’?

Não é realmente uma família. Este nome vem do primeiro espetáculo que criámos em 1996, Familie Flöz kommt Über Tage, era a história de uma família que vivia debaixo da terra, e que pela primeira vez saia para o exterior, para o ar fresco. É uma frase tirada da época dos mineiros de carvão, e significa que debaixo da terra podemos encontrar algo de valor.

 

Teatro Delusio, o vosso último espetáculo, revela os sonhos dos técnicos que estão atrás, nos bastidores dos teatros.

Tentamos contar a vida de três técnicos que se ocupam das entradas e saídas de uma companhia com cerca de vinte atores. Seguimos as suas aventuras, os seus sonhos – como o do técnico apaixonado pela prima donna… Tem origem numa história singular. Estávamos em digressão na Itália e, durante um dia de folga, observámos os técnicos a trabalharem. Foi muito interessante ver o que faziam e como se moviam no palco. Foi neste momento que decidimos fazer este espetáculo sobre eles.

 

O que é que havia assim de tão especial?

O facto de vermos em cena o que nunca vemos. Isto pode criar situações muito interessantes. Quando os vemos, podemos imediatamente imaginar muitas coisas sobre eles, o que pensam, o que têm de fazer, as suas vidas. Compreendemos muitas coisas. Este não é o caso quando um ator está no palco para interpretar uma personagem. Deixamo-nos levar pela cena.

 

Vocês fazem um teatro burlesco com máscaras e sem palavras.

O nosso trabalho é muito visual e é feito a partir do corpo. Não estamos interessados no teatro com texto. E, além disso, é muito difícil expressar em palavras o que se passa no palco.

 

 

Entrevista com Michael Vogel e Hanjo Schüler – Programa Familie Flöz

As criações da Familie Flöz não têm palavras, mas são as máscaras que falam. Como é que surgem as peças?

Michael Vogel: No início, foi um pequeno grupo de pessoas que decidiu fazer alguma coisa juntos, inventar, criar algo coletivamente. Cada um contribui não apenas com diferentes competências e experiências, mas também com os seus próprios desejos. Há também um tema, uma primeira imagem que é dada. Isto deve despertar alguma coisa em cada um, deve servir como uma faísca.

Hajo Schüler: Para Infinita, por exemplo, esta primeira imagem foi a amizade entre três homens, desde a infância até à velhice, e as capacidades físicas, no extremo, de bebés e de personagens idosas. Começámos por nos encontrarmos em parques, para observar as crianças a brincar e, ao mesmo tempo, à procura de imagens sobre a morte. Como fazer morrer uma máscara no palco? No entanto, nós começamos sempre a trabalhar sem máscaras.

 

Como se imaginam os ensaios, quando no início, não há nem texto, nem cenário ou nem mesmo as máscaras?

Hajo Schüler: Primeiro procuramos coisas que nos divertem. Jogamos muito, inventamos jogos, fazemos música e exercícios físicos. Fabricamos cenários simples, com cartão e reciclagem, mostramos fotografias, lemos textos, trocamos ideias e histórias. Gostamos de contar filmes ou cenas de filmes que nos fascinaram. É como se lentamente uma atmosfera comum crescesse; pequenos pedaços de música e de movimentos de dança começam a surgir.

Simultaneamente, as primeiras personagens ganham vida durante improvisações. O violoncelo, por exemplo, em Infinita, surgiu ao Benjamin numa improvisação, mesmo no início, quando devia morrer, enquanto a velha senhora tocava violoncelo. Esta cena não está na peça, mas foi crucial para a nossa imaginação comum e a partir dela nasceu finalmente o espetáculo.

As primeiras personagens inspiraram as primeiras máscaras que fiz para a peça. E graças a elas, novas histórias se desenvolveram. De alguma forma, as máscaras são a nossa ferramenta – são elas que nos contam a história e não o inverso.

Michael Vogel: É emocionante quando uma nova máscara é usada pela primeira vez no ensaio. Dá-nos uma imensa alegria e alívio quando ganha vida e nos toca. Então, sabemos imediatamente que esta personagem vai acompanhar-nos durante algum tempo. Se não funcionar, a máscara não fará parte da peça. É armazenada numa caixa, talvez para voltar de novo à vida em poucos anos.

Hajo Schüler: A máscara define um padrão. Algo que não esteja já na máscara não pode ser criado pelo intérprete. De alguma forma, a máscara estabelece o quadro, a forma, para o intérprete – bem como para o espectador.

 

Por que é que um ator impõe isso a si próprio – fazer desaparecer o seu rosto e renunciar à palavra?

Michael Vogel: Para mim, foi fascinante como espectador, ver subitamente um objeto inanimado ganhar vida. Até agora, especialmente na encenação, é o prazer de uma máscara que vive apenas na minha mente, que me dará oportunidade de imaginar a sua vida como eu a entender.

Hajo Schüler: Não ter mais um rosto, é algo que dá uma grande liberdade. O intérprete pode diminuir a sua própria identidade e a máscara vai ajudá-lo a transformar-se. Ele coloca o seu corpo e a sua imaginação ao serviço da máscara. Claramente, a máscara é sempre melhor do que o intérprete. Encontra as suas origens entre os deuses, os ídolos e os loucos.

 

Por que é que a máscara não nos afasta de vocês, mas ao contrário, nos aproxima mais?

Michael Vogel: Aquele que coloca uma máscara ultrapassa os seus limites. Quando aceita a máscara, entra num território estrangeiro. Neste espaço há liberdade e criatividade.”

11 → 13 Mai 2017
Datas e Horários
Quinta a Sábado → 21h30
Preço
7€ a 14€
Duração
80 min
Classificação
M/6
Local
Sala Principal
Informação Adicional

Fimfa LX17

Sinopse

No palco de um teatro de ópera, a ação costuma desenrolar-se com grande paixão, intrigas mortais, tragédia e atos de heroísmo. Mas, em Teatro Delusio, os projetores brilham exclusivamente para o que se passa nos bastidores. Na abertura da 17.ª edição do FIMFA Lx ― Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas, o Teatro Maria Matos recebe os virtuosos da máscara alemã com um dos seus espetáculos mais premiados internacionalmente, mas numa nova versão e com elenco renovado.

Separados das estrelas brilhantes no palco por nada mais do que cenários e cortinas, três incansáveis técnicos vivem os seus próprios dramas e sonhos teatrais. Três atores interpretam cerca de trinta personagens diferentes e trazem um teatro inteiro à vida, com máscaras maravilhosamente expressivas e mudanças super-rápidas.

 

Ficha Artística

conceção:
Paco González, Björn Leese, Hajo Schüler, Michael Vogel

intérpretes:
Sebastian Kautz, Daniel Matheus, Dana Schmidt

encenação e cenografia:
Michael Vogel

máscaras:
Hajo Schüler

figurinos:
Eliseu R. Weide

desenho de som:
Dirk Schröder

desenho de luz:
Reinhard Hubert

direção de Produção:
Gianni Bettucci

técnicos de luz:
Sylvain Faye, Max Rux

técnicos de som:
Florian Mönks, Thomas Wacker

coprodução:
Familie Flöz, Arena Berlin e Theaterhaus Stuttgart

Ver Arquivo
  • Maria Matos
  • EGEAC

Morada e Contactos do Teatro

E-mail: geral@egeac.pt

  • Arquivo
  • Teatro Maria Matos
  • Explorar
  • Mapa do Website
  • Termos e Condições
  • Consulte a declaração de conformidade deste Site no Site da comAcesso, nova janela
© 2020 Maria Matos Teatro Municipal
Made by v-a