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Striptease & Bomberos con Grandes Mangueras Pere Faura Informações sobre o Evento
23 Mai 2015
Datas e Horários
sábado ↣ 21h30
Preço
6€ a 12€
Menores 30 anos: 5€
Duração
45 min + 15 min
Classificação
A classificar pela CCE
Local
Sala Principal com bancada
Dança

Striptease & Bomberos con Grandes Mangueras
Pere Faura

Gender Trouble
Folha de Sala

Folha de Sala

O que é que te atrai, em geral, no striptease e o que é que procuras com o teu?

PERE FAURA: Fascina-me a relação que existe entre a dança e o erotismo, a utilização que se faz da dança para seduzir, usada como instrumento de controlo do prazer. No meu striptease, procuro jogar com estes conceitos partindo de uma perspetiva teatral, ou seja, sabendo que não estou num clube de striptease.

 

Parece-te positivo haver quem acorra a ver-te impelido pelo mórbido?

PF: Sim, é precisamente essa a ideia [riso]. Gosto que os títulos não sejam apenas uma etiqueta, antes façam parte do enredo do espetáculo. No espetáculo, conto porque é que, na altura, decidi chamar a esta peça Striptease: para atrair os mórbidos que, com outro título, talvez não viessem ao teatro.

 

Há alguma coisa de simbólico no facto de ires tirando a roupa, pouco a pouco?

PF: Não é simbólico, é super literal. Faço-o, para criar tensão, para prolongar o tempo de sedução. O importante num striptease é o processo. A nudez final não interessa, porque supõe a morte do striptease. É a diferença entre erotismo e pornografia. O erotismo tem que ver com a sedução, enquanto a pornografia é pura ginástica.

 

Não é habitual o humor introduzir-se, de forma explícita, em peças contemporâneas. Porque é que apostas nele?

PF: O mundo em que vivemos, tão complexo, desigual e sério, precisa de uma arte contemporânea irónica, que faça com que o mundo se ria um pouco de si mesmo. O humor é um forte instrumento de ligação com o público, ao passo que o abstrato, muito próprio da dança contemporânea, é um elemento desagregador. Eu gosto de misturar os dois no meu trabalho para criar uma experiência artística comum que convide, por sua vez, à reflexão individual.

 

Ficas satisfeito por ser uma minoria a desfrutar das tuas peças ou gostarias de chegar ao grande público?

PF: Creio que as minhas criações são bastante acessíveis, porque partem todas de um material reconhecível por toda a gente: o striptease, os musicais, a música disco… Tento sempre trabalhá-los de perspetivas diferentes, misturando enredos conceptualmente complexos com disparates incrivelmente simples. Porque a minha vida também é assim: primeiro, visito um museu e, em seguida, vou beber copos e não paro de dizer estupidezes.

excerto da entrevista publicada na revista Shangay, fevereiro 2009

23 Mai 2015
Datas e Horários
sábado ↣ 21h30
Preço
6€ a 12€
Menores 30 anos: 5€
Duração
45 min + 15 min
Classificação
A classificar pela CCE
Local
Sala Principal com bancada

Sinopse

O bailarino e coreógrafo catalão Pere Faura traz ao Teatro Maria Matos as suas peças Striptease, de 2008, e Bomberos con grandes mangueras, de 2010.

Striptease compara de maneira irónica e divertida o acontecimento teatral com a arte de despir-se. O que esperamos ver quando vamos ao teatro? E quando assistimos a uma sessão de striptease? A performance de Faura trata dessas expectativas, do mecanismo de geração do desejo nestas situações convencionadas e da relação de sedução entre o performer e o espectador.

Por sua vez, Bomberos con grandes mangueras revisita o imaginário pornográfico como prática coreográfica. Uma masturbação sem solidão que o público presencia no Teatro entre a posição de espectador e de voyeur, entre o público e o privado, entre o explícito e o erótico. Uma reflexão nua, suada e bruta sobre a ginástica da excitação e a fisicalidade do desejo.

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Ficha Artística

Striptease

criação e direção:
Pere Faura

intérpretes:
Pere Faura e Demi More

música:
Carlos Jobim e Annie Lennox, com mistura de Ivo Bol

desenho de luz:
Paul Schimmel

técnico:
Israel Quintero

textos (excertos):
Undressing the First Amendment and Corsetting the Striptease Dancer, de Judith Lynne Hanna; Striptease. The Art of Spectacle and Transgression, de Dahlia Schweitzer; Narrative Striptease in the Nightclub Era, de Ben Urish

produção e digressão:
Frascati Producties

Bomberos con grandes mangueras

coreografia e interpretação:
Pere Faura

música:
Vivaldi + Actors “on fire”

produção:
CUVO — curadoria de Álex Brahim

 

Gender Trouble é um projecto House on Fire com o apoio do Programa Cultura da União Europeia

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