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Seminário: Tackling Reality Florian Malzacher Informações sobre o Evento
08 → 09 Nov 2012
Datas e Horários
10h00 às 13h30
Preço
Entrada livre
Debate e Pensamento

Seminário: Tackling Reality
Florian Malzacher

Cultura e a Produção do Mundo: derivas, derivativos e devires
Bio

Bio

Florian Malzacher (Rio de Janeiro/Nova Iorque) é coprogramador do festival steirischer herbstem Graz, diretor artístico da Bienal ImpulseTheater e dramaturgo/curador freelancedo Burgtheater de Viena. É membro fundador do coletivo de curadores Unfriendly Takeover(Frankfurt) e tem colaborado com Rimini Protokoll, Lola Arias e Nature Theater of Oklahoma. Tem lecionado nas universidades de Viena e de Frankfurt e é membro do conselho consultivo do Mestrado em Teatro da DasArts, em Amsterdão. As suas publicações incluem obras sobre a companhia de teatro Forced Entertainmente Rimini Protokoll, bem como o título Curating Performing Arts.

08 → 09 Nov 2012
Datas e Horários
10h00 às 13h30
Preço
Entrada livre

Sinopse

Vivemos num momento em que a economia global, a diversidade cultural multipolar e a ideologia neoliberal se agenciam na produção de um novo paradigma “paracolonial” (utilizando uma expressão de Aimé Césaire) onde se prenuncia o muito falado “fim da política”.
Este entrelaçamento singular de forças obriga a pensar como o mundo produzido pela lógica implacável dos mercados e suas derivas erráticas, derivativos virtuais e performances de poder requer a formação de alternativas.
Em resposta ao mundo neoliberal multipolar, com as suas reinventadas diversidades culturais e as suas massacradas e colonizadas forças de cultura, propõe-se um renovado commitment to theory (para usar a expressão de Homi Bhaba) aliado a um commitment to act (parafraseando Hanna Arendt). Ou seja: uma renovada aliança entre a ação política e o fazer cultural, ligada ao pensamento e à arte e orientada para a produção de outros modos de viver, experimentar e fazer. Trata-se, antes de tudo, de saber produzir devires.
Foram convidados académicos, curadores e artistas cujo trabalho deriva do forjar de novas alianças entre filosofia política, estudos culturais, estudos da performance e práticas artísticas e curatoriais que resistem ao “devir cultural da economia, e ao devir económico da cultura”, recorrendo à expressão de Frederic Jameson, vislumbrando já em 1998 as dinâmicas que nos avassalam hoje em dia.

Nos últimos anos, o conceito de curadoria tem-se tornado cada vez mais influente no domínio das artes performativas. No entanto, apesar de extensivamente debatido e teorizado no âmbito das artes plásticas, as implicações dos conceitos de curadoria (distintos do conceito mais amplo de programação) continuam ainda por refletir.
Contextualizar é um dos termos-chave para a prática de curadoria ― mas nas artes performativas este contexto encontra-se ainda limitado, em grande parte, à caixa negra. De que modo é que os festivais e outras formas de apresentação das artes performativas podem reforçar a capacidade de resposta contextual? De que forma é que se pode abordar a realidade à nossa volta ― espacial, social, política, económica, etc ― e contextualizar as obras de arte em relação às outras ou dentro do meio em que se encontram?

O workshop analisa exemplos de curadoria nas artes performativas e discute ideias para projetos reais ou imaginados da autoria dos participantes.

Curadoria André Lepecki
Um encomenda Maria Matos Teatro Municipal

Uma coprodução House on Fire com o apoio do Programa Cultura da União Europeia

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