António Guerreiro
sábados → 15h às 18h
entrada livre (sujeita a seleção), máximo de 20 participantes • Inscrição obrigatória com CV e carta de motivação (1 página) para barba.azul.producao@gmail.com até 16 janeiro. Duração de cada sessão: 3 horas
Sinopse
moderação de Raquel Castro com a contribuição de Ana Bigotte Vieira, investigadora e dramaturgista
A propósito da sua nova criação O olhar de milhões, a estrear no fim de 2017, Raquel Castro convidou o ensaísta e crítico literário António Guerreiro a apresentar um seminário no qual se desenvolverão alguns conceitos da nossa contemporaneidade.
A ideia de época e a possibilidade de apreender e nomear a configuração ou a imagem de entidades histórico-cronológicas dotadas de alguma autonomia correspondeu a um modo tipicamente moderno de escandir o tempo histórico. Traçar uma “ontologia do presente” ou caracterizar as “tonalidades afectivas” fundamentais da época através de conceitos, categorias e formações de sentido foi um exercício importante, praticado por filósofos, sociólogos, historiadores. O nosso tempo já não se deixa apreender na lógica da “época das epoquizações”, a temporalização da história inaugurada pelo Iluminismo chegou ao seu fim e, por conseguinte, tornou-se muito pouco plausível toda a pretensão de identificar uma configuração precisa do tempo presente. Mas é ainda assim possível isolar formações de sentido, conceitos, nomes comuns em torno dos quais se foi constituindo uma problemática especificamente contemporânea, de modo a constituir uma espécie de glossário fundamental do nosso tempo. Esse glossário, constituído sem grande respeito por fronteiras disciplinares e metodológicas, atravessa algumas grandes questões e problemas do mapa político e cultural em que nos situamos.
António Guerreiro
