Whale Watching Tour
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Sam Amidon nasceu em Vermont, Estados Unidos da América, e não tem ainda 30 anos. Começou a estudar free jazz com Leroy Jenkins e Mark Feldman, mas, por influência indirecta dos seus pais – eram músicos folk -, o seu repertório tem sido sobre o cancioneiro americano. No seu último álbum apenas fez versões de canções tradicionais americanas.
É fácil pensar-se que Nico Muhly é um sobredotado. Quando for trintão, dentro de dois anos, poder-se-á escrever que após a licenciatura em Julliard começou por ser o braço direito de Philip Glass, depois foi arranjador para Antony And The Johnsons e Björk, escreveu bandas sonoras para alguns filmes premiados com Oscar, escreveu música para campanhas publicitárias, compôs inúmeras obras para orquestra, para coro, para percussão, a solo, editou discos, fez ainda uma ópera, e mais uma série de façanhas que terão escapado aos mais atentos. Para além disto tudo, tem todo o tempo do mundo para ajudar os seus três amigos desta digressão a gravar os seus discos.
Ben Frost nasceu na Austrália há menos de 30 anos e vive actualmente na Islândia. Se é verdade que de um local para o outro vai quase um mundo de distância, também é verdade que a sua música é feita de pólos opostos em permanente choque. Imaginem um apaziguante ambientalismo mergulhado em acidez digital. Esta versatilidade tem feito de Ben Frost um regular agente infiltrado na música de Fennesz, Tim Hecker ou Jóhann Jóhannsson.
Valgeir Sigurðsson nasceu e vive na Islândia. Tem mais de trinta anos e desde muito novo que nutre pelo estúdio e pelo som um invulgar fascínio. Em 1998 acontece a primeira linha de currículo interessante: é contratado para a banda sonora do filme “Dancer In The Dark” de Lars von Trier. A partir desse momento torna-se presença constante nos discos de Björk e, por consequência, um técnico de som demasiado precioso para Kronos Quartet, Bonnie “Prince” Billy, CocoRosie ou Maps.