Saltar para o conteúdo principal Mapa do Website
  • Arquivo
  • Explorar
  • O Teatro
    • Missão e História
    • Redes de Programação
    • Coproduções
    • Teatro Verde
    • EGEAC
  • pt Idioma em Português
  • en Idioma em Inglês
Quest + Orquestra de Guimarães At The Still Point of The Turning World Informações sobre o Evento
08 Abr 2017
Datas e Horários
Sábado → 22h
Preço
6€ a 12€
Classificação
M/6
Local
Sala Principal
Música

Quest + Orquestra de Guimarães
At The Still Point of The Turning World

Biografias

Biografias

Joana Gama (Braga, 1983) é pianista e investigadora. Foi vencedora da edição de 2008 do Prémios Jovens Músicos na categoria de piano. A sua atividade concertística desdobra-se em recitais a solo e colaborações com diferentes agrupamentos portugueses. Estudou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, na Royal Academy of Music (Londres) e na ESML (Lisboa). Na classe de António Rosado, concluiu em 2010 o Mestrado em Interpretação na Universidade de Évora, onde defendeu recentemente a sua tese de doutoramento intitulada “Estudos Interpretativos sobre música portuguesa contemporânea para piano: o caso particular da música evocativa de elementos culturais portugueses”, como bolseira da FCT. Como pianista e performer, nos últimos anos tem estado envolvida em projetos que associam a música às áreas da dança, do teatro, do cinema e da fotografia. Durante 2016, com o apoio da Antena 2, dedicou-se a “Satie.150 – Uma celebração em forma de guarda-chuva”, uma série de concertos e eventos espalhados por Portugal que assinalaram os 150 anos do nascimento do compositor francês Erik Satie. Neste âmbito coordenou uma edição especial da partitura Embryons desséchés de Erik Satie (Pianola Editores), proferiu palestras em diversas escolas portuguesas e fez uma performance de quinze horas ininterruptas da peça Vexations no Festival Jardins Efémeros, em Viseu. No final de 2016 editou o disco “Harmonies” ― projeto autoral a partir da música de Erik Satie ― partilhado com Luís Fernandes (eletrónica) e Ricardo Jacinto (violoncelo e eletrónica). Quest, duo de piano e eletrónica partilhado com Luís Fernandes, estreado no Theatro Circo, em Braga, passou por festivais como Novas Frequências (Rio de Janeiro) e MadeiraDig. Editado pela Shhpuma, foi considerado um dos melhores álbuns de 2014 por diversos críticos portugueses. www.joanagama.com

 

Luís Fernandes (Braga, 1981) é músico, artista sonoro e programador cultural. O seu trabalho é desenvolvido paralelamente nas áreas da composição musical, performance e curadoria artística.

Enquanto músico é elemento fundador da banda peixe:avião, mentor do projeto The Astroboy e Landforms, membro do coletivo La La La Ressonance, dos duos Palmer Eldritch e Quest (com a pianista Joana Gama) e do trio Harmonies (Joana Gama e Ricardo Jacinto). Colaborou em performances ocasionais com Hans-Joachim Roedelius, Rhys Chatham e Toshimaru Nakamura. O âmbito do seu trabalho alarga-se à composição de música para cinema, vídeo e instalações sendo de destacar o filme Mahjong de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, apresentado nos Festivais de Cannes e Locarno, e a exposição Porto Poetic, de homenagem aos arquitetos Álvaro Siza e Eduardo Souto Moura, na Triennale di Milano com o alto patrocínio do Museum of Modern Art ― MoMa. A sua discografia conta à data com mais de 40 edições oficiais, e o seu trabalho foi destacado por publicações tão diversas como The Wire, The Arts Desk, Guardian, The Quietus, Les Inrockuptibles, Público ou Expresso. É director artístico do Festival Semibreve e do GNRation, em Braga. Foi curador convidado para o festival BIE da Bienal de Cerveira 2013 e comissariou trabalhos a Phill Niblock, Mark Fell, Stephan Mathieu e Hans-Joachim Roedelius. www.luiscfernandes.com 

 

José Alberto Gomes (Porto, 1983) licenciado em piano pelo Conservatório do Porto, finalizou em 2007 a licenciatura em Composição na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo. Criou laços muito fortes com as novas possibilidades tecnológicas musicais e o papel da música no teatro, cinema, instalações e eletrónica na improvisação, tendo especial interesse em procurar novas formas e novos “lugares“ musicais. Doutorado em Computer Music pela Universidade Católica Portuguesa, com a tese Composing with Soundscapes ― Capturing and Analysing Urban Audio for a Raw Musical Interpretation como bolseiro FCT. Dessa investigação desenvolveu o sistema de análise e captação de ambiente sonoro URB. Atualmente é curador do Projecto Digitópia (plataforma de música digital sediada na Casa da Música, no Porto) onde investiga e orienta vários workshops, espetáculos e conteúdos de criação musical por computador. É também docente no curso de Composição na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto, no Mestrado em Engenharia em Desenvolvimento em Jogos Digitais – IPCA  e professor convidado na University of Saint Joseph – Macau. É igualmente investigador colaborador no INESC TEC. Mantém uma vida artística intensa apresentando-se regularmente em público em projetos a solo, coletivos ou em parcerias, como  BlacKoyote, Digitópia Collective, Srosh Ensemble, Hans-Joachim Roedelius, Gustavo Costa, Ricardo Jacinto, Henrique Portovedo, Jon Rose, entre outros. É criador nas áreas de música e sonoplastia para a peças de teatro e vídeo, criador e developer de instalações sonoras, e compositor para eletrónica e ensemble instrumental. www.jasg.net

 

Vitor Hugo Ferreira de Matos (1977) estudou nos Conservatórios de Música de Braga e do Porto, nas classes dos professores José Matos e Moreira Jorge, com quem concluiu o curso de clarinete. Em 2001 obteve o diploma de Licenciatura na ESMAE, onde estudou com os Professores António Saiote, Carlos Alves e Luís Silva. Frequentou cursos de aperfeiçoamento com António Saiote, Michel Arrignon, Paul Mayer, Guy Deplus e Philippe Cupper. Desde 2000, estuda regularmente em Itália, com o clarinetista Alessandro Carbonare. É doutorado pela Universidade de Évora em Música Musicologia- Interpretação. Tem realizado diversos recitais em Roma, a convite do Instituto Santo António dos Portugueses, interpretando várias obras em primeira audição, destacando-se o Concerto para Clarinete e Orquestra que o compositor Joaquim dos Santos lhe dedicou. Como instrumentista colaborou com a Orquestra do Norte, Sinfonieta do Porto, Orquestra de Câmara Musicare, Filarmonia das Beiras e Gulbenkian. No campo da direcção de orquestra tem dirigido diversas orquestras entre as quais Orquestra do Norte, Orquestra Estúdio, Orquestra de Câmara do Minho, Orquestra Académica da Universidade do Minho, Orquestra do Conservatório e Teatro de Kaiserslautern e, da Rádio Sul da Alemanha, interpretando obras do período barroco ao contemporâneo. Foi nomeado pela Guimarães Capital da Cultura 2012- Maestro e diretor artístico da Orquestra Sub-21 e Sub-12. Atualmente, Vítor Matos é Professor Convidado Equiparado a Auxiliar do Departamento de Música do ILCH da Universidade do Minho. É maestro titular da Orquestra de Guimarães.

Folha de Sala

Folha de Sala

Desde a estreia de Quest no início de 2014 ― um espetáculo encomendado pelo Theatro Circo que originou, posteriormente, um trabalho discográfico (Shhpuma, 2014) ―, Joana Gama e Luís Fernandes têm mantido uma colaboração regular na qual cruzam piano e eletrónica, adotando agora o nome Quest para o seu projeto em duo. Nos últimos anos, fizeram duas bandas sonoras ― A Glória de Fazer Cinema em Portugal de Manuel Mozos e Penúmbria de Eduardo Brito ― e uma versão de Music for Amplified Toy Pianos de John Cage para a série Old New Electronic Music Sessions, promovida pela Digitópia/Casa da Música. Com Ricardo Jacinto criaram Harmonies, uma homenagem ― experimental ― à vida e obra de Erik Satie em forma de espetáculo e disco (Shhpuma, 2016). Tanto Quest como Harmonies foram já apresentados no Teatro Maria Matos.

Em 2017, apresentam uma nova colaboração, desta vez com a Orquestra de Guimarães. Respondendo a um desafio para integrar a programação do festival Westway Lab ― plataforma de experimentação apresentada anualmente em Guimarães ―, o duo aventura-se por novos caminhos e tira a orquestra da sua zona de conforto. Neste trabalho original para piano, eletrónica e um alargado ensemble ― que conta com o trabalho de José Alberto Gomes na orquestração e arranjos ― amplifica-se e complexifica-se a sonoridade que caracterizava Quest. Continua a haver tempo para ouvir as ressonâncias do piano; padrões rítmicos repetitivos coabitam com simples gestos melódicos; nalguns casos a eletrónica manipula o som instrumental, transfigurando-o; contemplam-se harmonias e encadeamentos harmónicos; repetem-se gestos expressivos entre a sujidade textural; exploram-se os extremos de dinâmicas, alturas e velocidade. A possibilidade tímbrica que os instrumentos da orquestra proporcionam expande este trabalho, servindo como reforço e contraponto. The quest continues…

 

Depois de terem recebido o convite para esta colaboração com a orquestra, o que vos motivou para aceitarem este desafio?

Gostamos de desafios e ficámos muito honrados com o convite e com a confiança que o Rui Torrinha, instigador deste projeto, depositou em nós. Para nós, fez todo o sentido prestarmo-nos a este desafio e expandir a sonoridade que temos vindo a explorar enquanto duo. ​​

Sentimos que a possibilidade de ter ao nosso dispor um leque de instrumentação tão variado poderia não acontecer muitas vezes e agarrámos a oportunidade. Ficámos radiantes e extremamente motivados ao longo de todo o processo de composição.

A eletrónica, na sua vertente mais ambiental, é por vezes muito orquestral. Imaginaram esta colaboração apenas como uma extensão ou ampliação do vosso som, como dizem, ou quiseram que trouxesse algo de novo para dentro da vossa música, como se fosse uma das vozes de um trio?

Não encaramos a orquestra apenas como um meio de amplificar o nosso som anterior. Pretendemos que o ensemble cumprisse diferentes funções ao longo dos temas, imprimindo à nossa música algumas ideias ainda não exploradas e compusemos os temas tendo em conta esse terceiro elemento, a orquestra. Por isso a presença da orquestra acabou por contaminar a nossa abordagem aos temas e, consequentemente, a sonoridade geral deste novo trabalho.

Como decorreu esse processo de escrita? Vocês compuseram primeiro a vossa parte com alguma consciência do resultado final, ou acabaram por ser dois momentos que se adaptaram depois?

O nosso processo de trabalho foi, em parte, semelhante ao do nosso primeiro álbum:
juntámo-nos durante alguns dias, tocámos bastante de forma livre, experimentámos ideias concretas, gravámos tudo e, posteriormente, selecionámos os momentos mais interessantes. Nesta fase apenas recorrendo ao piano e à eletrónica. A partir daí o processo mudou e, tendo esses momentos ou ideias como pontos de partida, compusemos os temas a pensar na componente orquestral. Foi, sem dúvida, o desafio de composição mais abstrato que tivemos até à data pois nunca nenhum de nós tinha pensado música para ser interpretada por um conjunto tão alargado de músicos.

Que indicações ou direcções foram pedidas ao José Alberto Gomes como orquestrador? Como se escolheram as diferentes vozes do ensemble?

O papel do José Alberto foi muito importante pois, além de dominar a escrita para orquestra, enquanto compositor de música erudita, move-se no domínio da música eletrónica de forma exemplar. Sentimos que seria uma das pessoas que poderia compreender a nossa visão e traduzi-la de forma fiel. Ele foi o responsável por materializar as nossas ideias e torná-las interpretáveis. Apesar da estrutura e composição de cada tema ser da nossa autoria, há um forte cunho autoral na escrita orquestral e nos arranjos do José.

Em Quest, o primeiro disco, John Cage parecia uma entidade demasiado presente; depois houve Harmonies, com Ricardo Jacinto, que mergulhou em Satie; houve algo ou alguém que tenha norteado esta nova obra, direta ou indiretamente?

De um ponto de vista musical, a presença do elemento orquestral acabou por ser incontornável e central na composição desta obra, mais do que um compositor em particular. Acabámos por nos centrar na idealização do nosso relacionamento com o ensemble a partir de algumas ideias musicais que queríamos explorar. Ao um nível mais conceptual, por uma série de coincidências, o magnífico poema Burnt Norton de T. S. Eliot acabou por vir ao nosso encontro, dando origem ao nome do projeto e dos temas, bem como da narrativa musical e visual do espetáculo.

08 Abr 2017
Datas e Horários
Sábado → 22h
Preço
6€ a 12€
Classificação
M/6
Local
Sala Principal

Sinopse

Quest, agora promovido a nome próprio, representa uns dos trajetos mais determinados ― e, por conseguinte, promissores ― a que temos assistido na música feita em Portugal. Joana Gama e Luís Fernandes iniciaram a colaboração em 2014, com um disco elegantíssimo, raro nos seus cruzamentos entre piano e eletrónica, abençoado por inspiração cageana e propondo novas ideias para um ambientalismo fecundo que nos inundou de imagens e sensações ― foi, por isso, que Quest forneceu matéria preciosa para as bandas sonoras dos premiados A Glória de Fazer Cinema em Portugal de Manuel Mozos e Penúmbria de Eduardo Brito. A solidez do duo encontrou retorno igualmente fora de portas, com concertos no Rio de Janeiro ou Nova Iorque, por exemplo. Na nossa memória recente, está ainda Harmonies, a proposta do duo em torno da música de Satie, agora em inspirada cooperação com o músico e artista plástico Ricardo Jacinto. E, se depressa percebemos que o duo estava continuamente a desafiar-se para altos propósitos, nada nos preparou para este segundo passo em que colaboram com a Orquestra de Guimarães. Com a ajuda de José Alberto Gomes na orquestração e arranjos, ir-se-á amplificar e complexificar a sonoridade Quest, na qual todos os jogos e contaminações habituais entre o piano e eletrónica se multiplicarão por cordas, sopros e percussão, permitindo que Quest se expanda, por reforço e contraponto ao ensemble. Em apenas três anos, Joana Gama e Luís Fernandes mudaram parte do nosso mundo sonoro e ainda parecem querer dizer que o irão fazer à custa de pequenas, inesperadas e constantes revoluções. Muito apropriadamente, o nome Quest parece servir e inspirar toda a música que daí virá.

Conteúdos Relacionados

Material Gráfico Cartaz Quest + Orquestra de Guimarães 08 Abr 2018

Ficha Artística

piano: 
Joana Gama
eletrónica: 
Luís Fernandes
Orquestra de Guimarães
maestro: 
Vítor Matos
violinos: 
Álvaro Pereira e Filipa Abreu
viola: 
Emídio Ribeiro
violoncelo: 
Carina Albuquerque
contrabaixo: 
Jorge Castro
flauta: 
Patrícia Reis
oboé: 
Luís Alves
clarinete: 
Domingos Castro
fagote: 
Pedro Martinho
trompete: 
Ângelo Fernandes
trombone: 
David Silva
trompa: 
Bruno Rafael
percussão: 
Vítor Castro e André Araújo
composição: 
Joana Gama e Luís Fernandes
arranjos e orquestração: 
José Alberto Gomes
coprodução: 
Câmara Municipal de Guimarães e Centro Cultural Vila Flor
foto: 
Eduardo Brito
Ver Arquivo
  • Maria Matos
  • EGEAC

Morada e Contactos do Teatro

E-mail: geral@egeac.pt

  • Arquivo
  • Teatro Maria Matos
  • Explorar
  • Mapa do Website
  • Termos e Condições
  • Consulte a declaração de conformidade deste Site no Site da comAcesso, nova janela
© 2026 Maria Matos Teatro Municipal
Made by v-a