Saltar para o conteúdo principal Mapa do Website
  • Arquivo
  • Explorar
  • O Teatro
    • Missão e História
    • Redes de Programação
    • Coproduções
    • Teatro Verde
    • EGEAC
  • pt Idioma em Português
  • en Idioma em Inglês
Private: Wear a Mask When You Talk to Me Alexandra Bachzetsis Informações sobre o Evento
29 → 30 Nov 2016
Datas e Horários
terça e quarta → 21h30
Preço
6€ a 12€
Duração
50 min
Classificação
A classificar pela CCE
Dança

Private: Wear a Mask When You Talk to Me
Alexandra Bachzetsis

Bom dia, Atenas!
Folha de Sala

Folha de Sala

No final dos anos 60, Trisha Brown criou uma série de peças dedicadas à exploração do movimento e do comportamento de todos os dias. De modo a desnaturalizar a relação do bailarino e do público com os usos quotidianos do corpo, Brown decidiu pôr em cena o movimento numa parede vertical, desafiando a gravidade por meio de arneses e cordas. Deslocado para uma estrutura vertical, o movimento quotidiano foi visto pela primeira vez como um gesto altamente encenado, quase uma performance individual virtuosa de um guião cultural normativo incorporado.
Um crítico diria: o solo PRIVATE: Wear a mask when you talk to me, de Alexandra Bachzetsis, poderia ser considerado uma espécie de “equipment piece” [peça de equipamento], em que o que se explora é o modo como os comportamentos quotidianos de género e identidade sexual são reproduzidos. Trazendo a tradição coreográfica de Brown para o mundo altamente tecno-barroco da cultura pop global, PRIVATE é um relatório não solicitado, com 53 minutos de duração, sobre o modo como o género e o desejo sexual são fabricados através da repetição ritualizada de gestos corporais no seio do regime neoliberal.
Em PRIVATE, há danças orientais de drag queens, exercícios de ginástica e yoga ocidentais que se metamorfoseiam em poses futebolísticas e pornográficas, gestos estereotipados do treino teatral usado em publicidade e a repetição por parte de adolescentes dos rituais de Michael Jackson. Há Trisha Brown em transição para o rebético [tipo de música popular e urbana da Grécia] e uma única voz a lutar para sobreviver aos teatros sociais da identidade nacional e de género.
No entanto, PRIVATE não mobiliza as técnicas de paródia que têm sido desenvolvidas nas culturas feminista e queer durante os últimos anos. Não procura representar o processo de incorporação do género e das normas sexuais, antes explora as instâncias de fracasso performativo e de transição interior que permitem que surjam a agência e a resistência. Quanto da história da disciplina e da dissidência pode estar contido num único gesto? Será que o movimento pode ativar a memória dos corpos subalternos que têm sido enterrados debaixo dos corpos hegemónicos?
Eu diria: oiço a tua voz a cantar para mim quando o meu próprio corpo cai num vazio entre notações culturais de género. A tua voz, exausta de combater códigos de género naturalizados, lembra-me que o vazio representa uma oportunidade de agência e sobrevivência. PRIVATE é um hino intemporal às transições. É uma notação do seu próprio desenvolvimento interior, mas também um esboço lutuoso de possibilidades que estiveram outrora em aberto, mas que já não podem ser realizadas. No fim de contas, esta dança não é sobre performatividade normativa de género, mas antes sobre a energia somática que nos permite introduzir momentos daquilo a que Jacques Derrida chamava “anarquia improvisadora”, de modo a interromper a história e a desencadear a mudança cultural e a transformação política.

Paul B. Preciado

29 → 30 Nov 2016
Datas e Horários
terça e quarta → 21h30
Preço
6€ a 12€
Duração
50 min
Classificação
A classificar pela CCE

Sinopse

No final dos anos 1960, Trisha Brown criou uma série de peças dedicadas à exploração do movimento e do comportamento diário. De forma a desnaturalizar a relação do bailarino e da audiência com os usos quotidianos do corpo, Brown decidiu encenar o movimento numa parede vertical, desafiando a gravidade pelo uso de arneses e cordas. Deslocado para um enquadramento vertical, o movimento quotidiano foi visto pela primeira vez como um gesto altamente encenado, quase uma performance virtuosa individual de um guião cultural normativo incorporado. (…) Trazendo a tradição coreográfica de Brown para o mundo altamente techno-barroco da cultura pop global, PRIVATE é um relatório não solicitado sobre como sexo e o desejo sexual são fabricados através da repetição ritual de gestos corporais dentro do regime neoliberal. Em PRIVATE, há danças orientais de drag queens, exercícios de ginástica e de yoga ocidental que se transformam em poses futebolísticas e pornográficas, movimentos do treino teatral usado em publicidade, e a repetição por adolescentes dos rituais de Michael Jackson. Há Trisha Brown em transição para rebético [tipo de música popular grega], e uma única voz a lutar para sobreviver aos teatros sociais do género e da nacionalidade. (…) PRIVATE é um hino atemporal às transições.
Paul B. Preciado

Ficha Artística

conceito, coreografia e performance:
Alexandra Bachzetsis

colaboração:
Thibault Lac

curador e investigador:
Paul B. Preciado

design de comunicação:
Julia Born

adereços:
Cosima Gadient

colaboração sonora:
Lies Vanborm

técnica e desenho de luz:
Patrik Rimann

cenário e assistente de produção:
Sotiris Vasiliou

produção:
Association All Exclusive

direção de produção:
Anna Geering

apoio:
Stadt Zürich, Fachausschuss Tanz und Theater BS/BL, Pro Helvetia-Schweizer Kulturstiftung, GGG Basel e Ernst Göhner Stiftung

coprodução:
Kaserne Basel, Zürich Tanzt, Art Night com ICA London, Rauschenberg Residency/Robert Rauschenberg Foundation e Tanzhaus Zürich

Cocomissionado por documenta 14

foto:
Blommers & Schumm

Ver Arquivo
  • Maria Matos
  • EGEAC

Morada e Contactos do Teatro

E-mail: geral@egeac.pt

  • Arquivo
  • Teatro Maria Matos
  • Explorar
  • Mapa do Website
  • Termos e Condições
  • Consulte a declaração de conformidade deste Site no Site da comAcesso, nova janela
© 2026 Maria Matos Teatro Municipal
Made by v-a