Sonia Wieder-Atherton
Bios
A franco-americana Sonia Wieder-Atherton é considerada como uma das melhores e mais originais violoncelistas a trabalhar na Europa nos nossos dias. foi aluna de Maurice Gendron e Jean Hubeau no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris, aperfeiçoando-se posteriormente com os mestres Mstislav Rostropovich e Natalia Chakhovskaia, no Conservatório Tchaikovsky de Moscovo.
Em 1986 foi premiada no Concurso Rostropovich, tendo desde então desenvolvido uma rica carreira em vários domínios. Tocou, como solista , com muitas das grandes orquestras mundiais, apresentando-se regularmente nos mais prestigiados festivais de música e auditórios de concerto.
Para além de dominar o repertório clássico para o violoncelo, Sonia Wieder-Atherton dedica também o seu tempo à música contemporânea, tendo estreado muitas obras novas – das quais algumas lhe são dedicadas – incluindo Épisode Cinquième de Betsy Jolas, In Dark and Blue de Maurice Ohana, e Incisa e Celo (concerto para violoncelo) de Pascal Dusapin. A música de câmara ocupa também lugar importante na sua actividade, fazendo parcerias regulares com a pianista Imogen Cooper, o violinista Raphaël Oleg e o percussionista Françoise Rivalland.
Sonia Wieder-Aterthon tem um contrato de exclusividade com a editora BMG/RCA Red Label, para a qual gravou os trios com piano e a Sonata Arpeggione de Schubert, com Imogen Cooper e Raphaël Oleg e as sonatas para violoncelo e piano de Sergei Rachmaninov e César Franck, com Imogen Cooper.
Sonia Wieder-Atherton está também envolvida noutros projectos artísticos diversificados, incluindo bandas sonoras de filmes, programas temáticos originais envolvendo o repertório tradicional e a música contemporânea, exclusivamente musicais ou em interligação com outras formas de arte. O realizador belga Chantal Akerman filmou um documentário televisivo sobre a artista, que foi estreado no canal ARTE em Setembro de 2003 e transmitido para a Europa como parte do festival “Temps d’Images”.
Reconhecendo em Sonia Wieder-Atherton uma forte personalidade musical dos nossos dias, a Academia Francesa das Belas Artes atribuiu-lhe o Grand Prix Del Duca em 1999.
Sinopse
Música de Aperghis, J. S. Bach, Granados, Prokofiev, Bellini, Schumann
A violoncelista francesa Sonia Wieder-Atherton fecha com Odisseia para Violoncelo e Coro Imaginário um tríptico iniciado com Cantos Judeus e prosseguido em Cantos do Oriente. Ao mergulhar no imaginário do Mediterrâneo, Wieder-Atherton viu-se diante da imagem de uma mulher solitária, cercada pelo mar, que fala, grita e sussurra. “Na direção da terra, de Deus, dela própria”, descreve ainda. E acabou por concluir que esta imagem que guia a construção da sua Odisseia, provavelmente a representava como mulher solitária, falando, gritando e sussurrando com a voz do seu violoncelo.
