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Matmos Performs Robert Ashley’s Perfect Lives Informações sobre o Evento
26 Out 2016
Datas e Horários
quarta → 22h
Preço
7,5€ a 15€
Duração
1h50 (com intervalos)
Classificação
M/6
Local
Sala Principal
Música

Matmos Performs Robert Ashley’s Perfect Lives

Folha de Sala

Folha de Sala

Raoul de Noget, um cantor, e o seu amigo, Buddy, “O melhor pianista do mundo”, chegaram a uma pequena cidade do Midwest para animar o The Perfect Lives Lounge. Por uma qualquer razão inexplicável, apaixonaram-se por duas pessoas da cidade, Isolde (“tem quase 30 e ainda não tem ninguém”) e o seu irmão “D”, acabado de sair do secundário e conhecido por “O Capitão da equipa de futebol” (os seus pais chamam-no de Donnie), para executar o crime perfeito, uma metáfora para algo filosófico: neste caso, para retirar uma quantia considerável de dinheiro do Banco por um dia (e apenas um dia) e “fazer com que todo o mundo saiba que esteve em falta”.

“D” é atualmente Assistente do Gerente do Banco. Soube que Gwyn, uma das caixas, planeia fugir com o seu amigo Ed. “D” é convidado a ir com Dwayne, um outro amigo, que tem um problema de fala (isto é, ele fala mas tem alguns problemas em ser compreendido). “D” sabe a combinação para abrir o cofre. O plano é, então: tirar o dinheiro para o carro do Ed e ir para Indiana (o objetivo do casal de fugitivos), para o manter em circulação, tal como sempre esteve. Eles saem às 5 da manhã.

Enquanto os amantes estão de passagem, Raoul e Buddy, com os cães de Buddy e, separadamente, Isolde, entram no banco ao meio dia. Os cães provocam um alvoroço (“como um barulho do Inferno”) que dá a desculpa a Isolde de ir buscar um balde com água à porta ao lado para lhes mandar para cima, falhando e ensopando o Gerente do Banco que vai ao cofre para mudar de roupa, descobrindo que “o Banco não tem dinheiro no Banco”. Como parte do plano, Isolde telefonou ao Escritório do Xerife, disfarçando a voz (o seu pai, Will, é o Xerife; Ida é a sua mãe) para alertar do acidente “lá na autoestrada”. Não há nenhum “acidente”, claro, e, reconhecendo o significado da armadilha, Will juntará todas as peças sob as perguntas / apesar das dúvidas de Ida. Mas será demasiado tarde.

Entre as caixas do Banco (Jennifer, Kate, Eleanor, Linda e Susie) que são testemunhas da luta dos cães e da terrível descoberta, e os que entendem o que aconteceu ― de diferentes pontos de vista, entenda-se ―, apenas Susie se apercebeu que os cães “saíram juntos” mas não contou a ninguém. Ela apaixonou-se por ópera à primeira vista por causa de Buddy, que por se vestir de modo vistoso é habitualmente confundido por estrangeiro (“Não há dúvida que o mexicano está metido nisto. A dúvida é se ele é mexicano”). Isto foi às 12:45. (“lembrem-se disso!”) e no Banco, nessa altura, estão a Helen e o John, testemunhas oculares inocentes vindos da Casa, fazendo negócios “num feriado”. Ou seja, apaixonaram-se (na Casa), mas não estão autorizados a casar, ou um deles irá “perder os privilégios”. Então, fim de semana sim, fim de semana não, eles têm quartos contíguos num motel mesmo à saída do Parque (onde, por coincidência, Raoul e Buddy vivem, e onde encontrámos o Raoul a tentar encomendar o pequeno almoço ao telefone). Isto é apenas o começo do seu fim de semana, e, às três da tarde, vemo-los no Supermercado, nas compras, um pouco conflituosos, um contra o outro por causa da excitação, mas longe de provocarem algo mais.

Algum tempo depois, talvez na segunda-feira, no Bar, Buddy e Raoul estão no seu “dia sem música” e chegaram para celebrar, sem saber que ali encontrarão Rodney, o Barman, cuja esposa, Baby, aspira ao Boggie Woogie, sem parar e sem muito sucesso (“Feliz ela é, diz o caixeiro viajante, mas não é Boggie Woogie”), estudando as cassetes de vídeo (As Lições) que Buddy traz consigo e distribui nas lojas de discos sempre que ele está a tocar. Rodney é filosófico, especialmente sobre os talentos de Baby, mas cético sobre o Boogie Woogie. E “agora ele encontrou o seu Némesis… cara-a-cara”. Eles conversam.

Entretanto, recuando no tempo (para noite do grande dia), Will e Ida, na Sala de Estar, resolvem o puzzle, e talvez até o motivo, mas é demasiado tarde. Algures no Indiana, com o dinheiro escondido no carro (para desconhecimento da Gwyn, claro: “Gwyn não é culpada”) e certos do seu sucesso, Ed, Gwyn, Dwayne e “D” encontram um Juiz de Paz que celebrará a cerimónia (“Eu lido com caça às multas por velocidade, casamentos secretos, assinaturas verdadeiras e essas coisas”) e que reconhece na Gwyn algo urgente (“e porque a futura noiva ― haaaa – qual é a palavra?”), algo dramático ― “Ela é um caos, senhor” ―, que acaba por ser transportado para o passado, para outra cerimónia, para outra futura noiva (“Lucille”, que fala sem nexo), para uma confusão de tempo e espaço onde outros (famosos) casamentos são encenados: “Snowdrift”, abandonado no altar; e por aí fora. E enquanto paramos para comer o bolo da noiva, a sua humilde condição (“logo a seguir ao meu quarto está o meu escritório”) é transformada diante os nossos olhos numa Igreja (“a igreja da grande luz”). E ficamos contentes.

 

Entretanto, de volta à cidade, no Pátio, alguns amigos e família junta-se, como é normal no Verão, para fazer um piquenique, para celebrar a mudança da luz ao pôr-do-sol. E, olhando da porta da casa da sua mãe, Isolde conta os dias.

 

 

Em março de 2014, Robert Ashley era esperado no festival Présences Électronique em Paris. A sua morte, poucos dias antes, obrigaria a uma mudança repentina dos planos e os Matmos acabariam por substituí-lo. Drew Daniel e M.C. Schmidt prestaram uma homenagem ao compositor norte-americano fazendo uma pequena versão de uma das partes de Perfect Lives. Pouco tempo antes, os Matmos tinham tentado expor a sua versão de um dos atos numa pequena série de concertos, um dos quais acabando por ter a presença do próprio Robert Ashley. O compositor, visivelmente entusiasmado, aprovaria a ousadia e isso transmitiu a energia necessária para que o mergulho em Perfect Lives fosse mais profundo. No final de 2014, no ISSUE Project Room em Nova Iorque, a homenagem acabaria por ser póstuma e oficial, com a versão de Perfect Lives a ganhar nova amplitude. Ao todo, dez músicos refizeram o primeiro e último atos, alargando o habitual enredo eletrónico dos Matmos para instrumentos de cordas e vozes. Perante o coro de elogios, a partitura final acabaria por se fixar na reinterpretação de três atos ― “The Park”, “The Bar” e “The Backyard” ―, preparando, ao mesmo tempo, uma pequena série de concertos pela Europa. Antes de chegar ao Teatro Maria Matos, este Perfect Lives esteve no Centro Pompidou em Paris, bem como no Barbican em Londres e no festival Unsound em Cracóvia. Em qualquer uma das suas apresentações, um quarteto de cordas da cidade que os acolhe completará o ensemble: para esta noite, contaremos com a colaboração de Ana Pereira, Ana Filipa Serrão, Joana Cipriano e Ana Cláudia Serrão.

26 Out 2016
Datas e Horários
quarta → 22h
Preço
7,5€ a 15€
Duração
1h50 (com intervalos)
Classificação
M/6
Local
Sala Principal

Sinopse

Raoul, um famoso cantor, e Buddy, seu amigo e o maior pianista do mundo, são dois forasteiros em pleno midwest norte-americano, atuando no Perfect Lives Lounge enquanto decidem, com a ajuda de dois locais, perpetrar o maior assalto de sempre, roubando por um dia – e apenas por um dia! – o dinheiro dos cofres do banco da cidade. Esta é a imaginativa e surreal intriga principal de Perfect Lives, uma ópera em sete atos escrita entre 1978 e 83, descrita habitualmente como sendo uma das grandes obras de “texto musical” da segunda metade do século XX. Foi, e continua a ser, um marco audiovisual por ter sido composta para televisão, para o canal britânico Channel 4, fazendo parte de uma trilogia de óperas feita para esse suporte.

Falecido em março de 2014, Robert Ashley foi um dos mais brilhantes compositores norte-americanos, trabalhando habilmente voz, narração e eletrónica como poucos o fizeram dentro das regras operáticas, embora negasse habitualmente essa categorização por não explicar corretamente as suas intenções e ruturas. Observador atento dos comportamentos sociais, em especial à linguagem (incluindo a sua), os libretos são espelhos de uma realidade colorida e diversa, por vezes tragicamente mundana, tangencialmente pop, sempre experimental. Prestando um tributo começado, de modo tímido, quando nos visitaram em junho de 2015, os Matmos voltam a Perfect Lives para uma homenagem única e épica, propondo um ensemble de dez músicos e um videasta para recordar uma obra-prima absoluta e, assim, prestar justiça a um dos mais visionários compositores dos últimos 50 anos.

 

Ficha Artística

narrador, vídeo, guitarra, sintetizador:
M.C. Schmidt

eletrónica:
Drew Daniel

contrabaixo:
Britton Powell

voz:
Jennifer Kirby e Caroline Marcantoni

vídeo:
Max Eilbacher

piano:
Walker Teret

primeiro violino:
Ana Pereira

 

segundo violino:
Ana Filipa Serrão

viola:
Joana Cipriano

violoncelo:
Ana Cláudia Serrão

flauta:
Diogo Duque

crédito fotográfico:
Josh Sisk

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