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Marc Almond Alternative Acoustic Christmas Informações sobre o Evento
20 Dez 2013
Datas e Horários
sexta ↣ 22h
Preço
18€ / 9€
Menores de 30 anos 5€
Local
Sala Principal
Música

Marc Almond
Alternative Acoustic Christmas

Folha de Sala

Folha de Sala

O Anjo Negro do Natal

 

“Now we’re in the season
Of love and goodwill

But the wheel still goes round
And round, round”

Marc Almond, Christmas in Vegas

 

O último concerto da programação do Teatro Maria Matos em 2013 é uma celebração da quadra natalícia. Mas não da forma tradicional, com o bolo-rei, o bacalhau ou o peru. Em estreia portuguesa absoluta, Marc Almond veste a pele de Pai Natal “alternativo”. O vermelho característico até pode estar presente nesta festa, no desejo e no sangue que pontuam grande parte das canções de uma carreira com mais de três décadas, mas o negro continua a ser o tom dominante destas, nas suas obsessões, no fascínio pelo ocultismo ou na proximidade da morte que Almond viu de perto por diversas vezes. E, já agora, na cor dos trajes com que se apresenta em palco.

Esta celebração negra do Natal é um espetáculo único que partiu de uma proposta original do Teatro Maria Matos ao cantor inglês de 56 anos. Apesar do título, Alternative Acoustic Christmas tem um formato semi-acústico, com uma das vozes e presenças mais singulares da pop a surgir acompanhada de dois dos seus colaboradores habituais, Neal Whitmore (guitarra) e Martin Watkins (piano).

Trata-se de uma noite especial, com um alinhamento composto por temas antigos (incluindo alguns hits) e recentes (Marc Almond editou em novembro Burn Bright/The Dancing Marquis, um single com duplo lado A produzido pelo lendário Tony Visconti, colaboração que se estenderá a um álbum a gravar em breve) e até canções de Natal (provavelmente Christmas in Vegas e a versão do tradicional russo Nuit de Noël, as suas únicas incursões pelo cancioneiro da quadra).

Impossível de dissociar do sucesso à escala global que foi Tainted Love, o single com que, em 1981, os Soft Cell mudaram a história da pop, o percurso de Marc Almond não pode, porém, ser reduzido a ele. Aliás, se esta versão de um obscuro tema de northern soul da década de 1960 (escrito por Ed Cobb e interpretado por Gloria Jones) foi uma benção tanto para Almond como para Dave Ball, o seu então parceiro musical, do ponto de vista financeiro e de reconhecimento do seu trabalho, constituiu igualmente uma maldição a vários outros níveis.

Saídos diretamente da Escola de Artes do Instituto Politécnico de Leeds para um patamar de fama que nunca teriam imaginado, os dois jovens viram-se rapidamente consumidos pela voracidade da indústria musical e dos seus mecanismos. Almond tinha então 24 anos e viu caírem sobre si todos os holofotes de uma Grã-Bretanha a viver os primeiros anos do thatcherismo.

 

“Acima de tudo, odiava a ideia de ser uma celebridade e tentei ao máximo evitar tornar-me numa. Eu sou um cantor.”

Marc Almond in Tainted Life — The Autobiography

 

A sua aparência andrógina e a maquilhagem (apesar de David Bowie e Marc Bolan já serem nomes estabelecidos) suscitaram admiração, primeiro, e escândalo, logo de seguida. Sobretudo após uma polémica aparição no programa televisivo Top Of The Pops, um dos mais populares da televisão britânica e passagem obrigatória para todos os aspirantes a estrelas pop. Ainda estavam distantes os tempos em que estas tinham o direito (e quase a obrigação) de assumir a sua orientação sexual e, mesmo de uma forma algo inconsciente, o cantor dos Soft Cell acabou por ser pioneiro, abrindo o caminho para a posterior aceitação de figuras como Jimmy Somerville (Bronsky Beat e Communards), Holly Johnson (Frankie Goes to Hollywood) ou Boy George (Culture Club). Isto apesar de detestar que lhe coloquem a etiqueta reducionista de “artista gay”.

A maldição de Tainted Love rapidamente se fez sentir e, a partir daqui, a história de Marc Almond é uma história de sobrevivências e dicotomias. Sobrevivência ao sucesso da canção e aos seus efeitos posteriores no processo criativo do artista e nas expectativas criadas sobre ele. Sobrevivência à precocidade da fama e aos efeitos perversos que esta traz. Sobrevivência aos excessos das drogas e do sexo, especialmente num período em que a sida era ainda desconhecida. E, finalmente, a sua própria sobrevivência física a um acidente de mota, que quase o matou em 2004.

Esta presença da morte sente-se em vários níveis no percurso do inglês. Por isso, a sua transposição para as canções é apenas um efeito lógico do resto. Uma necessidade que sentiu desde muito cedo foi a de, de alguma forma, “matar” a sua imagem de artista mainstream. A primeira solução foram os Marc and The Mambas, um coletivo no qual podia dar livre expressão ao seu lado mais negro, arrojado e experimental, impossível de colocar em prática num ato pop global como eram os Soft Cell. O resultado foram dois álbuns quase inclassificáveis à época, Untitled (1982) e Torment and Toreros (1983).

Ao mesmo tempo, após quatro álbuns, Non-Stop Erotic Cabaret (1981), Non-Stop Ecstatic Dancing (1982), The Art of Falling Apart (1983) e This Last Night in Sodom (1984), os Soft Cell deram por encerrada a atividade. De forma amigável, refira-se.

O interesse de Marc Almond pela morte e o ocultismo crescia cada vez mais. E se isto já marcava presença no imaginário dos Marc and The Mambas, as suas colaborações com nomes como Lydia Lunch, Matt Johnson, Nick Cave, J. G. Thirlwell ou Psychic TV afastavam-no do conceito de artista pop de massas. O golpe final (e irónico) neste foi dado em 1985, quando, pela mão dos Coil, surgiu como o anjo negro da morte no teledisco de um Tainted Love descarnado até ao osso e transformado em metáfora sobre os primeiros e terríveis anos da sida.

Anjo ou demónio (como surge na capa do seu primeiro álbum a solo, Vermin In Ermine) era uma das questões que se colocaria a partir daí. Uma dicotomia que nunca se preocupou em esclarecer, mas ainda acentuou, ao ritmo a que as tatuagens cresciam na sua pele e os anéis e os colares com caveiras eram os acessórios mais adequados aos trajes quase sempre pretos.

Entretanto, assumiu o interesse em figuras como o fundador da Igreja Satânica Anton LaVey, o ocultista Aleister Crowley (participou numa versão de The Tango Lesson na companhia do grego OTHON, a partir de um texto de Crowley), o realizador de filmes experimentais Kenneth Anger (contribuiu com dois temas para um álbum de beneficência em seu favor) ou Boyd Rice (dos NON). Na sua autobiografia, editada em 1999, Almond descreve a iniciação que teve à Igreja Satânica, investido por Rice. “Na verdade, foi uma coisa bastante simples – nada de danças sem roupa, fogueiras ou sacrifícios com sangue. Não senti nada de muito diferente – bem, talvez me tenha sentido um pouco mais malvado.”

Com o fim dos Soft Cell, Almond conseguiu libertar-se de alguma da pressão de fazer sucesso atrás de sucesso a que estes obrigavam. Rodeou-se primeiro do coletivo The Willing Sinners, posteriormente transformado em La Magia, com Annie Hogan, ex-elemento dos The Mambas, a tornar-se a sua colaboradora mais próxima.

 

“As editoras são inconsequentes. No fim de contas, quem é que se interessa por elas? O que importa são os artistas, as editoras são apenas um meio de fazer chegar o nosso trabalho ao público.”

Marc Almond in Tainted Life — The Autobiography

 

O legado desta parceria foram os álbuns Vermin In Ermine (1984), Stories of Johnny (1985), Mother Fist and Her Five Daughters (1987) e The Stars We Are (1988). É nesta altura que começa a explorar outro tipo de referências, impossíveis de seguir no antigo grupo. O seu lado crooner maldito revelou-se por esta altura, assumindo a influência de Scott Walker, bem como da chanson francesa, do cabaret, da ópera e de alguma literatura homoerótica (o imaginário de Jean Genet é uma presença mais ou menos evidente em Mother Fist and Her Five Daughters, título retirado de um conto de Truman Capote).

De disco para disco, a sua música revelava uma cada vez maior paleta de referências e o seu desempenho ao vivo demonstrava crescente segurança, com a sua figura frágil a encher o palco. E, apesar do desgaste, até voltou a alcançar um êxito de vendas, com o single Something’s Gotten Hold of My Heart, versão de um tema da década de 1960 celebrizado por Gene Pitney e incluído em The Stars We Are. Este também ficou agradado com o resultado e participou numa outra gravação da canção, desta vez em dueto com o próprio Almond. O álbum inclui ainda Your Kisses Burn, um macabro dueto “amoroso” com Nico, que viria a ser o epitáfio musical da alemã, poucos meses antes de morrer.

O fascínio com a chanson francesa materializou-se finalmente em dois discos, gravados praticamente de seguida mas com edição separada por quatro anos. O primeiro, Jacques (1989), é uma homenagem a Brel e constituído apenas por versões deste, com letras traduzidas para inglês. Uma dupla homenagem, já que Scott Walker havia feito o mesmo duas décadas antes, mas com as canções espalhadas por vários álbuns de originais. Absinthe (1993) regressa a este universo, desta vez com versões de temas de Juliette Gréco, Léo Ferré, Barbara ou Charles Aznavour. Marcou também a primeira colaboração com o pianista Martin Watkins, também presente agora no Teatro Maria Matos, na altura descrito por Almond como “um rapaz talentoso, mas cheio de problemas que precisava de uma pausa musical.”

O intervalo entre os dois tomos gauleses foi uma altura complicada na vida de Marc Almond. Os problemas com o consumo de drogas agudizaram-se e a morte do avô ainda piorou mais o cenário. A juntar a isto, as pressões das editoras para que repetisse o sucesso dos Soft Cell ou, na pior das hipóteses, o de The Stars We Are. O resultado foram dois álbuns, Enchanted (1990) e Tenement Symphony (1991), sobre os quais o intérprete revelaria mais tarde ter tido pouco controlo no processo criativo. Ou, por outras palavras, praticamente limitou-se a cantar neles e as editoras fizeram aquilo que acharam comercialmente mais viável. Destes ficaram, apesar de tudo, alguns momentos inspirados e a primeira reunião com Dave Ball no pós-Soft Cell, em quatro temas de Tenement Symphony. Tentativa de cruzar no mesmo espaço europop, música clássica e Jacques Brel (novamente), este é, provavelmente, o mais excessivo em termos de arranjos dos seus discos, “cortesia” do famoso produtor Trevor Horn.

 

“Nos meus álbuns a solo, sou mais romântico e exploro mais o meu lado introspetivo. Nos Soft Cell, sou uma pessoa mais zangada, cínica e desiludida, e escrevo sobre coisas mais políticas.” *

 

A sua própria integridade artística encontrava-se em perigo. Em 1994, depois de uma primeira tentativa falhada de gravar aquilo que viria a ser Fantastic Star, foi internado para reabilitação. Durante esta, todos os seus fantasmas e ansiedades vieram ao de cima e viu-se obrigado a lutar não só contra eles como também contra a abstinência das drogas.

O álbum, o primeiro em que contou com a colaboração de Neal Whitmore (ex-guitarrista dos Sigue Sigue Sputnik e o terceiro elemento no palco do Teatro para este espetáculo), foi o reflexo de todas estas complicações, com um leque de convidados demasiado heterogéneo, que incluiu John Cale e David Johansen (dos New York Dolls). A sua autobiografia esclarece bem o estado a que as coisas tinham chegado: “Uma aventura desastrosa […] que demorou três anos a fazer, com cinco produtores, três A&R, duas editoras, incontáveis meses de gravações e regravações em cinco cidades de três países diferentes. […] Acabou por ser um acrimonioso exercício de auto-indulgência por parte de toda a gente que nele tomou parte (incluindo eu), com meio milhão de libras pelo cano abaixo e eu numa clínica de reabilitação. Quase significou o fim da minha carreira na indústria musical. […] A única coisa boa que ficou dali foi a minha relação de composição com o Neal.”

Fantastic Star marcou assim o ponto final do seu trabalho com as grandes editoras discográficas. O disco seguinte, Open All Night, demorou mais três anos, mais uma vez com problemas de editoras pelo meio. Ainda assim, o controlo artístico foi mantido e sucederam-se as críticas positivas. A música de Almond soava mais sóbria do que nos registos anteriores e até “atualizada”, com influências do então na voga trip-hop. A temática noturna dos temas remetia, de certa forma, para os primeiros tempos dos Soft Cell. A acrescentar a isto, Threat of Love, o dueto com Siouxsie Sioux, foi a oportunidade de trabalhar com alguém que considerava “um ídolo”.

A viragem do milénio revelou-se proveitosa. Um encontro com Dave Ball num café, em setembro de 1998, foi o ponto de partida para o regresso dos Soft Cell. Os dois chegaram à conclusão de que a velha chama ainda existia entre ambos e que fazia sentido concretizá-la em material novo e não apenas num assomo de revivalismo. Cruelty Without Beauty chegou no verão de 2002, para gáudio dos fãs. Seguiu-se uma digressão perante plateias em êxtase.

Nesta altura, o grupo era já uma influência para gerações de músicos mais novos. Bem evidente no caso do electroclash, que dominava boa parte das pistas de dança na época. O próprio Almond não escondia a sua admiração por ele. “Gosto da atitude, tem algo de punk e de teatral. Mas talvez lhe faltem grandes canções. E todos os movimentos musicais precisam de canções fortes”*, afirmou então.

Um ano antes do regresso do duo, Stranger Things continuou o seu percurso ascensional a solo. Álbum mais sóbrio e contido, fruto do papel como compositor de serviço e produtor dado ao islandês Jóhann Jóhannsson (que passou pelo Teatro Maria Matos em 2010), trouxe de volta cenários mais intimistas e até cinemáticos, sublinhando o registo mais torch singer de Almond.

Se a França marcou uma fase (ou boa parte) da carreira do cantor, a Rússia revelou-se um novo fascínio para ele na década de 2000. Mudou-se para Moscovo durante algum tempo e da experiência surgiram dois álbuns exclusivamente dedicados às canções locais. Heart On Snow (2003) foi inicialmente editado apenas no mercado local, mas conheceu depois lançamento mundial. Gravado com músicos, orquestras e coros russos, tratou-se de uma grande produção e uma experiência inédita para um artista pop ocidental.

O segundo volume, Orpheus In Exile – The Songs of Vadim Kozin (2009), foi dedicado apenas ao trabalho de um dos grandes tenores soviéticos da primeira metade do século XX. Vadim Kozin sofreu a perseguição e o exílio por parte do regime comunista, devido à sua alegada homossexualidade, nunca tendo sido reabilitado mesmo após o final da URSS. Hoje, é considerado um símbolo gay na Rússia.

 

“Sou um artista que sempre fez aquilo que quis. No sentido de correr riscos e de não optar pelas coisas mais comerciais. Acho que tenho uma boa integridade e credibilidade enquanto artista. Mas não sinto vergonha de fazer dinheiro através da música, pois é disso que vivo.” *

 

Em outubro de 2004, Marc Almond viu a morte mais perto do que nunca. Um acidente de mota colocou-o em coma durante duas semanas. A recuperação foi longa e ainda hoje as sequelas se fazem sentir no seu corpo. Ao longo de três anos foi forçado a reaprender praticamente tudo (incluindo a andar e cantar) e temeu-se que a sua carreira tivesse conhecido um fim abrupto.

Stardom Road (2007) foi o álbum da recuperação, um disco cheio de vida, provavelmente o mais positivo de toda a sua carreira. Praticamente constituído apenas por versões de temas que marcaram a sua vida (de Charles Aznavour a David Bowie, Frank Sinatra ou James Last) é essencialmente um disco de celebração. Da simples celebração de estar vivo e poder cantar, entenda-se. Antony Hegarty (que nunca escondeu a admiração e influência de Almond na sua música e um dos primeiros a apoiá-lo nesta fase complicada) foi um dos convidados, juntamente com Sarah Cracknell (dos Saint Etienne).

Varieté (2010) é o seu único disco de originais pós-acidente. Segundo o intérprete, pode mesmo ser o último neste formato. Tratou-se, de certa forma, de um regresso a influências do passado, nomeadamente a chanson francesa e o cabaret, com uma forte componente dramática. Os cúmplices Neal Whitmore e Martin Watkins desempenharam, mais uma vez, as funções de colaboradores mais próximos.

Outro regresso a temáticas já conhecidas foi Feasting with Panthers (2011), uma parceria com Michael Cashmore, um dos elementos dos Current 93, inicialmente pensada como apenas um EP, mas que se estendeu a um álbum. O ocultismo e o lado negro e trágico do amor foram recuperados para a atualidade a partir de poemas de autores “malditos”, como os do escritor macabro Eric Stenbock ou o homoerotismo segundo Jean Genet, Jean Cocteau, Paul Verlaine, Arthur Rimbaud ou Jeremy Reed. O fundo musical é mais acústico do que o habitual no cantor inglês, de forma a beneficiar as palavras em detrimento do lado performativo.

Após o Natal antecipado em Portugal, onde se estreia finalmente depois de uma hipótese de concerto que chegou a estar pensada para o Lux-Frágil há alguns anos, Marc Almond tem à sua espera um 2014 cheio de atividade.

Além do álbum a gravar com Tony Visconti e que já conheceu um single de amostra, o inglês tem um disco pronto a ser editado em fevereiro. Trata-se de uma colaboração com o compositor John Harle, intitulada The Tyburn Tree – Dark London, descrita como um ciclo de canções sobre os momentos mais sangrentos e os fantasmas de Londres, do mítico Jack, O Estripador ao mais recente Vampiro de Highgate ou os Homicídios de Ratcliff Highway. Nada de novo, portanto. Apenas um anjo negro a cantar sobre demónios.

 

“Fui acumulando a bagagem de uma Tainted Life, dispondo-me a amar todas as coisas ditas alternativas ― tatuagens, piercings, cortes de cabelo e cores mais extravagantes, menos ‘normais’ ― tudo numa infinita procura de individualidade, de uma identidade, de atenção. Tudo porque a pessoa que achamos que somos é alguém de quem não gostamos nada.”

Marc Almond in Tainted Life — The Autobiography

 

*citações retiradas de uma entrevista efetuada pelo autor do texto em 2002

 

Jorge Pinho

20 Dez 2013
Datas e Horários
sexta ↣ 22h
Preço
18€ / 9€
Menores de 30 anos 5€
Local
Sala Principal

Sinopse

O concerto de Marc Almond foi antecipado para o dia 20 dezembro, sexta-feira. Portadores de bilhetes devem contactar a Bilheteira do Teatro Maria Matos para proceder a trocas ou devoluções (bilheteira@arquivoteatromariamatos.pt | 218 438 801).

Num extremo está Tainted Love dos Soft Cell, há mais de trinta anos, no outro está uma carreira intocável de muitos discos e muitas provas em como Marc Almond é um dos grande intérpretes ingleses da sua geração. Ao longo de uma carreira tão longa quanto o êxito de Tainted Love, single milionário, muitos foram os momentos em que a sua música passou por canções de outros, homenageando autores que ajudaram a moldar a sua arte. Destacam-se Marc Bolan, de onde retirou o seu nome próprio, Scott Walker, Nico, Juliette Gréco ou, talvez o mais relevante, Jacques Brel. As canções, na sua voz e, sobretudo, interpretação dramática, ganham vida própria, como se fossem personagens de um film noir, encharcadas em melancolia, vivendo tragicamente no meio de tons nostálgicos. Na verdade, essas canções são muitas vezes peças da sua existência: Stardom Road, de 2007, foi declaramente um álbum biográfico, mas escrito com temas de Sinatra, Aznavour ou Bowie. Antes, em 2000, Heart On Snow documentaria a sua vivência em Moscovo, interpretando canções folk russas, algumas delas pela primeira vez em inglês, concretizando, talvez, o mais ambicioso projeto profissional da sua vida. Porém, talvez seja somente ao vivo que as canções tomam conta do seu corpo, do seu olhar, da sua voz, é em cima de um palco que as suas máscaras são colocadas e as palavras criam a dramaturgia, montando um cabaret único de cor sangue e tons negros.
Aceitando um desafio do Teatro Maria Matos, Marc Almond estreia-se em Portugal com um concerto original e exclusivo, refazendo as suas memórias natalícias num espetáculo intimista que subverterá as convenções da quadra, pegando em clássicos do advento e do seu próprio songbook. Esta vai ser a verdadeira noite feliz.

 

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Material Gráfico Cartaz Marc Almond 20 Dez 2013

Ficha Artística

voz: 
Marc Almond

guitarra: 
Neal Whitmore

piano: 
Martin Watkins

imagem:
Mike Owen

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