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Las Ideas Federico León Informações sobre o Evento
27 → 28 Mai 2016
Datas e Horários
sexta e sábado ↣ 21h30
Preço
6€ a 12€
Menores 30 anos: 5€
Duração
60 min
Classificação
M/12
Local
Sala Principal com bancada
Teatro

Las Ideas
Federico León

Bio

Bio

Federico León
Nasceu em Buenos Aires em 1975. É autor, encenador, cineasta e ator. Desde muito jovem, com o seu primeiro espetáculo 1,500 metros sobre el nivel de Jack, que é considerado “o mais radical” dos artistas da cena independente portenha. Escreve, encena e realiza peças e filmes ao mesmo tempo que desenvolve uma atividade constante de experimentação em workshops de formação e pesquisa que anima em Buenos Aires e no estrangeiro. As suas peças foram apresentadas em teatros e festivais na Alemanha, França, Holanda, Áustria, Itália, Dinamarca, Escócia, Canadá, Bélgica, Espanha, Estados Unidos, Brasil e Austrália.

Folha de Sala

Folha de Sala

[Excerto de entrevista realizada para o Théâtre de la Bastille]

 

Qual é a génese deste espetáculo?

Las Ideas surgiu de um incidente. Um dia acordei e o meu computador estava todo partido no chão. Perdi todos os meus dados: guiões, histórias, a peça que estava a escrever na altura. Não tinha qualquer backup… Mandei-o para reparação, mas não conseguiram recuperar nada. Então tentei lembrar-me e reconstituir tudo aquilo que tinha perdido, o que foi obviamente impossível. Então surgiu a ideia de fazer uma peça com alguém cujo computador morre e que vê nesse incidente um ponto de partida para uma nova ideia. Mais além do que procuramos ou do que queremos, há sempre aquilo que acontece: todos aqueles fatores que acontecem, que não podemos controlar nem prever. Se aceitarmos esses “incidentes”, então podemos olhar para eles como propostas permanentes que a realidade nos faz.

 

Porquê esse título?

É literal: à volta de uma mesa de pingue-pongue, um artista e um colaborador estão em troca permanente de ideias e teorias. A peça mostra projetos em fases diferentes do processo de criação; desenvolve ideias para obras futuras; ideias que se implantam e integram no momento presente, mas também as outras que abandonamos ou que arrastamos para o lixo do computador, que é ele próprio um personagem à parte na peça. Ele é uma espécie de consciência do artista. É através dele que vemos como o artista ordena e desordena, pesquisa, associa determinadas coisas e elimina outras. O espetador é convidado a seguir todo esse processo a partir de dentro e em tempo real: como surgem as ideias e que mecanismos se acionam para as colocar em prática.

 

O teu trabalho ganha forma construindo uma ficção a partir de elementos documentais, e nesta peça isso acontece mais do que nunca porque é o próprio processo criativo que está na base da encenação. Porquê essa vontade de te colocares face ao abismo?

Quando estou a ensaiar, o que me interessa é concentrar-me no processo, na maneira de construir a peça: que decisões tomar, porquê escolher um caminho e não outro, etc. Acredito que toda a obra acaba sempre por mostrar a forma como é elaborada; há uma espécie de marca de fabrico. Todas as versões estão presentes e condensadas na versão final de uma obra.

Normalmente, o público vê apenas uma parte de um processo muito amplo. Em Las Ideas, pelo contrário, mostramos o processo; é como se a peça apresentasse dois anos de trabalho em apenas uma hora. Queria mostrar esse lado que normalmente permanece na intimidade daqueles que constroem as peças: os atores, os encenadores, os técnicos, os músicos, os técnicos de luz, os assistentes…

Acho que cada obra reflete este meu modelo, as minhas necessidades presentes. Desta vez, é uma espécie de autorretrato. É um trabalho de auto-observação, como o que faço em vários workshops de teatro, centrado na forma como cada um funciona dentro do processo criativo, segundo as suas próprias dinâmicas. É como tirar um retrato que coloca em cena os preconceitos, os valores, os modelos, os limites e as possibilidades, as preocupações: o que um gosta de interpretar e o que o outro não gosta, o que temos por hábito mostrar e o que jamais mostraríamos, o que pensamos controlar e o que preferimos não expor. É nessa direção que trabalho em Las Ideas.

27 → 28 Mai 2016
Datas e Horários
sexta e sábado ↣ 21h30
Preço
6€ a 12€
Menores 30 anos: 5€
Duração
60 min
Classificação
M/12
Local
Sala Principal com bancada

Sinopse

Autor, encenador, ator e cineasta argentino, Federico León é uma figura emblemática da cena artística independente de Buenos Aires. Las Ideas, a sua última criação, assemelha-se a um work in progress: sentado na sua mesa de trabalho (uma mesa de pingue-pongue), o artista agarra as diferentes ideias que fervilham na sua cabeça, analisa-as, confronta-as com outras ideias, submete-as a um colaborador, pergunta-se a si próprio como estas poderiam ser postas em prática e, pouco a pouco, começa a dar forma a novos trabalhos. O artista cria, hesita, corrige, navega na internet, edita sequências de vídeo, mistura imagens e som, edita textos e pesquisa nos arquivos da sua memória e do seu disco duro. Somos convidados a mergulhar na sua intimidade, despida e exposta a todos num ecrã. Em Las Ideas, Federico León caminha numa corda bamba entre a ficção e a realidade, trazendo para palco os efeitos vertiginosos do processo criativo.

 

Ficha Artística

dramaturgia e encenação:
Federico León

intérpretes:
Julián Tello e Federico León

cenografia:
Ariel Vaccaro

luz:
Alejandro Le Roux

música:
Diego Vainer

coordenação técnica:
Matias Iaccarino

figurinos:
Paola Delgado

assistentes de produção:
Rodrigo Pérez e Rocío Gómez Cantero

fotografia:
Ignacio Iasparra

design:
Alejandro Ros

projeção vídeo:
Paula Coton e Agustín Genoud

desenvolvimento de projeto:
Ligne Directe/Judith Martin

câmara:
Guillermo Nieto

direção artística:
Mariela Rípodas

som:
Diego Vainer

montagem:
Andrés Pepe Estrada

pós-produção:
Alejandro Soler

assistente:
Malana Juanatey

casting:
Maria Laura Berch

coprodução:
Kunsten Festival des Arts, Festival d’Autome à Paris/Théâtre de la Bastille, Iberescena, FIBA – Festival Internacional de Buenos Aires, El Cultural San Martín, Fundación Teatro a mil, La Bâtie – Festival de Genève e La Villette – Résidences d’Artistes 2014

crédito fotográfico:
Ignacio Iasparra e Bea Borgers

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