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June Tabor, Iain Ballamy & Huw Warren Quercus Informações sobre o Evento
25 Set 2013
Datas e Horários
quarta ↣ 22h00
Preço
18€ / 9€
Menores de 30 anos 5€
Local
Sala Principal
Música

June Tabor, Iain Ballamy & Huw Warren
Quercus

Bios

Bios

June Tabor

Nasceu em Warwick, bem no centro de Inglaterra, estudou na Universidade de Oxford, e os seus primeiros trabalhos foram numa livraria e num restaurante. Mas a canção sempre esteve presente, sobretudo aquelas que tinham palavras que valiam tanto quanto a música. Talvez seja por isso que June Tabor é conhecida por mergulhar bem dentro da alma, com um empenho que sentimos falta noutros intérpretes. Ao longo dos últimos 40 anos, Tabor procurou inspiração na tradição ― Airs and Graces (1976) ―, na modernidade minimal ― A Cut Above (1980), Aqaba (1988) ―, na riqueza e diversidade ― Angel Tiger (1992), Aleyn (1997) ―, e no confronto com a orquestra ― Rosa Mundi (2001). Em 2003, Echo Of Hooves, foi particularmente bem recebido pela crítica, dando-lhe o prémio de cantora do ano nos BBC Folk Awards. Nessa altura, deixou-se filmar para as BBC4 Sessions, no seguimento de duas aparições no programa televisivo Later With Jools Holland. Em 2005, editou Always ― um álbum quádruplo com a retrospetiva do seu trabalho ― e At The Wood’s Heart, 2005. Em 2006, June Tabor e Huw Warren, pianista que a acompanhou durante grande parte da sua carreira, tiveram a oportunidade de trabalhar sozinhos com Iain Ballamy, de quem eram admiradores desde o álbum anterior, formando este trio que hoje se apresenta no Teatro Maria Matos. Trabalharam como colaboradores, sem hierarquias, tentando ir ao núcleo emocional de cada canção, compondo arranjos que fossem iluminadores da voz negra de June. A primeira parte de Come Away Death, por exemplo, baseada num texto de Shakespeare, dá-nos Iain Ballamy em uníssono com June, saxofone e voz, interligadas como duas aves esvoaçantes em espiral. “Um dos meus objetivos”, diz Ballamy, “foi fazer apenas um som com a voz de June. Controlar as notas e o volume preciso. Quando temos música afinada e em comunhão, o momento torna-se muito poderoso. Como objetivo, isto é bem mais interessante que fazer um solo muito inteligente.”

O resto das canções é comum a grande parte do trabalho de June, não fugindo muito das grandes questões da vida: morte, guerra e traição são grande temas, mas também amor, fidelidade e comunhão. Toda a precisão de câmara das performances do trio ficou registada no álbum na ECM, gravado ao vivo na digressão britânica de 2006. Tal como Ballamy relembra, “o piano era excelente, a acústica na sala era boa, e ninguém tossiu”. As fitas foram trabalhadas em Oslo, em 2012, por Jan Erik Kongshaug e Manfred Eicher, o patrão da editora de Munique, sempre com a supervisão de Ballamy e Warren.

 

Iain Ballamy

Saxofonista e compositor de Food, um dos projetos mais especiais e experimentais do catálogo da ECM, Iain Ballamy partilha-o com o percussionista Thomas Strønen, depois dos também fundadores Arve Henriksen e Mats Eilertsen se terem afastado do coletivo. Como duo, gravaram os dois últimos álbuns com as participações de convidados como Fennesz, Nils Petter Molvær ou Eivind Aarset. Ballamy também lidera o quarteto Anorak com Gareth Williams, Steve Watts e Martin France. Em 30 anos de carreira, são inúmeras as suas ligações musicais: Hermeto Pascoal, Django Bates, Gil Evans ou Carla Bley são alguns dos artistas com quem trabalhou. É ainda consultor pedagógico na Royal Academy of Music e na Royal Welsh College of Music And Drama, em Cardiff.

 

Huw Warren

Com uma carreira de 25 anos como pianista, Huw Warren tem-se destacado no modo como tem cruzado o jazz, a música contemporânea e as músicas do mundo, dominando a improvisação, melodia e ritmo com particular mestria. Os seus projetos mais conhecidos são Hermeto+, onde relê a música de Hermeto Pascoal com Martin France e Peter Herbert e 100s Of Things A Boy Can Make, com o violinista Mark Feldman. Mantém uma longa relação profissional com June Tabor, sendo o seu pianista de eleição e participando em quase todos os seus discos. Escreve música para ensembles e orquestras, para dança e instalações. É atualmente artista em residência no Brecon Jazz e tem assento no departamento de jaza do Royal Welsh College of Music And Drama, em Cardiff.

Folha de Sala

Folha de Sala

“A cantora folk June Tabor tem sido um prodígio da folk britânica desde os anos 60, e o seu pianista de eleição há muitos anos, Huw Warren, e o saxofonista Iain Ballamy apenas evidenciam a sua clareza, quietude e som profundo embora frágil. Os três já tinham estado juntos em 2005 no álbum At The Wood’s Heart, e esta música de beleza aterradora foi gravada em digressão no ano seguinte, ao vivo, embora o som seja tão límpido como uma sessão de estúdio. (…) Ninguém toca uma única nota a mais, nem ninguém expressa uma falsa emoção. É um tributo único ao poder da canção.”

in The Guardian

 

“Um trio improvável, poderão pensar, mas a combinação prova ser mágica. Criam juntos um novo e subtil idioma, com as palavras de Shakespeare, Burns e Hosuman, uma canção de 1940 por Harry Warren e Mack Gordon, canções folk inglesas e uma melodia de John Dowland a reaparecerem sob uma nova luz.

Gravado ao vivo (perante uma audiência contida, onde ninguém tossiu), este é um dos mais surpreendentes e belos trabalhos que ouvi desde há muito tempo.”

in The Observer

 

Gravado ao vivo ― mas, pela “sonoridade ECM”, nunca de tal se suspeitaria ― durante uma série de concertos em 2006, triunfa gloriosamente em terreno afim daquele (Some Other Time, 1989) onde, abordando os standards do cancioneiro americano, pela única vez, Tabor havia falhado: os quatro tradicionais são exercícios de pura levitação ― e As I Roved Out e Brigg Fair (esta a capella) elevam-se ainda mais alto do que isso ―, os textos de Robert Burns, Shakespeare, A. E. Housman, com música de Warren/Ballamy, bem como todos os restantes, descobrem o norte polar do equilíbrio perfeito entre o impressionismo jazz “modernista” e a imponderável gravitas do canto de June Tabor (o uníssono de voz e saxofone, em Come Away Death, rampa de lançamento para um lírico sobrevoo de Ballamy e Warren, impossibilita qualquer hipótese de desconcentração), algo como um milagre que permite que a liberdade de improvisação e o rigor quase solene da abordagem de palavras e melodias não apenas coexistam como pareçam ter-se, desde sempre, desejado.”

João Lisboa, in Expresso

25 Set 2013
Datas e Horários
quarta ↣ 22h00
Preço
18€ / 9€
Menores de 30 anos 5€
Local
Sala Principal

Sinopse

Em 2004, durante as gravações de At The Wood’s Heart, June Tabor conheceu o saxofonista Iain Ballamy, juntando-o a um grupo que incluía Huw Warren, pianista e diretor musical da cantora há mais de 25 anos. Destas sessões e da incansável busca de novos contextos para as suas canções, Tabor e os dois músicos e compositores congeminaram uma bissetriz perfeita entre o legado histórico da folk e uma arquitetura de jazz de câmara. No final da digressão do trio em 2006, uma milagrosa gravação do último concerto ― Ballamy diz que, só por sorte, ninguém tossiu nesse noite ―, deixou planos para uma edição  que amadureceria até ser produzida pelas mãos certas.  Acabaria por ser Manfred Eicher e a sua ECM a acolherem e trabalharem as gravações, cativados pela gestão eloquente do silêncio e encanto outonal da sua música ― virtudes transversais nos mais de 40 anos da editora de Munique. Embora seja raro encontrar um disco seu longe da excelência ― a sua última década tem sido verdadeiramente notável, com uma constante procura em redefinir uma certa modernidade da folk ―, June Tabor encontra em Ballamy e Warren a cumplicidade perfeita para, sem abalar nenhum dos fundamentos da tradição, elevar a sua lírica e voz sublimes a um patamar de rara emotividade musical. E se Tabor é o vértice que tudo faz acontecer, é impensável retirar mérito aos dois instrumentistas pelo audaz acompanhamento, entre o rigor do recital clássico e a liberdade da improvisação.

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Material Gráfico Cartaz Quercus 25 Set 2013

Ficha Artística

voz 
June Tabor

saxofone soprano e tenor 
Iain Ballamy

piano 
Huw Warren

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