Teatro
Rabih Mroué
Bio
Bio
Rabih Mroué nasceu em 1967 em Beirute. É actor, encenador e dramaturgo. Em 1990 começou a introduzir nas suas peças, performances e vídeos. Continuamente à procura de novas e contemporâneas relações entre os diferentes elementos e linguagens da forma teatral, Mroué questiona as definições do teatro e da relação entre o espaço e a forma da performance e, consequentemente, questiona como o intérprete se relaciona com a audiência. As suas obras tratam as questões que foram colocadas debaixo da mesa do actual clima político do Líbano. Ele chama a atenção para o contexto mais amplo, político e económico, através de um semi-documentário teatral… Algumas das suas criações são “How Nancy wished that everything was an April Fool’s Joke” with Fadi Toufiq, “Make me stop smoking”, “Looking for a missing employee”, “Three Posters” with Elias Khoury, “Extension 19”, “look into the light…”, “Who’s afraid of representation?”.
Datas e Horários
sexta 9 sábado 10 Outubro 21h30
Preço
12€ / <30 anos 5€
Local
Sala Principal com bancada
Informação Adicional
Espectáculo em árabe, legendado em português
Documentos
Sinopse
Durante a longa guerra civil de Líbano, as paredes de Beirute costumavam estar cobertas de cartazes dos mártires de guerra. No período pós-guerra, a propaganda foi perdendo visibilidade, mas após o ataque israelita no Verão de 2006, os retratos dos guerreiros e líderes políticos mortos voltaram a surgir com renovada intensidade, olhando os transeuntes como se recusassem sair da vida quotidiana da cidade. How Nancy Wished that Everything Was an April Fool’s Joke do dramaturgo, director e actor libanês Rabih Mroué aborda o turbulento tema da memória e da história oficial da guerra civil do Líbano. Em Beirute, os reinos dos vivos e dos mortos misturam-se. Bashir Gemayel, Kamal Jumblatt, Rafik Hariri, Imam al Sadr e todos os outros heróis assassinados não morreram, porque cada comunidade mantém-nos vivos. Não haverá maneira de induzir os beirutis a deixarem os seus mortos descansar em paz, longe das paredes e das praças da cidade? Rabih Mroué coloca em cena quatro combatentes, que lutam e morrem… só para voltar à vida, implacáveis como personagens de jogos de vídeo.