Pablo Fidalgo Lareo
Europa Improvável
Bios
Pablo Fidalgo Lareo (Vigo, 1984) é escritor, criador teatral e comissário independente. Publicou os livros de poemas La educación física (2010), La retirada (Prémio Injuve 2012) e Mis padres: Romeo y Julieta (2013). Os meus pais: Romeu e Julieta será publicado em português pela Averno. Uma antologia da sua obra foi publicada na Argentina com o título Contra mí vivíamos mejor (2014). Apresentou o seu trabalho em Espanha, Portugal, Itália, Polónia, Brasil, Argentina, Chile e Uruguai. Criou recentemente a peça teatral O estado salvaxe (2013) e participou no projecto PANOS (2015). Dirige o projeto MARCO Escena em Vigo e é director artístico do Festival Escenas do Cambio em Santiago de Compostela. Vive em Lisboa desde 2013.
Cláudio da Silva (Huambo, 1974) tem trabalhado em teatro, dança, cinema, performance, escrita e artes plásticas. Criou os seus próprios projectos e trabalhou com, entre outros, Artistas Unidos, Teatro Praga, Teatro Experimental do Porto, Miguel Loureiro, Teatro da Garagem, Emmanuel Demarcy-Mota, Inês de Medeiros, Manuel Wiborg, Solveig Njorlund, Jorge Cramez, Jeanne Waltz, João Botelho, João Fiadeiro, João Samões, John Romão, Madalena Vitorino, Miguel Pereira, Ana Borralho & João Galante, Nuno Cardoso, Rita Natálio, Rui Catalão e António Pires. Apresentou espectáculos em Portugal, Inglaterra, França, Itália, Canadá e Espanha. Recebeu o prémio Autores SPA/RTP para o melhor actor de cinema em 2011. Recentemente colaborou com a revista ESTE CORPO QUE ME OCUPA das edições Buala, com o artigo Meio mundo em mim (Óscar B.) e criou Cláudio da Silva apresenta Poeta Armando no Teatro do Bairro.
Sinopse
“A mi querido hermano Manolo, con la añoranza de los años y la distancia”.
Esta dedicatória num manual de origami intitulado Papirozoo que Pablo Fidalgo Lareo encontra numa estante em sua casa é o início de Habrás de ir a la guerra que empieza hoy. O início de um processo de reconstrução da história da sua família e de Espanha. O início de um encontro com a figura fascinante do seu tio-avô Giordano Lareo: preso durante a guerra civil, exilado depois de escapar in extremis à execução, e também professor, tradutor, tesoureiro da República em exílio, representante da Nestlé na Patagónia, inventor de um sofá-cama, e autor do primeiro manual de origami em Argentina. Nesta peça, que é ao mesmo tempo um encontro e a última dança, damos vida a Giordano Lareo. Argentina, a terra do exílio, converte-se assim no lugar onde nos preparamos para a guerra, onde pomos a salvo as ideias, onde educamos o olhar para uma paisagem infinita que nos acompanhará até o final.


