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Hauschka & Hildur Guđnadóttir Informações sobre o Evento
26 Fev 2015
Datas e Horários
quinta ↣ 22h
Preço
7€ a 14€
Menores 30 anos: 5€
Classificação
M/6
Local
Sala Principal com bancada
Música

Hauschka & Hildur Guđnadóttir

Folha de Sala

Folha de Sala

O concerto desta noite começa, na verdade, em 2010. AEm 4 de maio desse ano, Hildur Guðnadóttir visitou a nossa sala para apresentar Without Sinking, deixando a nossa plateia hipnotizada com a melancolia instrumental de um dos melhores discos da primeira década deste novo século. A 22 de outubro, celebrando o aniversário do Teatro Maria Matos, Hauschka — ou Volker Bertelmann — estreou em palco Foreign Landscapes, a primeira obra em que o piano deixava de ser o instrumento central das suas composições e um ensemble de onze elementos compunha a estrutura das novas músicas. Em setembro do ano seguinte, a pequena editora Sonic Pieces, de Berlim, surpreende-nos com Pan Tone, um álbum que junta Volker e Hildur numa colaboração inesperada e que nos deixou a desejar voltar a ter a sua presença, agora em duo. Pan Tone era, afinal, a gravação de um concerto único que acontecera a 26 de fevereiro de 2010, integrado no Bubbly Blue and Green Festival, em Londres — quatro dias de música no King’s Place imersos no tema da água, entre naufrágios, oceanos, ondas ou rios. Sem grande preparação, Volker e Hildur entregaram-se de improviso a uma viagem oceânica orientada pelos seus instintos, registando a aventura, rica em cores e tons. Pan Tone não era uma viagem com um destino previamente determinado, mas foi essa procura do acaso que mostrava o quanto Volker e Hildur se entendiam musicalmente.
O regresso de ambos ao nosso Teatro não podia repetir Pan Tone, mas queremos, passados 5 anos, voltar a ouvir como o piano ultrapreparado de Hauschka e o violoncelo de Hildur podem criar mundos sonoros em conjunto, ajudados e inspirados pela música que entretanto têm composto. Abandoned Cities de Hauschka e Saman de Hildur Guðnadóttir foram dois celebrados regressos aos álbuns, em 2014, com muitos elogios da imprensa, e, também por isso, quisemos que nos mostrassem as novidades. Sobre Abandoned City, o alemão explicou à Pitchfork, novamente, o seu método de trabalho: “O piano preparado é um processo que implica pegar num som do instrumento e juntar um objeto — pode ser metálico ou feltro ou plástico — na corda do piano ou entre o martelo e a corda para criar um novo tom sobre a nota que se toca. Ao usar o piano preparado, uso todos os seus elementos, o que me dá uma liberdade de criar música moderna, quase eletrónica, sem ter a eletrónica como fonte sonora. Em Abandoned City, usei apenas delays com um pouco de distorção para processar o som — tudo o que se ouve foi tocado num piano.”
Hildur também revolucionou o seu instrumento: conhecemo-la como uma violoncelista que manipula de modo exemplar os loops, criando toda a partitura das suas composições em camadas subtis. No entanto, há uns anos, sentido a limitação tímbrica e a fragilidade sonora e física do seu violoncelo, criou Ómar, um híbrido de 6 cordas, com pickups e filtros incorporados, que parece fazer a ponte entre o violoncelo e a viola da gamba. Uma revolução técnica e musical que — e Hildur já o confessou várias vezes — significa o início de um projeto de vida. Talvez seja por isso que a sua voz também tenha voltado à sua música: como conta à Pitchfork, “Cantar sempre fez parte de toda a minha vida, mas o que fiz nos primeiros dois discos foi esconder as partes vocais: estão lá para adensar a teia do violoncelo. Agora as vozes estão ao mesmo nível do meu instrumento. Pelo modo como o Ómar está construído, ele é a minha espinha dorsal, porque está mesmo agarrado a mim. E quando se está a tocá-lo, estamos a abraçá-lo, portanto, temos a sua ressonância no nosso corpo, há uma conexão entre nós.”

26 Fev 2015
Datas e Horários
quinta ↣ 22h
Preço
7€ a 14€
Menores 30 anos: 5€
Classificação
M/6
Local
Sala Principal com bancada

Sinopse

Hauschka e Hildur Guđnadóttir deram-nos duas das bonitas memórias que temos de 2010: o pianista alemão estreou para nosso deleite, no nosso 41.º aniversário, com um ensemble de 11músicos, o seu álbum Foreign Landscapes; e a violoncelista islandesa encantou-nos com o seu lindíssimo e inultrapassável Without Sinking. Passado pouco tempo, os dois encontrar-se-iam para Pan Tone, um fantástico projeto a dois, inesperado o suficiente para nos alimentar o desejo de ter os dois músicos de volta à nossa sala. Eis chegado esse momento, sublinhado agora pela urgência de ouvirmos também os seus novos e recentes trabalhos: Hauschka com Abandoned City e Hildurcom Saman. Ambos os álbuns deixam-nos espantados pela contínua exploração dos seus instrumentos, como se fossem máquinas de fazer todas as músicas possíveis: o piano preparado ou o violoncelo em loop fazem-nos duvidar constantemente dos nossos sentidos. Mas não é só a destreza técnica que nos deslumbra: as novas composições criam universos com vida própria, cheios de diversidade e encantamento, como se viajássemos pelo mundo (com Abandoned City) e no tempo (com Saman). Primeiro a solo e depois em duo: três concertos num só ou uma oportunidade três vezes imperdível.

 

https://vimeo.com/56334122

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Material Gráfico Cartaz Hauschka + Hildur Gudnadóttir 26 Fev 2015

Ficha Artística

piano, piano preparado e eletrónica:
Hauschka

violoncelo e eletrónica:
Hildur Guđnadóttir

fotografia Hildur Guđnadóttir:
Antje Taiga Jandrig

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