Sinopse
Inserido no 41.º Aniversário do Teatro Maria Matos
Esta noite é também especial por recebermos Foreign landscapes de Hauschka, exactamente na semana de lançamento desta nova obra, porventura a mais ambiciosa até à data. Conhecido sobretudo pelos seus intimistas concertos a solo, esta composição coloca oficialmente Volker Bertelmann como um dos mais originais orquestradores contemporâneos, numa linha moderna que terá paralelo com Nico Muhly, Max Richter ou Keith Kenniff. A comparação fará sentido porque o músico alemão também não se deixa circundar pelas fórmulas do academismo, preferindo passear pelas suas influências musicais sem nunca as deixar de as incorporar nas suas partituras. E este ciclo pode começar em Cowell ou Cage, pelo modo como tem desenvolvido com sucesso a sua própria linguagem em piano preparado, mas, quer historicamente como musicalmente, é a Erik Satie que algumas das suas mais fortes inspirações parecem nascer. Foreign landscapes é uma circunferência de harmonias e canduras irresistíveis, onde pequenos detalhes incaracterísticos a estes arranjos dançam em torno de uma pulsão de câmara pastoral quase cinematográfica. Se para a obra em disco foi a Magik Magik Orchestra de São Francisco que completou a companhia, em Lisboa vamos ter uma original ensemble de 11 elementos feito à medida para este concerto.