Teatro
Ben Hamidou e Sam Touzani
Bios
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Ben Hamidou
Há mais de 15 anos que Ben Hamidou dedica a sua vida ao teatro. Escreveu e interpretou o seu one man show em vários teatros e festivais na Bélgica : KVS, Atelier Ste-Anne, Espace Senghor, Palais des Beaux-Arts e Full Moon. Com Claude Semal e Charlie Degotte participou na La Revue du Théâtre le Café. Enquanto actor entrou em várias peças, nomeadamente “Quartier refuge” – Brocoli Théâtre, “Ahmed le subtil” de Alain Badiou no Théâtre de la Place em Liège, “La Fiancée de l’eau” de Tahar ben Jelloun, “Sur la Plage” e “Antigone pela Compagnie des Nouveaux Disparus, “OQT” de François Clarainval no KVS, “Maroxelleries” a one-man-show no Centre Culturel des Riches Claires, “Ahmed philosophe” de Alain Badiou no Théâtre des Martyrs e “Le diner de cons” de Francis Weber no Centre Culturel d’Uccle. Juntamente com Nacer Nafti, Sam Touzani e Gennaro Pitisci, escreveu “Gembloux – a la recherche de l’armée oubliée”, peça sobre a participação de soldados marroquinos na II Guerra Mundial.
Em televisão trabalhou com Roger Hanin no telefilme “Un héros ambigu” de Josée Dayan e ainda com Fellag no telefilme “Les Barons”.
Ben Hamidou encontra-se neste momento a preparar o seu próximo trabalho “Solo”.
Sam Touzani
Actor, encenador, coreógrafo e autor, Sam Touzani nasceu no seio de uma família berber com 7 filhos. Desde tenra idade que se refugiou nos livros, no teatro, na dança e nas artes marciais. Todo o seu trabalho artístico promove o cruzamento de culturas.
No seu “One Human Show”, Touzani descreve a sua vida e as suas raízes com humor e troça. Enquanto actor participou em várias peças do Brocoli Théâtre, no festival Octobre-oktober de Dito-Dito, no Bruxelles Bravo, no Festival Internacional du Rire, entre outros. Baseado no romance explosivo de Y.B., criou “Allah Superstar”, Théâtre de Poche, Bruxelles. Com Ben Hamidou, Gennaro Pitisci e Nacer Nafti escreveu “Gembloux – a la recherche de l’armée oublieé”, peça que interpreta juntamente com Ben Hamidou. Em colaboração com Bernard Breuse, criou e interpretou “Liberte, égalité, sexualité”.
Assinou e dirigiu espectáculos de Dieudonné Kabongo (1996), Richard Ruben (desde 1999) e Dahlia Pessemier Benamar 2009.
Trabalha frequentemente em televisão.
Datas e Horários
terça 13 Outubro 21h30
Preço
Entrada livre (sujeita à lotação da sala), mediante levantamento de bilhete no dia do espectáculo, a partir de 18h30
Local
Sala Principal com bancada
Informação Adicional
Espectáculo integrado na Semana Cultural Belga
Espectáculo em francês, legendado em português
Documentos
Sinopse
“No momento em que comemoramos 40 anos de imigração marroquina, debates sobre o uso do véu, o direito ao voto dos imigrantes, o medo dos ‘estrangeiros’, corredores de segurança e a estigmatização dos bairros sociais, dois palhaços generosos fazem mais para a integração das culturas do que todos os despachos e todos os manifestos cheios de boas intenções”
Sophie Creuz, L’Echo, Bruxelas
“Nunca a Bélgica e a França esquecerão os heróis que lutaram e deram a vida pela pátria e pela liberdade”, disse o Presidente da Câmara Municipal de Gembloux, no sul da Bélgica, em 1940. Mas ninguém se recordava dos 2000 marroquinos e africanos que lutaram no exército francês no início da Segunda Guerra Mundial, até Ben Hamidou e Sam Touzani descobrirem a história quase por acaso. Intrigados por uma história contada por um velho marroquino numa casa de chá de Bruxelas, os dois actores belgas de origem marroquina decidiram investigar o recrutamento, muitas vezes forçado, de soldados provenientes dos territórios coloniais.
Através da vida de Moktar, vindo das montanhas do norte de Marrocos, Gembloux conta uma parte esquecida da História Europeia, com rigor, mas também com muito humor.