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Fim de Semana Especial Masayoshi Fujita & Jan Jelinek, Radian, Fennesz, Brandlmayr & Dafeldecker, Ben Frost Informações sobre o Evento
03 → 04 Dez 2010
Datas e Horários
sexta e sábado 22h
Preço
15€ / <30 anos 7,50€ | Preço especial 2 dias 22€ / <30 anos 11€
Classificação
M/6
Local
Sala Principal
Música

Fim de Semana Especial
Masayoshi Fujita & Jan Jelinek, Radian, Fennesz, Brandlmayr & Dafeldecker, Ben Frost

03 → 04 Dez 2010
Datas e Horários
sexta e sábado 22h
Preço
15€ / <30 anos 7,50€ | Preço especial 2 dias 22€ / <30 anos 11€
Classificação
M/6
Local
Sala Principal

Sinopse

sexta 3 Dezembro

Masayoshi Fujita & Jan Jelinek (Japão/Alemanha)

Esta  segunda  aparição  de  Jan  Jelinek  no  Teatro Maria Matos  em  2010 significa simplesmente o quão importante é para nós comungarmos a sua música. Depois da lição condensada do poderio biblíco de Groupshow em Fevereiro, houve tempo para concretizar uma nova etapa na sua carreira e provar uma  vez mais  a sua generosidade sem limites ao estabelecer nova união perfeita, agora com o japonês Masayoshi Fujita. Se quisermos simplificar, há aqui uma nova hipótese de jazz; se quisermos tornar tudo mais  interessante,  explique-se que electrônica e  acústica  se  entrelaçam numa suspensão sonora abençoada pelo silêncio. Elogios nos resultados, claro, ao mestre Jelinek, que continua a entender o seu ambientalismo no modo mais rico e perpétuo possível; e a Fujita que, depois de um auto-explicativo álbum entitulado Rebuilding Vibes, aparece na cena europeia como um dos mais promissores talentos num instrumento modiicado à sua medida. E à nossa.

vibrafone Masayoshi Fujita
electrônica Jan Jelinek

Radian (Áustria)

Tenha sido um golpe de sorte do tamanho do Danúbio ou um desígnio misterioso de alguêm superior, o ano de 1996 testemunhou um decisivo acontecimento em Viena quando três jovens músicos apropriaram-se dos ventos quentes da electrônica que assolavam a capital austríaca para se dedicarem ao rock na sua forma mais interessante de então. Seja ainda classificado de electrônica ou algo já distante ou aparentado com o pós-rock, a música que nasceu do trio é um híbrido revolucionário que resiste com bravura em todos os cinco magnificos discos que os Radian perilham nos 15 anos de actividade. Contudo, o golpe  fatal é dado em palco, ao vivo, quando nos apercebemos da conquista do groove ou do caminho que percorrem através dos silêncios pela mão de Martin Brandlmayr, um baterista fora de comum que merece toda a vassalagem sempre que o virem em actuação.

bateria, sampler, sequenciador Martin Brandlmayr
guitarra, computador, sintetizadores Stefan Németh
baixo John Norman

Apresentação em Lisboa apoiada pela Embaixada da Áustria

sábado 4 Dezembro

Fennesz, Brandlmayr & Dafeldecker (Áustria)

Tem  sido  interessante observar que promessas vingaram desse generoso contingente de músicos, editoras e projectos que Viena distribuiu durante os últimos 15 anos. O tempo tem essa faculdade filtrante inquestionável, e por  isso  é que  estes  três nomes  são  inderrubáveis para quem acredita que a música está sempre a renovar-se e a precisar de porta-estandartes. Fennesz  é  dos  três,  o  que  ostenta  maior  fama  na  comunidade,  por tudo  aquilo que  fez pela  computer music  – Hotel  paral.lel  e,  sobretudo, Endless  summer  serão  sempre o  seu convite vitalício para o  red carpet da electrónica. Werner Dafeldecker  tornou-se peça  central na nova música europeia, colocando o seu contrabaixo a dialogar com grande parte dos improvisadores actuais. Martin Brandlmayr é um génio absoluto da bateria, conseguindo deslumbrar pela sua técnica invejável e pelo seu domínio da tecnologia, com os quais constrói um léxico rico, próprio e único, e retira do seu instrumento impossíveis estruturas de sons e ritmos. Com uma cumplicidade construída lentamente ao longo dos últimos cinco anos, dificilmente esperaremos em palco menos que a soma exacta das suas altas qualidades individuais.

guitarra, computador Fennesz
contrabaixo, efeitos Werner Dafeldecker
bateria, sampler, sequenciador Martin Brandlmayr

Apresentação em Lisboa apoiada pela Embaixada da Áustria

 

Ben Frost (Austrália)

Theory  of  machines,  a  imponente  obra  de  2007  de  Ben  Frost,  ficou injustamente na penumbra depois da edição de By the throat em 2009. Passavam  poucas  semanas  após  o  lançamento  deste  álbum  quando recebemos nesta sala a Whale watching tour, com Frost em companhia dos seus amigos e colegas da Bedroom Community a desvendarem diante de nós, numa magnífica polifonia, partes de By the throat. Um ano depois, ainda  em  paixão  com  esta  obra-prima,  quisemos  desafiá-lo  a  expor  a reconstrução desse seu portento, com Shazad Ismaily e Borgar Magnason a enriquecerem e a ampliicarem ao  limite a conhecida parede de som que Frost irá catapultar nesta escura e intensa noite polar de Dezembro. E  o  nosso  encontro  não  poderia  estar  a  acontecer  em melhor  altura, com o australiano a viver um autêntico annus mirabilis – para além de começar em breve um ano de acompanhamento e colaboração com Brian Eno, no âmbito de uma bolsa cultural da Rolex, Ben Frost juntará ao seu currículo várias novas obras: Solaris (peça inspirada pela obra homónima de Tarkovsky e escrita com Daniel Bjarnason), World  of darkness  (jogo para computador) e FAR (coreografia de Wayne McGregor).

computador, guitarra, piano Ben Frost
contrabaixo Borgar Magnason

AVISO: Devido às perturbações no espaço aéreo europeu, o concerto de Ben Frost foi cancelado. Pelo facto, a que somos totalmente alheios, pedimos as nossas desculpas.

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