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Fim de Semana Especial Informações sobre o Evento
04 → 05 Fev 2011
Datas e Horários
22h
Preço
15€ / <30 anos 7,50€
Preço especial 2 dias 22€ / <30 anos 11€
Local
Sala Principal com bancada
Música

Fim de Semana Especial

04 → 05 Fev 2011
Datas e Horários
22h
Preço
15€ / <30 anos 7,50€
Preço especial 2 dias 22€ / <30 anos 11€
Local
Sala Principal com bancada

Sinopse

O objectivo das edições Fim-de-semana Especial é, tão somente, provocar no público uma subliminar teia de ligações entre géneros, músicos, temas, etc., mais ou menos expectáveis. Nesta segunda ocasião, reunimos quatro músicos fundamentais, com um claro ponto de união: o piano. Para muitos o mais completo e complexo instrumento musical, o piano goza de alguma controvérsia que a própria organologia não consegue apaziguar: para uns deveria estar agrupado nas cordas, outros defendem-no como um ilustre representante das percussões. Até o seu nome é alvo de algumas questões importantes, já que “piano” é uma simplificação demasiado grosseira da evolução do seu nome original. Questões de lado, o piano é mesmo uma máquina deslumbrante e que nas mãos certas nos faz acreditar que não precisamos de mais nenhum instrumento ao seu lado. Com essa convicção, recebemos quatro pianistas extraordinários que nos mostrarão quanto o piano de cada um poderá ser apenas seu e de mais ninguém. Quatro nomes essenciais com quatro linguagens únicas e intransmissíveis. Da improvisação livre e libertária do Schlippenbach à interpretação aveludada da contemporaneidade de Tilbury, a pop brilhantemente simulada de O’Halloran e Poppy.

4 fevereiro

John Tilbury
Desde os anos 60 que John Tilbury se tornou numa das maiores referências na interpretação de música do século XX, sendo ainda considerado o melhor porta‑voz para o repertório de Morton Feldman e Cornelius Cardew. Depois de algumas colaborações ocasionais, acabou definitivamente por fazer parte dos AMM a partir do início dos anos 80, depois da morte de Cardew. Tem-se dedicado à interpretação magistral de obras de Cage, Wolff, Riley, Phillips, Nono, Takahashi, entre muitos outros. Em 2003, interpreta e grava cinco peças (escritas entre 1996 e 2000) de Vítor Rua para piano solo, mostrando movimentos e subtilezas emocionantes. Tilbury’s Private Joke, a sexta e última peça para o conjunto What Time Is It?, escrita em 2010, é estreada ao vivo nesta noite.

 

Dustin O’Halloran
Devics foi o duo pop que Dustin O’Halloran alimentou com Sara Lov desde os seus tempos de universidade. Mas, deixando a ironia triunfar por uma vez, o sucesso apenas se mostrou verdadeiramente pelo lado menos óbvio, no momento em que o pianista e compositor decide editar Piano Solos, em 2005, chamando a atenção de Sofia Coppola – que lhe pediu originais para o seu Marie Antoinette –, entre outros realizadores de cinema e publicidade. Do lado mais conservador recebeu elogios à emotividade de “um novo Debussy”; do lado mais informal ouviu louvores de imprensa que, habitualmente, não se dedica a discos de recorte clássico. Mais do que percorrer ambos os caminhos, Dustin O’Halloran acaba por trilhar um percurso único e singular.

 

5 fevereiro

Alexander von Schlippenbach
Nome cimeiro do jazz, Schlippenbach é ainda hoje recordado como um dos fundadores da Globe Unity Orchestra, um dos projectos que melhor espelha o percurso da improvisação europeia a partir de meados dos anos 60, quando outras linguagens de composição contemporânea começam a desafiar e a contagiar o jazz continental. Com a orquestra, e em muitas outras formações, Schlippenbach partilhou criatividade e inspiração com quase todos os nomes primordiais da free music e é na actualidade peça-chave para percebermos por onde pode evoluir o jazz moderno. As recentes peças a solo, bem como em companhia de Evan Parker ou Eddie Prevost, provam que a sua curiosidade musical continua por saciar.

Andrew Poppy
Crescer com a música de Beethoven, ensaiar numa típica banda rock de garagem ou organizar na faculdade sessões do In C fomentam em qualquer compositor qualificado um irrequieto currículo durante toda a vida. É por causa disto tudo – e decerto mais alguns eventos especiais nos últimos 35 anos – que Andrew Poppy consegue evitar cristalizações e estar permanentemente a desafiar metodologias e linguagens, não sendo estranho encontrá-lo na pop, a dirigir orquestras, a liderar dezenas de comissões para dança, teatro e TV, e em muitos discos que tentam sempre descobrir novos mundos através de novos olhares. Actualmente, Poppy volta à simplicidade do piano para redescobrir novos pontos de partida para as suas composições.

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