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Linhas de Newton Aldara Bizarro Informações sobre o Evento
15 → 16 Nov 2014
Datas e Horários
Sábado 16h30 / Domingo 11h e 16h30
Preço
criança: 3€ / adulto: 7€
Duração
60 min
Classificação
A classificar pela CCE
Local
Sala de Ensaios
Crianças & Jovens · Famílias

11+ anos

Linhas de Newton
Aldara Bizarro

Bios

Bios

Aldara Bizarro nasceu em 1965 em Moçambique. Estudou dança desde 1979, em Lisboa, Nova Iorque e Berlim.
Como intérprete, trabalhou com Rui Horta, Paulo Ribeiro, Francisco Camacho, Joana Providência, Paula Massano, Madalena Victorino e integrou o grupo de coreógrafos portugueses presentes na Europália 91 em Klapstuck, na Bélgica.
Com “Me, Myself and Influências”, a sua primeira criação coreográfica, foi premiada no IV Workshop Coreográfico de Lisboa (1990) e, desde então, tem dirigido e interpretado os seus trabalhos: “As Marias e os Papelinhos” (Europália 91 – Festival de Klapstuck / Bélgica), “I’m a man” (Maratona para a Dança, 1992),  “Tríptico Flagelo”  (Culturgest – O que pode um corpo, 1994),  “Love Series  not talking about perfection”  (Centro Cultural de Belém, 1995),  “Love Series ritual de amor e morte”  (Acarte/Teatro da Comuna, 1998),  “O Encaramelado, uma dança brincadeira”  (Centro Cultural de Belém, 1998),  “Bruxarias reality check” (Festival Mergulho no Futuro- Expo’98), “A Vingança Serve-se em Prato Frio” (Teatro Taborda, 2000), “O Poço” (Festival Percursos Centro Cultural de Belém, Coimbra Capital Nacional de Cultura, 2003), LOVE SERIES “The Room” (Centro Cultural de Belém, 2003), Valentim e Valentina (Centro Cultural de Belém, 2005), Uma Bailarina…(Centro Cultural de Belém/CPA, 2006), A Preguiça Ataca ? (Centro Cultural de Belém/CPA, 2007), Personagens de Água (Comédias do Minho, 2009) e Hanare (CCVF/Culturgest/Teatro Aveirense), num trabalho conjunto com Francisco Camacho.
Em 2005 colaborou com Fernanda Fragateiro no projecto “Caixa para guardar o vazio” estreado em Outubro, do mesmo ano, no Teatro Viriato, que viria a ser reposto em 2009 em Itália no âmbito do festival “Piccola Europa”.
Em 1999, em associação com Rui Nunes, fundou a Jangada, estrutura subsidiada pelo Ministério da Cultura. Juntos conceberam o Festival W.A.Y., que contou com três edições bienais entre 2000 e 2006.
Em 2007 iniciou o “Projecto Respira”, criação de um espectáculo de dança com 3 turmas de 6ºano de 3 escolas de diversos pontos do país, num trabalho articulado com as diversas comunidades locais.
Em 2010 criou “A Casa”, com base em entrevistas realizadas num conjunto de entrevistas recolhidas e filmadas em vídeo, com a população das localidades de apresentação do espectáculo.
Tem igualmente desenvolvido uma actividade formativa intensa, colaborando regularmente com a Fundação Calouste Gulbenkian e a Escola Superior de Dança.
Folha de Sala

Folha de Sala

Aldara Bizarro respondeu-nos a algumas perguntas para sabermos mais sobre Linhas de Newton.

 

Há linhas finas, grossas, linhas de contorno, linhas imaginárias, linhas que definem uma estrutura e ainda há várias outras linhas… Quais são as linhas de Newton?

São as linhas do movimento. As linhas das forças e das massas.

Que linhas vais usar no teu espetáculo?

Uso as linhas da ação, as linhas do conhecimento e as linhas da imaginação. Uso também as linhas particulares da dança e as linhas paradoxais da vida.

 

Neste caso, vais fazer um desenho ou uma coreografia? 

Vou fazer um desenho que é uma coreografia e uma coreografia que é um desenho.

 

Com que material?
O desenho é feito com giz. É um material orgânico que na sala de ensaios parece pedir para ser utilizado como extensão do corpo da Yola Pinto, a bailarina que dança e desenha em cena.  É também um material transformável, que se multiplica quando se quebra, e as suas cores fazem contraste com o espaço negro que tenciono criar no teatro. Fica também muito bem com os outros elementos que procurei criar no espaço, como a luz de Cláudia Valente e o cenário do David Bernardino. Desta vez, quebrei a austeridade com que desenvolvo os meus projetos. Apeteceu-me criar para a sala do teatro, usando luz e recorrendo à teia. Senti também a necessidade de utilizar pequenos mecanismos que se movem. As forças, os vetores do movimento, das geometrias do corpo e do espaço.

Achas que dançar também pode ser desenhar ou escrever?

Dançar é escrever no espaço. Pode-se escrever um desenho claro com contornos definidos ou desenhos difusos, com contornos mutáveis. Eu navego permanentemente entre os dois.

 

E o que é que o corpo desenha?

O corpo pode desenhar o que se quiser. Nesta peça optei por desenhar pensamentos sobre esta escrita do corpo. Optei também por desenhar alguns estudos da Geometria e das pessoas que os pensaram. Gosto de criar para o público jovem, e gosto de lhes falar do conhecimento e também da realidade. Gosto de me exercitar na criação da poética da realidade para pessoas mais jovens mas sinto que os adultos não devem ficar de fora deste exercício. Eu procuro desenhar o intrincado que resulta do convívio da dança com o desenho, com os pensamentos, com a realidade, com o afeto, com a natureza…

 

 

Vê o que alguns autores já escreveram sobre a linha:

 

“Perante um obstáculo, a linha mais curta entre dois pontos pode ser a curva.”

Bertolt Brecht

 

“A linha é o percurso de um ponto cuja única dimensão é o comprimento.”

Leonardo da Vinci

 

“A linha é um ponto a dar um passeio.”

Paul Klee

15 → 16 Nov 2014
Datas e Horários
Sábado 16h30 / Domingo 11h e 16h30
Preço
criança: 3€ / adulto: 7€
Duração
60 min
Classificação
A classificar pela CCE
Local
Sala de Ensaios

Sinopse

Em Linhas de Newton, a dança explica-se através da geometria e da física. Transformando o palco num plano geométrico, uma bailarina inventa novas perspetivas do espaço com linhas, pontos e intersecções.“Quando eu era bailarina, nos ensaios, sentia-me literalmente a cortar o espaço com o corpo e com os braços, e o calor que o movimento fazia batia-me na cara. Associava o virtuosismo do movimento à forma. Para me orientar no espaço, dividia o palco em hemisférios. Uma “pernada” (na técnica de capoeira a que recorria para me manter fisicamente preparada) era metade de uma circunferência; várias “pernadas” deslocadas no espaço faziam montanhas. Se o meu corpo estivesse de certa forma inclinado, se o meu estado interpretativo estivesse afinado, em total sintonia com o meu desejo, a montanha era mais alta, e fazia uma curva que fazia música e que me dava um prazer enorme e uma sensação de poder.”

Ficha Artística

conceção, direção e coreografia:
Aldara Bizarro

interpretação e cocriação:
Yola Pinto

apoio na área do desenho e realização do cenário:
David Bernardino

consultadoria e apoio na área da Filosofia:
Dina Mendonça

entrevistas:
Margarida Bettencourt, Leonor Keil e Luísa Taveira

composição musical:
Fernando Mota

desenho de luz:
Francisco Tavares Teles

vídeo:
Catarina Santos

produção executiva:
Joana de Melo Jorge

coprodução:
Temps D’Images, Teatro Viriato e Centro Cultural Vila Flor

produção:
Jangada

apoio para residência artística:
O Espaço do Tempo

parceria:
Liga dos Combatentes

agradecimentos:
Paula Reis, Margarida Bettencourt, Leonor Keil e Luísa Taveira, Brompton Portugal, Leds & Chips

Jangada é uma estrutura financiada por Governo de Portugal — Secretaria de Estado da Cultura/Direção-Geral das Artes

imagens:
David Bernardino

 

apresentação no âmbito da rede 5 sentidos

 

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