Aldara Bizarro
Sinopse
Estar num local do globo terrestre é uma situação factual, mas o efeito que isso provoca em nós é muito subjetivo. A nossa identidade é uma amálgama do que herdámos e exerdámos e está em permanente mudança. Portugal faz por caber na Europa, tentando e esbracejando a todo o custo manter-se à tona. E se, tal como Saramago em Jangada de Pedra nos sugere, nos pudéssemos afastar com um pedaço de terra e nos deslocássemos para outros pontos do globo cujo convívio já fez mais sentido na nossa existência? Neste espetáculo, uma bailarina começa por confessar “não saber nada” de história, mas logo depois vai ajudando um pequeno país a ganhar forma. Viajando por um mappa mundi numa jornada que se estende ao longo de mais de 1200 anos até aos dias de hoje, refletimos sobre a constituição das identidades em diálogo com a realidade política, cultural e económica mundiais.
Dedico esta peça à minha mãe Manuela Bizarro (1941-2012) em reconhecimento do amor e da educação que me deu.