É P’ra Meninos
Sinopse
Podíamos dizer que 2010 terminou em grande, com a edição de B Fachada É P’ra Meninos, mas basta passar os olhos pela longa lista de feitos do jovem cantautor nos últimos tempos para percebermos que o ano encerrou com a mesma energia e hiperactividade que tem demonstrado desde 2007. O ritmo com que tem composto e lançado discos é alucinante, mas em nenhuma altura adulterou a sua progressão e maturidade artística, criando uma expectativa que nunca foi defraudada, consolidando o seu estatuto com salas esgotadas e convites mediáticos ao alcance de poucos.
Eis que 2011 é a vez de B Fachada e dos mais pequenos. Um álbum conceptual, inspirado pela infância, onde se recuperam ideias, mitos, histórias de todos nós, sem a moralidade que seria expectável encontrar numa obra deste tipo. É esta intenção que importa sublinhar, e, nesse sentido, este disco acaba por ser, realmente, para todas as idades, identificando-se tanto com o universo infantil, como com as memórias dos, agora, adultos. Da sopa contra qual se luta ingloriamente à expectativa da chegada de um novo irmão, da angústia do primeiro dia de aulas à emoção do namorico de Verão, tudo é cantado com uma impressionante sensibilidade e inteligência neste retrato do início das nossas vidas.
B Fachada É P’ra Meninos estreia-se finalmente ao vivo com convidados surpresa, em duas versões especialmente concebidas para a nossa sala. À tarde, crianças e músicos sobem juntos ao palco, com adereços e brinquedos, e aproveitam a proximidade para criarem e partilharem cumplicidades. À noite, as histórias ganham outra vida e diversos elementos cenográficos tomarão conta do palco, reforçando o conceito de um trabalho que, depois de ganhar o pódio em 2010, conquistou um lugar no cancioneiro contemporâneo português.