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aoarlivre 2009 Informações sobre o Evento
06 Jun 2009
Datas e Horários
15h00 às 19h00
Preço
entrada livre
Local
Jardim das Estacas
Crianças & Jovens · Famílias

aoarlivre 2009

06 Jun 2009
Datas e Horários
15h00 às 19h00
Preço
entrada livre
Local
Jardim das Estacas

Sinopse

No Bairro das Estacas, mesmo na frente oeste do Teatro Maria Matos há um jardim, está protegido entre edifícios modernistas que dão história ao quarteirão. Pegámos nas bagagens e mesmo antes de ir de férias, fomos para o ar livre que é onde a cidade acontece e se festeja. Toda a gente sabe que as histórias são para serem contadas à sombra das árvores, enquanto nos espreguiçamos na relva a imaginar formas para as personagens de que ouvimos falar. Vamos criar animais improváveis que entram pelas fábulas dentro e depois fogem para o jardim onde as ores se inventam e se fazem hortas portáteis de levar para casa. Vamos comer desenhos e passear pelo jardim onde acontecem espectáculos mais ou menos musicais, que contam histórias de sonhos de criança e outras onde as personagens procuram o seu lugar na própria história. Tirar numa fotogra a família, que a nal, é aquela que nós mais quisermos e depois sim… ir de férias descansado.

O Bairro das Estacas
Da autoria de Formosinho Sanchez e Rui d’Athouguia. O projecto do bairro das estacas e dos seus jardins é de 1950. Recebeu vários prémios nacionais e internacionais e foi considerado, na altura, como a primeira construção que aplicava de uma forma coerente a Carta de Atenas. A Carta de Atenas é o manifesto urbanístico resultante do IV Congresso Internacional de Arquitectura Moderna (CIAM), realizado em Atenas em 1933. Trata da chamada Cidade Funcional e prega a separação das áreas residenciais, de lazer e de trabalho, propondo, no lugar da densidade das cidades tradicionais, uma cidade-jardim, na qual os edifícios se localizam em áreas verdes pouco densas.

Para a realização deste projecto, os arquitectos introduziram algumas alterações locais no Plano de Urbanização da Alvalade propondo um conjunto de quatro blocos dispostos em paralelo, assentes em “pilotis” com espaços verdes entre si. Estabeleceram deste modo uma separação entre os espaços para os automóveis e os espaços para peões. Cada habitação tinha amplas varandas que davam para espaços verdes, recebendo o sol de nascente a poente. Reinava o imperativo ético da habitação universal, sobretudo depois do congresso dos arquitectos portugueses em 1948, de forte oposição ao regime fascista nacional. O Bairro das Estacas é considerado uma distinta experimentação urbana, paisagística e tipológica.

Circolando Charanga
Espectáculo poético e visual, Charanga parte de dois objectos simbólicos, a bicicleta e a fanfarra. Parte das entranhas da terra para desejar os elementos ali ausentes: luz, ar, viagem… Procura a solidão, a nostalgia dos mineiros… e inventa para eles um sonho de criança. Um sonho de fuga e evasão em círculos de um carrossel. Um sonho que se conta com música. A música de uma pequena larmónica de sopros. O espaço de sonho tem a forma de um círculo. Um círculo de terra com uma enigmática peça de ferro ao centro. Antes, houve uma vida dentro da terra fria e longas viagens por estradas sem m. Histórias de um antes de ali chegarem que o que abre o espectáculo transpõe para a tela.

Construção de origamis
Vamos construir origamis de várias formas e feitios com papéis coloridos. Decorar a casinha do jardim e convidar os nossos vizinhos das casas do lado a participarem connosco. monitores Rute Ribeiro e Susana Esteves Pinto

Desenhos para levar a passear
Inventar desenhos e pintar, fazer recortes e colagens em formatos pequeninos para depois levar estas criações a passear em crachás que podemos colocar nos sítios mais bonitos. monitor Daniel Pires

Flores inventadas
Onde já vivem plantas e árvores vamos plantar ores recicláveis para colorir o nosso jardim. São ores inventadas que vivem durante todo o ano onde nós quisermos. Flores feitas com as nossas mãos com tintas e com materiais recicláveis. monitor Ana Teresa Magalhães

Casas com história por dentro
Do buraquinho do seu ninho, um pássaro raro que habita o jardim convida-nos a partilhar histórias através das paredes da sua casa. É possível um pássaro encher uma casa de histórias? Como seria a sua casa? A partir da construção de casas e de casas de pássaros, vamos imaginar as histórias das suas vidas. monitores Patrícia Maya e Viviana Henriques

Fotografias familiares
Há famílias de vários feitios. Famílias grandes e famílias pequeninas, famílias de amigos, de conhecidos, de loiros, de morenos… Vamos usar pinturas e adereços para podermos fotografar a família que quisermos, mais ou menos inventada, mais ou menos improvável. monitor António Rebolo

Histórias a muitas mãos
Nas paredes dos prédios à volta do jardim vamos começar a escrever uma história. Será uma história escrita a muitas mãos. Cada mão com um bocadinho de história a acrescentar à anterior. Será uma história feita por todos e publicada por nós no website do teatro.

Histórias para ouvir e ver
Há histórias de que gostamos muito. Há histórias que parecem ser nossas. Nesta tarde, convidamos todas as crianças a trazer as suas histórias preferidas. Vamos lê-las para ti e para todos. contadores Catarina Requeijo e Cláudia Gaiolas

Joana Providência
Histórias suspensas

Jardim das estacas 16h00 e 18h00

As histórias fazem parte da identidade cultural de qualquer ser humano. Existem personagens que alimentam a nossa imaginação e nos ajudam a construir um imaginário colectivo. Criando o efémero e construindo o maravilhoso de um mundo fantástico, onde tudo se torna possível. Todos nós já ouvimos a história da Branca de Neve… todos nós já a contamos … e quem conta um conto… é um contador de histórias! Imaginámos três contadores, que simultaneamente saltam para dentro da história, agindo e reagindo através de voos, voltas e reviravoltas onde os desvios nos levam a outras pequenas histórias…

Que contas à sombra?
De que são feitas as sombras? É possível tocar-lhes, agarrá-las ou oferecê-las a alguém? E que histórias nos contam? E nós? Sentimo-nos diferentes à sombra? Vamos descobrir onde se escondem as sombras do jardim, desenhá-las com giz no chão e em folhas de papel. Coleccioná-las em pedaços, dar-lhes cores e transformá-las em histórias com novas sombras! Traz um chapéu! monitores Patricia Maya e Viviana Henriques


Animais improváveis
Tendo como referência os animais e monstros mitológicos, vamos inventar animais improváveis, usando técnicas de colagem e uma boa dose de imaginação. Para retribuir a amabilidade do jardim, vamos povoá-lo com os animais criados, pendurando os desenhos nas árvores, escondendo-os nos arbustos, colocando-os na relva, sentando-os nos bancos. monitores Catarina Requeijo e Maria João

Hortas portáteis
Criar pequenas plantações com sementes de frutos, legumes e outras plantas cheirosas. Inventar vasos e criar hortas que podemos transportar para onde quisermos. Aprender a receita de plantar, tratar e colher e depois, quem sabe, comer. monitor Ana Teresa Magalhães

Desenhos de se comer
Fazer brincadeiras e criações com uma pasta que é doce. Inventar desenhos deliciosos que se levam ao forno e são de se comer. Experimentar tudo isto num jardim AOARLIVRE. monitores Joana da Cruz Chocalhinho e Gonçalo Ladeira


Banda fanfarra
15h00, 16h30 e 17h30
Uma banda improvável feita de sopros e de metais vai conversar com os visitantes do jardim pedir festas e mimos e em troca fazer pequenas serenatas improvisadas.


O Colhe Histórias
Dos 10 aos 13 anos
Uma personagem habita o Jardim das estacas por um dia. Tem como objectivo conhecer e recolher histórias de todos os jovens que visitam o jardim neste dia. Para isso, oferece uma história passada naquele bairro, pedindo aos ouvintes, em troca, uma história sua, verdadeira. monitores Aldara Bizarro e João Pinto co-produção Jangada de Pedra e Teatro Maria Matos

 

 

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