Crianças & Jovens · Escolas
A partir do 2ºano
Miguel Fragata
Datas e Horários
semana 10h00
Preço
2€
Duração
2h
Local
Sala de Ensaios
Sinopse
Dia das Mentiras
Tenho uma pena que escreve
Aquilo que eu sempre sinta.
Se é mentira, escreve leve.
Se é verdade, não tem tinta.
Fernando Pessoa
Fernando Pessoa definia-se como “um drama em gente” e inventou outras gentes para viverem o seu drama: os heterónimos. Quando um escritor cria um heterónimo, ele inventa um outro nome para assinar as coisas que escreve e, às vezes, também uma vida para esse nome. Quando tinha seis anos, Pessoa criou o Chevalier de Pas, aos catorze, o Dr. Pancrácio e toda a redacção do Jornal O Palrador, até ao Barão de Teive, o seu último heterónimo. Será um caso de múltipla personalidade, criatividade em excesso ou de imaginação delirante? Serão estas pessoas inventadas heterónimos, personagens como no teatro, ou amigos imaginários? Fernando Pessoa criou um Bilhete de Identidade para cada uma das suas pessoas, com datas de nascimento, alturas, profissões, vontades, assinaturas… Nesta oficina vamos inventar os nossos próprios heterónimos, dando-lhes uma identidade e pondo-os a assinar textos pela sua própria mão. Mas, ao contrário dos de Pessoa a quem faltava a fotografia, com os nossos heterónimos vamos passar do papel à acção e dar-lhes corpo, porque afinal, se na literatura se inventam pessoas, é no teatro que elas ganham vida. Será que quando inventamos pessoas passamos a ser essas pessoas que inventamos? Terá Pessoa inventado os heterónimos, ou terão os heterónimos inventado Pessoa? Dia Triunfal, um filme de Rita Nunes que vamos ver projectado como no cinema, vai-nos ajudar a responder a estas perguntas.