Filipe Caldeira
Folha de Sala
Neste espetáculo ficas a conhecer a história de Caco, nome pelo qual o Filipe Caldeira, encenador e intérprete deste projeto, é conhecido entre os amigos. Também se chama Caco a um pedaço de uma coisa partida e há ainda meninos que chamam Caco a um macaco.
Há muitas pessoas que têm pequenos nomes pelos quais são carinhosamente tratados. Talvez também tu tenhas um. Será que tens? Ou talvez os teus pais, primos ou amigos tenham.
Já alguma vez inventaste um pequeno nome pelo qual gostavas de ser tratado?
A Isabel Minhós Martins que segundo sabemos não tem nenhum nome com menos letras pelo qual é tratada ouviu as histórias que o Caco lhe contou sobre quando era pequeno e escreveu para ele o texto deste espetáculo.
Nesta história há um menino que gosta muito de brincar na rua.
E tu? Costumas brincar na rua?
Diz-nos o que mais gostas de fazer.
Escolhe as aventuras que mais gostarias de encontrar:
(Põe uma cruzinha junto às tuas coisas preferidas)
__ Ouvir o burburinho da rua
__ Observar quem passa
__ Jogar às escondidas
__ Passear o cão
__ Jogar ao macaquinho do chinês
__ Desenhar casas, caminhos e caracóis (com giz)
__ Jogar aos polícias e ladrões
__ Brincar com pedras e paus
__ Saltar nas poças de água
__ Andar de bicicleta
__ Gritar (alto, altíssimo!)
__ Observar o voo de uma borboleta rara
__ Tocar às campainhas (ai!)
__ Encontrar um amigo inesperado
__ Correr até transpirar
__ Trepar às árvores
__ Não dar pelo tempo passar
__ Fazer um esconderijo
__ Andar de baloiço
__Organizar uma expedição
__Fazer explorações
__Desenhar um mapa
No texto do espetáculo a cabeça do Caco faz perguntas aos seus pés. E eles respondem:
Cabeça: “Que chão é este?”
Pés: “Pedra”
Cabeça: “Está quente ou frio?”
Pés: “Quente!”
Cabeça: “Pica?”
Pés: “Ah, pois pica (…) não querias que picasse?”
E tu já brincaste a este jogo dos pés exploradores?
Descalça os sapatos e meias. Agora estás com os pés livres, já sentiste o chão que está debaixo deles?
É liso? Rugoso? Fofo? Ou áspero? Magoa? Faz coceguinhas?
Tenta fazer o desenho do chão que mais gostas e pede a um adulto para escrever o que sentiste.
adulto: 7€
Menores de 18 anos 3€
Sinopse
Este espetáculo é um retrato-memória da infância escrito a quatro mãos (duas mãos que não param quietas; outras duas que as acompanham e observam), em que há espaço para o medo, o risco, a rua, um cão que ladra (e talvez morda) e um avô à janela capaz de nos proteger pelo canto do olho. Depois da estreia em 2015, Caco (Filipe Caldeira) regressa com a história do seu avô Elísio, preparada especialmente para este espetáculo com Isabel Minhós Martins.
“Caco, porque é que estás a trepar?”, perguntava o meu avô Elísio.
“Porque me chamo Caco, Caco, Caco…”, dizia eu a imitar o eco.
O meu nome atirado contra uma montanha partir-se-ia em mil bocados. Quero dizer, em cacos. Talvez não seja o nome mais respeitável do mundo. Um nome que é um pedaço de uma coisa partida. Mas é o meu.



