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Barafunda Marta Bernardes e Afonso Cruz Informações sobre o Evento
25 → 28 Mar 2014
Datas e Horários
Semana: 10h
Preço
criança: 3€ / adulto: 7€
Duração
30 min
Classificação
M/3
Local
Sala de Ensaios
Crianças & Jovens · Escolas encomenda mm - Pré-escolar

Barafunda
Marta Bernardes e Afonso Cruz

Folha de Sala

Folha de Sala

Fizemos algumas perguntas à Marta Bernardes para ficarmos a saber mais sobre este espetáculo.

 

SUSANA MENEZES: O que é uma barafunda?

MARTA BERNARDES: Uma barafunda é uma espécie de festa das coisas: quando as vemos espelhadas e desarrumadas, a ocupar mais espaço do que o normal. É uma confusão, mas brincar e dançar com as coisas cria sempre um bocadinho de desordem, não é? É como um céu estrelado.

 

SUSANA: Porque é que fizeste um espetáculo que se chama Barafunda?

MARTA: Porque acho muito importante olhar com atenção a vida das coisas: perceber como elas vão de um sítio para o outro, como acontece que num momento estão num lado e no outro momento já estão noutro lado diferente. E também porque gosto muito de aprender a arrumar as coisas e saber como as outras pessoas arrumam. A forma como cada um arruma o seu quarto é uma forma muito linda de conhecer essa pessoa.

 

SUSANA: Os teus pais diziam que eras desarrumada? 

MARTA: Um bocadinho. Mas eu ficava muito espantada, porque não me lembrava de ter feito esforço nenhum para desarrumar. Ficava curiosa: como é que aconteceu as coisas desarrumarem-se? Arrumar dá tanto trabalho e, depois, desarrumar parece que acontece sem nós nos apercebermos. Mas aos bocadinhos fui-me tornando muito arrumadinha, e aprendi a gostar de encontrar o cantinho preferido dos meus lápis, das minhas camisolas, dos meus brinquedos.

 

SUSANA: Obrigavam-te a arrumar o quarto?

MARTA: Obrigavam, claro. E as primeiras vezes até me ajudavam que eu não sabia muito bem escolher o sítio para as minhas coisas. Mas depois foi fácil aprender e já nem precisavam de me dizer para arrumar o quarto que eu sozinha, quando achava que era festa a mais, que já não encontrava os meus livros e isso me chateava, arrumava tudo muito arrumadinho, para poder encontrar tudo o que queria sem ter de procurar. É muito bom ter tudo arrumado, encontramos tudo à primeira!

 

 

 

Todas as músicas do espetáculo foram inventadas pela Marta e pelo Nuno.

Nós gostamos muito desta!

 

Afinal é fácil arrumar
é só pôr

cada coisa em seu lugar

Procurar

para cada forma

o seu par

não tem nada que enganar.

Triângulos com triângulos

Fácil

Círculos com círculos,
Fácil

Quadrado com quadrados

Fácil

formas de que não conheço o nome

e não faz mal
desde que estejam
com uma forma igual

Afinal não é difícil arrumar
é só pôr
cada coisa em seu lugar

encontrar os parecidos e juntar

cada coisa com o seu par

cada coisa com o seu igual
e também as que não sei
o nome e não faz mal
Triângulos com triângulos
Fácil
Círculos com círculos,
Fácil
Quadrado com quadrados
Fácil

já está arrumado não está?

 

“As coisas nunca estão todas arrumadas nem todas desarrumadas. Elas vão dançando e mexendo-se e nós ao olhar para elas com atenção… Vamos ajudando-as a encontrar o lugar de que elas gostam.

Ari: As coisas dançam e nós dançamos com elas nem que seja a vê-las dançar. Dançamos com os olhos? Que coisa tão difícil!

Nave: Não é difícil. É simples como ver as estrelas e dar-lhes um nome. Acredita!”

 

 

Já pensaste que há várias formas de arrumar? Assim como há várias formas de pensar. E como somos todos diferentes arrumamos e desarrumamos de forma diferente.

E tu, como é que arrumas o teu quarto? Juntas os super-heróis com as bonecas pequeninas? E os legos com os lápis de cor? Porquê?

 

Queres arrumar estas formas que andam por aqui espalhadas? Podes pintá-las, recortá-las e colá-las numa outra folha mais grossa, fazer conjuntos ou organizá-las como mais gostares.

25 → 28 Mar 2014
Datas e Horários
Semana: 10h
Preço
criança: 3€ / adulto: 7€
Duração
30 min
Classificação
M/3
Local
Sala de Ensaios

Sinopse

Mas porque é que as coisas se desarrumam? Bem vistas as coisas, passamos tanto tempo a trabalhar para ter as coisas em ordem, mas as coisas acabam sempre fora de sítio, e em algum momento lá estamos nós outra vez a arrumar o que se desarrumou. Mas como é que isto acontece? Quando é que as coisas se desarrumam? E porquê? Será que as coisas têm vontade própria? Se calhar não gostam de estar no sítio onde estão. Se calhar não é o sítio delas. Mas como é que a gente sabe qual é o sítio delas? Talvez sejamos nós que não conseguimos saber que elas têm um sítio só delas, onde estão bem e do qual nunca quererão sair. Será que nós não o conhecemos porque não ouvimos as coisas com atenção? Mas, e se for impossível ouvir as coisas? Mas afinal quem é que diz quando as coisas estão desarrumadas ou não? E quem é que decide onde é o sítio certo das coisas? Aiii! Que confusão! Que barafunda! Vamos lá arregaçar as mangas às ideias e ver se conseguimos pôr alguma ordem nisto!
Marta Bernardes

 

Ficha Artística

projeto:
Marta Bernardes para Mezzanine

encenação:
Marta Bernardes

interpretação:
Marta Bernardes e Sónia Baptista

texto original:
Marta Bernardes e Afonso Cruz

música original:
Nuno Sousa e Marta Bernardes

produção musical:
Ghuna X

vídeo e desenho de luz:
Riot Films

assistente de luz e som:
Pedro Moura

cenografia e figurinos:
José Cardoso e Marta Bernardes

produção:
Ana Rocha (Mezzanine)

apoio/acolhimento:
Escola de Mulheres – Oficina de Teatro

encomenda:
Maria Matos Teatro Municipal, em coprodução com Mezzanine

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