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Emptyset Informações sobre o Evento
10 Dez 2013
Datas e Horários
terça ↣ 22h
Preço
14€ / 7€
Menores de 30 anos 5€
Local
Sala Principal com bancada
Música

Emptyset

Folha de Sala

Folha de Sala

excertos de entrevista com Emptyset in Electronic Beats

 

Quando iniciámos Emptyset, pelo menos nos primeiros dois anos, era sobretudo um processo de conhecimento de nós próprios, procurando desenvolver um rapport criativo. Procurámos inicialmente fazer isto dentro dos limites da música de dança, editando 12” de techno, mas havia algo que não fazia clique. Quando abandonámos o que fazíamos juntos — quase ao ponto de deixarmos de trabalhar em conjunto —, isso deu-nos espaço para algo diferente. Foi um novo território que nos permitiu trazer muitos dos interesses externos à música para a nossa relação de trabalho. Deixámos de produzir discos no sentido tradicional do termo para começarmos a desenvolver o projeto como um ponto de encontro dos nossos interesses, como a literatura, as artes visuais, o cinema ou a história de arte.

No final dos anos 60 e no princípio dos 70, a arquitetura, o som, as artes visuais, a performance e até o design industrial faziam parte da mesma cultura experimental de então e faziam parte do mesmo momento de produção. E o que vimos nos últimos vinte, trinta anos é uma gradual erosão e sobre-especialização de diferentes formas de arte. Se quisermos arte contemporânea vamos a uma bienal internacional, se quisermos ver filmes vamos a um festival de cinema, se quisermos ouvir música experimental vamos a um dos muitos festivais de música experimental que existem. Enquanto Emptyset, temos tido um interesse real em ligar-nos ao momento de produção artística, ultrapassando as dúvidas políticas e burocráticas que têm moldado a arte nas últimas três décadas. E tem sido uma experiência muito interessante, embora não tenhamos feito nenhum esforço para formatar o projeto para os diferentes contextos. Temos permitido que Emptyset seja apresentado tal como é, em vez de o desenharmos à medida de um público de arte contemporânea ou à medida de um público musical. Uma das grandes forças de Emptyset é ser um projeto com as suas próprias regras, estéticas e dinâmicas. Cabe ao mundo exterior posicionar-nos onde sente ser mais apropriado, em vez de sermos nós a ditar as nossas condições.

 

Na nossa cabeça, separamos a nossa exploração musical em dois rumos diferentes. Um presta atenção aos processos de estúdio controlados e delimitados. O outro pega nesses processos e extrapola-os para outros meios e situações. Quando tiramos algo de um ambiente controlado de estúdio, a conversa abre-se imediatamente e todos os aspetos dessa conversa têm de ser considerados. Apesar de ser um pouco grandioso, diríamos que as nossas intenções são poéticas. É um convite para nos ligarmos a todos os aspetos do projeto. Uma das suas vertentes mais excitantes tem sido encontrar meios de usar estes processos desenvolvidos em estúdio em ambientes externos e contextos bem diferentes. Medium ou Material questionam justamente a relação entre o som e arquitetura, mas deixam espaço suficiente para o ouvinte se ligar com as suas próprias regras.

 

Normalmente temos ideias bastante estáticas e disciplinadas no que respeita a música. Partindo do ponto de vista da música popular — ou da música de dança —, definimos música como uma medição temporal, em repetição, como um relógio que percorre uma peça inteira. Mas, em vez de pensarmos unicamente em medidas e repetições, pensamos em eventos e casualidades. Por exemplo, imaginem um campo de minas, onde uma delas é ativada, que por sua vez ativa outra, e por aí fora, cada vez em maior número. Temos um evento, uma explosão, e depois uma casualidade que é um sistema muito dinâmico e complexo. Podemos pensar nisto tudo como se fosse uma qualquer sequência rítmica; e de repente temos uma relação diferente com o que entendemos previamente como música.

 

 

 

 

 

 

O concerto de hoje — bem como o que esteve integrado no último domingo na edição de 2013 do festival Madeira Dig —, celebra o lançamento de Recur, o terceiro álbum em quatro anos dos Emptyset, que por estes dias aparece nos escaparates. Editado pela Raster-Noton — tal como o fenomenal maxi Collapsed, do ano passado —, Recur encontra uma família sonora interessante embora elaborada com metodologias bem distintas: enquanto a editora de Alva Noto se espraia num discurso predominantemente digital, Paul Purgas e James Ginzburg, como Emptyset, desde 2005, procuram música e sons e fenómenos físicos que nasçam do mundo analógico e sobrevivam fora dos processos tradicionais de estúdio. Recur é, apesar disso, um regresso feliz aos estúdios, depois de se terem aventurado a reescrever a sua música dentro de espaços e arquiteturas especiais. Fizeram instalações para a Tate Britain e para a Architecture Foundation, ambas em Londres, e têm colaborado com artistas visuais que perpetuam as mesmas preocupações estéticas.

Fora da multitude de campos nos quais Emptyset se movimentam, o duo desdobra-se em muitos outros territórios sonoros: Paul Purgas, de Bristol mas a viver atualmente em Londres, trabalha como curador de sound art, criou a editora We Can Elude Control e é corresponsável pelas noites Bodyhammer em Londres, dedicadas ao techno experimental. James Gizburg, norte-americano a viver em Bristol desde 1998, é um dos responsáveis da Multiverse — na qual têm estado algumas das mais influentes editoras da cena de Bristol dos últimos anos, como a Tectonic ou Subtext —, marcou o dubstep sob o nome de Giz e assinou recentemente um inesperado álbum folk como Faint Wild Light.

10 Dez 2013
Datas e Horários
terça ↣ 22h
Preço
14€ / 7€
Menores de 30 anos 5€
Local
Sala Principal com bancada

Sinopse

Em colaboração com o festival Madeira Dig

Depois de inúmeras revoluções na música eletrónica, chega-nos de Bristol, Inglaterra, um duo que volta a mostrar quão excitante é escutarmos a condução da eletricidade e como velhas máquinas podem tornar tudo bem mais sensual. Partindo do mundo analógico, Paul Purgas, curador e músico, e James Ginzburg, diretor dos estúdios Multiverse, têm mergulhado bem fundo no minimalismo, juntando a fisicalidade do ritmo, a amplitude dos espaços e o empenho no processamento de sons. O que nasce disto tudo é uma frondosa arquitetura sonora que subtrai do ruído e da física infinitesimal desafios e alimentos importantes para a composição. Colaborando com artistas visuais de renome, Emptyset é também um projeto que abraça a imagem, tornando-a parte fundamental dos seus concertos, procurando expor as mesmas dialéticas: relação entre velhas e novas técnicas e tecnologias, e exploração dos limites do visível. Com dois álbuns editados e um portentoso maxi na Raster-Noton de Carsten Nicolai, Emptyset têm percorrido todos os grandes festivais de música eletrónica ― como o Madeira Dig, com quem partilhamos esta dupla vinda a Portugal ―, deixando no ar a ideia provocadora que se há descendência direta do trabalho dos Pan Sonic, também é verdade que depois da anunciada pausa de Mika Vainio e Ilpo Vaisanen, estes ingleses são a mais importante dupla eletrónica do momento. Depois de termos recebido Univrs de Alva Noto em 2012, preparem-se para nova massagem rítmica de igual deslumbre sonoro e visual.

Conteúdos Relacionados

Material Gráfico Cartaz Emptyset 10 Dez 2013

Ficha Artística

eletrónica: 
Paul Purgas e James Ginzburg

vídeo: 
Sam Williams

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