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Cyrano de Bergerac Primeiros Sintomas Informações sobre o Evento
04 → 12 Out 2014
Datas e Horários
4 a 12 Outubro (Exceto 6 e 7) 2014 | Sábado a Sexta: 21h30 Domingo: 18h30
Preço
12€ / Com desconto 6€
Menores de 30 anos 5€
Duração
2h
Classificação
A classificar pela CCE
Local
Sala Principal
Teatro coprodução mm

Cyrano de Bergerac
Primeiros Sintomas

Bios

Bios

Os Primeiros Sintomas são um grupo de teatro sediado em Lisboa, com direção artística de Bruno Bravo. Estrearam em 2001, com o espetáculo A´ROSAS SUICIDAM-SE, com encenação e interpretação de Bruno Bravo e Élvio Camacho, a partir de Greguerías de Ramón Gómez de la Serna, em coprodução com o Teatro Experimental do Funchal, no Teatro Municipal Baltazar Dias (Funchal), Chapitô e Teatro da Barraca (Lisboa).

Em 2002, produziram em coprodução com o Centro Cultural de Belém o espetáculo TRANSFER, com encenação de Carla Bolito. No mesmo ano, os espetáculos O VIDRO, de Francisco Luís Parreira e FRANKENSTEIN, a partir de Mary Shelley, encenados por Bruno Bravo, e estreados na Casa Conveniente e no espaço Abril em Maio, respetivamente. Desde então têm levado a cena várias produções, alternando entre espaços alternativos e convencionais, insistindo numa dramaturgia variada, entre peças de teatro clássicas ou contemporâneas e adaptações de obras literárias, destacando-se a colaboração de Miguel Castro Caldas como autor de muitos dos espetáculos.

 

Prémios

Globo de Ouro 2005 para melhor espetáculo de teatro com a peça ENDGAME, de Samuel Beckett, encenação de Bruno Bravo. Uma coprodução Primeiros Sintomas/Teatro Meridional.

Prémio da Critica 2007 atribuído ao espetáculo FODER E IR ÀS COMPRAS – SHOPPING & FUCKING, de Mark Ravenhill, com encenação de Gonçalo Amorim. Uma coprodução Gonçalo Amorim/Centro Cultural de Belém/Primeiros Sintomas.

 

Destaques

ENDGAME de Samuel Beckett. Um dos dez melhores espetáculos de 2005, pelo jornal Expresso (João Carneiro).

A REPARTIÇÃO, de Miguel Castro Caldas, encenação de Bruno Bravo. Um dos dez melhores espetáculos de 2007, pelo jornal Público (Rui Pina Coelho).

OS ASSASSINOS ocupação de um conto de Ernest Hemingway, de Miguel Castro Caldas, encenação de Bruno Bravo. Um dos dez melhores espetáculos de 2011, pelo jornal Público (Jorge Louraço Figueira).

 

Historial

ARREPIOS, a partir de contos de Edgar Allan Poe e Oscar Wilde, encenação Sandra Faleiro (Ribeira, 2013).

AS BODAS DE FÍGARO UMA TRADUÇÃO, de Miguel Castro Caldas, encenação de Bruno Bravo (Teatro Maria Matos, 2012).

CURTAS 2012 – MOSTRA DE TEATRO DE PEÇAS DE CURTA DURAÇÃO (Ribeira, 2012).

SALOMÉ de Oscar Wilde, encenação de Bruno Bravo (Ribeira, 2012).

OS ASSASSINOS de Miguel Castro Caldas, encenação de Bruno Bravo (Teatro da Cornucópia, 2012; Auditório Municipal de Vila Nova de Gaia, 2011).

A BODA de Anton Tchékhov | A BODA de Bertolt Brecht, encenação de Bruno Bravo (Teatro Viriato, 2012; Negócio (ZDB), 2011).

O HOMEM ELEFANTE de Bernard Pomerance, encenação de Sandra Faleiro (Teatro Carlos Alberto, 2011; Teatro Nacional D. Maria II, 2010).

CURTAS 2010 – MOSTRA DE TEATRO DE PEÇAS DE CURTA DURAÇÃO (Ribeira, 2010).

MARIA MATA-OS de Miguel Castro Caldas, encenação de Bruno Bravo e Gonçalo Amorim (Teatro Maria Matos, 2010).

SHOPPING & FUCKING de Mark Ravenhill, encenação de Gonçalo Amorim (Centro Cultural de Belém, 2007; Teatro da Politécnica, 2008; Teatro S. Luiz, 2010).

LINDOS DIAS de Samuel Beckett, encenação de Bruno Bravo (Teatro da Trindade, 2010; Negócio (ZDB), 2009).

MENINA JÚLIA de August Strindberg, encenação de Bruno Bravo (Negócio, 2009).

HEDDA GABLER de Henrik Ibsen, encenação de Bruno Bravo (Negócio, 2009).

CURTAS 2008 – MOSTRA DE TEATRO DE PEÇAS DE CURTA DURAÇÃO (Ribeira, 2008).

REPARTIÇÃO de Miguel Castro Caldas, encenação de Bruno Bravo (Culturgest, 2008).

MEXE-TE de Rafaela Santos (Teatro Viriato, Viseu), 2008).

O PEDRO E O LOBO, a partir de Sergei Prokofiev, encenação de Sandra Faleiro (Teatro da Barraca, 2007).

E AGORA BAIXOU O SOL de Miguel Castro Caldas, encenação de Bruno Bravo (Teatro Maria Matos, 2007).

TIMBUKTU, a partir de Paul Auster, encenação de Sandra Faleiro (Teatro da Trindade, 2006).

A ERVA VERMELHA, a partir de Boris Vian, encenação de Cristina Carvalhal (Teatro da Trindade, 2006).

O MORTO E A MÁQUINA de Fernando Villas-Boas, encenação de Bruno Bravo (Teatro da Trindade, 2006).

É BOM BOIAR NA BANHEIRA de Miguel Castro Caldas, encenação de Bruno Bravo (Teatro do Chapitô, 2006).

NUNCA-TERRA de Miguel Castro Caldas, encenação de Bruno Bravo (Culturgest, 2005; Teatro da Comuna, 2006).

CONTO DE NATAL Variações de Dickens, de Miguel Castro Caldas, encenação de Bruno Bravo (Assoc. Abril em Maio, 2004).

O HOMEM DA PICARETA de Miguel Castro Caldas, encenação de Bruno Bravo (Karnart, 2004).

ENDGAME de Samuel Beckett, encenação de Bruno Bravo (Karnart, 2004; Teatro da Trindade, 2005).

NEVOEIRO, conceção de Paula Castro e Sandra Faleiro (Casa do Dias D’Água, 2003).

O HOMEM DO PÉ DIREITO de Miguel Castro Caldas, encenação de Bruno Bravo (Abril em Maio, 2003).

A MONTANHA TAMBÉM QUEM de Miguel Castro Caldas, encenação de Bruno Bravo (Abril em Maio, 2003).

FRANKESTEIN, a partir de Mary Shelley, encenação de Bruno Bravo (Abril em Maio, 2002).

TRANSFER, encenação de Carla Bolito (CCB, 2002).

O VIDRO de Bruno Bravo e Francisco Luís Parreira, encenação de Bruno Bravo (Casa Conveniente, 2002).

A’ROSAS SUICIDAM-SE, a partir de Greguerías de Ramón Gómez de La Serna, de Bruno Bravo e Élvio Camacho (Chapitô, Teatro O Bando, Teatro da Barraca, 2001).

 

Folha de Sala

Folha de Sala

CYRANO

 

A matéria de que é feita a peça Cyrano de Bergerac é de um tempo que não é o nosso. São outras datas, outras formas, também de estilo e de escrita, outras maneiras de falar, de ouvir, de ver, de amar, outra humanidade. E nasceu logo assim, pura, despropositada, sem pretender inventar nada, acrescentar nada, sublinhar nada em consonância com o seu tempo. Nela não ouvimos nada que nos lembre, remotamente, Ibsen, Strindberg, Wilde ou Tchekhov, contemporâneos de Edmond Rostand e iluminadores do teatro do século XIX. Num exercício de comparação poderíamos ouvir, aqui e ali, ecos dispersos de Molière, Racine, Victor Hugo ou Alexandre Dumas. Cyrano de Bergerac nasce de capa e espada, em verso alexandrino, alheio à época do naturalismo, simbolismo, realismo, e outros ismos. Também por isso, mas não só, é uma peça cheia de perplexidades. Na sua forma existe a ideia de uma época bastante vincada mas a sua máxima identidade é precisamente não ser uma peça de época. Lembramo-nos automaticamente de D’Artagnan (contemporâneo do Cyrano histórico) ou de Romeu e Julieta, não apenas pela famosa cena da varanda mas porque a paixão prenuncia sempre um final trágico. Mas também, de uma maneira mais difusa, Frankenstein (Cyrano propõe-se criar um homem novo ao fundir o seu génio poético e humanista com a beleza de Christian). Ou a cólera de Aquiles — no momento em que Cyrano, depois da morte de Christian, no cerco de Arras, se lança contra os espanhóis. Também, evidentemente, Pinóquio ou o Major Kovaliov de O Nariz de Gogol, porque, tal como neles, o nariz de Cyrano ultrapassa largamente a dimensão física. A protuberância grotesca que vive no meio da cara de Cyrano é do domínio do máximo pudor e da obscenidade, da comicidade e da tragédia. Da sombra. Do que não é visível. Mas é, também, a sua identidade fundamental na aparência.

É difícil compreender o amor altruísta e absoluto de Cyrano por Roxane. Ou a relação de fraternidade pura entre Christian e Cyrano, apesar de serem rivais no amor. Como não é fácil imaginar personagens que constantemente se manipulam, sem que nada exista de perverso.

É uma peça popular, leve, também cómica. Cheia de ambientes e com muitas personagens. Com movimento, ritmo, ação. Com lutas de espada, mosqueteiros, cadetes, cavalos, canhões, multidões, teatros, ladrões, pasteleiros, poetas, fidalgos, condes, duques. Tudo vivo, esperemos, no verso alexandrino, irregular, regular, perfeito e imperfeito, de Edmond Rostand, de novo escrito por João Paulo Esteves da Silva.

Bruno Bravo

04 → 12 Out 2014
Datas e Horários
4 a 12 Outubro (Exceto 6 e 7) 2014 | Sábado a Sexta: 21h30 Domingo: 18h30
Preço
12€ / Com desconto 6€
Menores de 30 anos 5€
Duração
2h
Classificação
A classificar pela CCE
Local
Sala Principal

Sinopse

Cyrano não partilha dos ambientes psicológicos, simbolistas e realistas de Hedda Gabler, Menina Júlia ou de Ivanov, seus contemporâneos. Nem habita as ruas sombrias, românticas ou góticas que iluminaram o século de Edmond Rostand. Mas Cyrano tem um dos narizes mais famosos do mundo que, tal como o do Major Kovaliov (O Nariz de Gogol), ultrapassa a dimensão meramente física. A protuberância grotesca que vive no meio da sua cara é o embaraço do seu amor por Roxanne. Será por meio das palavras que empresta a Cristian, o jovem e belo cadete por quem Roxanne se apaixona, que Cyrano declarará, em alexandrinos, a mais bela, trágica e intemporal declaração de amor.

Cyrano de Bergerac, peça do final do século XIX (apesar de a ação decorrer no século XVII francês), chegou aos dias de hoje como um caso, raro no universo clássico teatral, em que a personagem suplanta o autor. O seu enredo épico e amoroso sobejamente reconhecido promete um espetáculo de cariz popular a partir de uma obra ímpar no universo teatral, em que a poesia e o drama se misturam.

Conteúdos Relacionados

Material Gráfico Cartaz Cyrano de Bergerac 04 Out 2014

Ficha Artística

texto:
Edmond Rostand

tradução:
João Paulo Esteves da Silva

encenação:
Bruno Bravo

assistência de encenação:
Inês Pereira

música:
Sérgio Delgado

cenários e figurinos:
Stéphane Alberto

desenho de luz:
André Calado

apoio ao movimento:
Carlos Pereira

caracterização:
Jorge Bragada para Face Off

apoio ao francês:
Nazaré Silva

operação técnica:
Roger Madureira

construção de cenário:
David Paredes

assistente de figurinos:
Sandra Ferreira

fotografias e vídeos promocionais:
Eduardo Breda

direcção de produção:
Paula Fernandes

coprodução:
Primeiros Sintomas e Maria Matos Teatro Municipal

elenco:
António Mortágua, Carolina Salles, Eduardo Breda, José Leite, Miguel Sopas, Paulo Pinto, Ricardo Neves-Neves e Sofia Vitória

elenco adicional:
Ana Vilela da Costa, Diogo Garcia, Joana Campelo, João de Brito, João Pedro Dantas, José Mata, Lia Carvalho, Mauro Hermínio, Ricardo Foz, Sandra Pereira e Victor M. Gonçalves

coro:
Anne-Laure, Beatriz Godinho, Carmen Isidoro, Daciano Resende, Diana Resende, Elsa Gil Sobral, João Filipe Ribeiro, Hermínia Resende, Hugo Silva, Jorge Fernandes, José Pedro Martins, Margarida Carrilho, Maria da Luz Custódio, Marta Rijo, Nazaré Silva, Nuno de Carvalho e Nuno Santos

apoio:
rede 5 sentidos

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E-mail: geral@egeac.pt

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