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Companhia João dos Santos Martins com Ana Rita Teodoro, Clarissa Sacchelli, Daniel Pizamiglio, Filipe Pereira, Sabine Macher Informações sobre o Evento
14 → 19 Abr 2018
Datas e Horários
sábado a quinta → 21h30
domingo → 18h30

(exceto 16)
Preço
6€ a 12€
Menores de 30 anos 5€
Menores de 18 anos 3€
Duração
90 min
Classificação
M/12
Local
Palco da Sala Principal
Dança encomenda

Companhia
João dos Santos Martins com Ana Rita Teodoro, Clarissa Sacchelli, Daniel Pizamiglio, Filipe Pereira, Sabine Macher

Biografia

Biografia

 

João dos Santos Martins nasceu em Santarém em 1989. É licenciado em Dança pela ESD – Lisboa (2010) e mestre em Estudos Coreográficos pela Paul Valèry III/ex.e.r.ce – programa dirigido por Mathilde Monnier em Montpellier (2013). Frequentou igualmente a Codarts, a P.A.R.T.S. e o MA-CuP em Giessen, dirigido por Bojana Kunst.
Trabalha como coreógrafo e bailarino desde 2008, articulando a sua prática em diversas colaborações expressas em peças como Le Sacre du Printemps (2013), codirigido com Min Kyoung Lee, Masterpiece (2013), Projecto Continuado (2015) – Prémio Autores SPA 2016 -, Autointitulado (2015) com Cyriaque Villemaux e Antropocenas (2017) com Rita Natálio.
Colabora regularmente como intérprete com Eszter Salamon e Xavier Le Roy, tendo, em 2017, dançado o solo Self Unfinished, de Xavier Le Roy, na Bienal de Dança de Veneza. Trabalhou anteriormente com Cão Solteiro, Ana Borralho & João Galante e Rui Horta, entre outros.
Do seu trabalho contam também a adaptação do solo Conquest (2010) de Deborah Hay, a reconstrução de Continuous Project Altered Daily (1970 – 2011) de Yvonne Rainer, em colaboração com os alunos ex.e.r.ce, Xavier le Roy e Christophe Wavelet, e a produção coreográfica de Tropa Fandanga (2014) do Teatro Praga. A convite de Susana Pomba para o programa Oldschool criou “Oldschool#40 ou Talvez ele pudesse pensar primeiro e dançar depois, ou Como fazer coisas sem dança ou Dança da Crise, 2015”. em 2016 foi convidado pelo Teatro Viriato a dirigir Vera Mantero, João Fiadeiro, Clara Andermatt e Paulo Ribeiro no evento Reencontro onde, juntamente com Ana Bigotte Vieira, elabora as premissas para o projecto de historização colectiva da dança em Portugal “Para uma timeline a haver—genealogias da dança enquanto prática artística em Portugal”. No mesmo ano, cria ainda, a convite do Walk&Talk Azores #dancewithsombody (2016) para e com o Núcleo de Artes Performativas 37,25.
Em 2017 comissaria o ciclo Nova—Velha Dança em Santarém onde dá continuidade à sua investigação sobre traços discursivos da história da dança, num programa de exposições, conversas, workshops e espectáculos.
João dos Santos Martins recebeu a bolsa de mérito da ESD-IPL 2008/09, foi bolseiro do programa danceWeb 2010, do Centro Nacional de Cultura (2010), do programa ENPARTS (2010/11) e da Fundação Calouste Gulbenkian (2011-13). É atualmente “artista residente” da Circular Associação Cultural e dirige a Associação Parasita (fundada em 2014). O seu trabalho foi apresentado em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Áustria, Roménia, Brasil, Moçambique, Uruguai, Chile, República da Coreia e Nova Zelândia.

14 → 19 Abr 2018
Datas e Horários
sábado a quinta → 21h30
domingo → 18h30

(exceto 16)
Preço
6€ a 12€
Menores de 30 anos 5€
Menores de 18 anos 3€
Duração
90 min
Classificação
M/12
Local
Palco da Sala Principal

Sinopse

 

Companhia marca o reencontro de João dos Santos Martins com a equipa de Projeto Continuado (2015), dando continuidade aos processos de colaboração e investigação então iniciados e marcados por relações de afeto e labor. Companhia investe esteticamente na ideia de dança enquanto trabalho, utilizando, para isso, casos de estudo que examinam, por exemplo, a sistematização do movimento operário na relação estabelecida com as máquinas, de onde surge um conceito de coreografia enquanto tecnologia ou prótese. Em paralelo, reflete-se sobre como determinadas estéticas de dança, de ambições libertárias e democráticas, estão implicadas na redução dos pontos de tensão do corpo, implementando técnicas de eficácia na concretização do movimento, utilização energética e redução de esforço como alternativa ao modernismo rígido e ideologicamente “exterior” ao corpo.

Interessa, com isto, refletir sobre trabalho e bem-estar, a forma como a dança, enquanto cânon de produção recíproca de prazer (do espectador, mas também do bailarino) e difícil de identificar socialmente como labor, interage com os seus modos e agentes de produção. E se a ideia de “companhia” aqui invocada pondera uma forma hegemónica de organização estrutural e administrativa em dança, ela implica também um modo de labor comum: companhia como facto ou condição de ser e estar com o outro, como forma de providenciar amizade ou prazer a um grupo de pessoas numa sociedade

 

Sinopse

Conteúdos Relacionados

Material Gráfico Cartaz Companhia 03 Abr 2018
Podcast Ep. 31 – O reencontro de João dos Santos Martins com a equipa de Projeto Continuado 09 Abr 2018

Ficha Artística

Coreografia e performance: Ana Rita Teodoro, Clarissa Sacchelli, Daniel Pizamiglio, Filipe Pereira, João dos Santos Martins, Sabine Macher

Coreografias citadas: Body Pressure (1974) Bruce Nauman, Continuous Project Altered Daily (1969-70) Yvonne Rainer, Die Kupplerin e Raus mit Männern aus’m Reichstag (filmados em 1925) Valeska Gert, Vue sur les marches (2015) última dança de Trisha Brown nas escadas do Théâtre National de Chaillot

Música: All of me, versão de Billie Holiday (1941) escrita por Gerald Marks e Seymour Simons (1931); Umaral, composição para Kulintangan, autor desconhecido.

Luzes: Clarissa Sacchelli, Filipe Pereira, João dos Santos Martins

Figurinos: Companhia

Arranjo floral: Filipe Pereira

Encomenda: Maria Matos Teatro Municipal

Coprodução: Maria Matos Teatro Municipal, Teatro Municipal do Porto

Credores financeiros: Ana Rita Teodoro, Associação Parasita, Clarissa Sacchelli, Daniel Pizamiglio, Filipe Pereira, João dos Santos Martins, Sabine Macher

Produção e difusão: Circular Associação Cultural

Residências artísticas: O Espaço do Tempo, Nave, Smup — Sociedade Musical União Paredense, Opart/Companhia Nacional de Bailado/Estúdios Victor Córdon

Apoios: CCB, Culturgest, Rua das Gaivotas6, Companhia Olga Roriz, Incrível Almadense, Causas Comuns, Teatro do Eléctrico

Registo fotográfico: José Carlos Duarte

Registo videográfico: Jorge Jácome e Marta Simões

Agradecimentos: André e. Teodósio, Susana Lopes, Alkantara, João Fiadeiro, Carolina Campos, Daniel Lühmann, Adeline Anobile, Ana Bigotte Vieira, Manuel Pereira, Diogo Martins, Rafael Martins, Simão Costa e Juraj Kosturik

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