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Bonnie “Prince” Billy Informações sobre o Evento
24 Out 2011
Datas e Horários
22h
Preço
20€ / Com desconto 10€
Classificação
M/3
Local
Sala Principal
Documentos
Folha de Sala
Música

Bonnie “Prince” Billy

24 Out 2011
Datas e Horários
22h
Preço
20€ / Com desconto 10€
Classificação
M/3
Local
Sala Principal
Documentos
Folha de Sala

Sinopse

Em colaboração com a Galeria Zé dos Bois

“Nunca pensei muito no que deveria ser a personagem de Bonnie. Simplesmente acontece. Não existe nenhum tipo de restrições; muito pelo contrário, tudo se dá naturalmente.”

Will Oldham

A atividade de um músico tem coisas em comum com a de um ator. Desenrola-se num palco, desperta a curiosidade do público e participa na construção de imaginários. Mas num aspeto distancia-se de forma fascinante: ao sobrepor, incessantemente, a ficção à realidade, e vice-versa. Por isso, descobrirmos na história da música popular tantas narrativas em forma de epopeia, tragédia, comédia ou novela. E, também por isso, os músicos encarnam tão bem o conceito de personagem.

Desde o início dos anos 90 que Will Oldham é uma personagem feita de vários alter-egos, construído por músicas e imagens (nas fotografias ou em incursões cinematográficas). Testemunhou o último grande sopro artístico do indie rock, recuperou um género proscrito (o country) e deu-nos a ouvir, como se fosse a primeira vez, essa manifestação de uma voz e de um texto chamada canção.

Fê-lo primeiro num tom desconfiado, quase lúgubre, duro, inspirado tanto pela honestidade do punk, como pelos ecos das montanhas Apalaches. Neste período, os seus discos tinham a assinatura de Palace Brothers, Palace Music ou apenas Palace, e inauguravam, para muitos, um novo género: o country alternativo. A partir de 1997, e até hoje, as coisas mudaram. Oldham abriu-se a versões (Richard Kelly, Leonard Cohen), foi alvo de versões (Johnny Cash, Mark Kozelek, Mark Lanegan) e colaborações (Björk, Current 93, Tortoise), envolveu-se em projetos laterais (com Matt Sweeney) e, sobretudo, tornou as suas canções mais partilháveis, mais próximas de quem as escuta. O humor, a exploração de outros arranjos e tradições da música popular americana (gospel, folk), a presença de vozes femininas e uma certa leveza contribuíram para essa intimidade.

Só as relações amorosas, a família, a liberdade, os temas eleitos do personagem, entretanto rebatizada com o nome de Bonnie ‘Prince’ Billy, resistiram ao tempo. Serão por ele cantados nesta noite, na companhia de um grande grupo de músicos e amigos que se estreia em Portugal.

Ficha Artística

voz, quitarra
Will Oldham

guitarra, voz
Emmett Kelly

voz
Angel Olsen

contrabaixo
Danny Kiely

 

percussão
Shahzad Ismaily

teclados
Ben Boye

bateria
Van Campbell

saxofone
DV Devinventis

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