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BLEIB opus #3 Michel Schweizer Informações sobre o Evento
21 → 22 Nov 2009
Datas e Horários
sábado 21 domingo 22 Novembro 21h30
Preço
12€ / <30 anos 5€
Local
Sala Principal com bancada
Informação Adicional

co-apresentação alkantara festival, festival Temps d’Images e Teatro Maria Matos

Documentos
Folha de Sala
Teatro

BLEIB opus #3
Michel Schweizer

Bio

Bio

Michel Schweizer
Não é um biólogo molecular. Não estudou em Berlim, Paris ou Nova Iorque. Reúne e organiza comunidades provisórias. Propõe acções no palco próximas da realidade. Diverte-se com os limites e desafios envolvidos nas relações baseadas na arte, política ou economia. Afirma ser um organizador. Rodeia-se de prestadores de serviços. Após ter frequentado o Conservatório de Arte Dramática, Schweizer embarca em múltiplas experiências nos campos da arte e da dança contemporânea na década de 80. Em 1995, cria um grupo, La coma e cria uma peça com o singular título: Assanies 1 e 2 (1996 e 1997). Em 2000-2001 KINGS é criado e SCAN (More Business – More Money Management) segue em 2003. Criada em 1995 e, ironicamente apelidada de Profit Center em 2003, La coma mantém uma modesta identidade cultural baseada na Aquitaine que tem como objectivo apoiar uma diversidade de práticas artísticas (criações / performance / workshops …) com o intuito de desenvolver com o público a redefinição da noção de “lucro”. Com isto em mente, durante os últimos 12 anos, La coma tem proposto um trabalho que, no actual clima social, adopta uma atitude de resistência política, pois não poderia considerar fazer de outra forma. Tornar possível pensar colectivamente sobre a necessidade de um espaço público onde o tempo passado beneficiaria de uma experiência cultural, social e/ou artística significa considerar toda a acção artística uma experiência emocional (social) e estética (artística) capaz de despertar em todos nós a vontade de desejar só por desejar. Inclassificável, embora considerado um coreógrafo, Michel Schweizer propõe criações em que, cenas teatrais, arte contemporânea e uma determinada versão do “negócio empresa”, se reúnam. As suas declarações radicais apresentam uma realidade humana e social que com pessimismo admite o inadmissível: que as instituições culturais e obras de arte são apenas uma questão de “negócios”. Ele evita cuidadosamente trabalhar com actores profissionais ou bailarinos e convida os seus intérpretes “prestadores de serviços” que ele “des-localiza” como, um pugilista profissional, cantor de cabaré, um cão ou um formador, bem como, um psiquiatra, etc. Ele designa-se “gerente”. Foi “artista associado” no Espace Malraux – Scène Nationale de Chambéry et de la Savoie, nos últimos 3 anos (2005-2007) e actualmente é “artista associado” no Le Cuvier – Centro de Desenvolvimento Coreográfico em Artigues-près-Bordeaux, durante o período 2008-2010. As suas peças evoluem num contexto que ele chama “o exterior”, isto é, uma sociedade com uma lógica defeituosa de merchandising.

21 → 22 Nov 2009
Datas e Horários
sábado 21 domingo 22 Novembro 21h30
Preço
12€ / <30 anos 5€
Local
Sala Principal com bancada
Informação Adicional

co-apresentação alkantara festival, festival Temps d’Images e Teatro Maria Matos

Documentos
Folha de Sala

Sinopse

O que é que cinco magníficos cães pastor belga, um filósofo, um psicanalista, um bailarino e um actor poderão estar a fazer juntos num palco de teatro? Desde Maio de 2005 que Michel Schweizer mantém uma conversa fértil com Dany Robert Dufour, filósofo, e Jean-Pierre Lebrun, psiquiatra e psicanalista, sobre alguns dos temas cruciais da sociedade contemporânea: a liberdade individual e a imposição do consumismo, o ensino e a uniformização, a política e a manipulação.
É impressionante como o espectáculo BLEIB, criado em 2007, profetiza a falência do capitalismo desenfreado que gerou como causa da actual crise mundial. Interroga os comportamentos sociais e as atitudes do novo “homem sem gravidade”, que é induzido a acreditar que a soma das ambições individuais iguala o bem comum. Já não precisamos de pensar!, exclama Jean-Pierre Lebrun no espectáculo, já não precisamos de nos organizar colectivamente, já não precisamos de nos esforçar para viver em sociedade… Tornámo-nos numa sociedade de consumidores – individualistas e obcecados pelo poder de compra, mas sem nos dar conta de que estamos a ser dirigidos e manipulados. Na sala reinava um silêncio absoluto, escreveu o De Volkskrant depois das apresentações em Roterdão, as centenas de espectadores pareciam estar a sentir a mesma inquietação. Como se sentíssemos todos a trela apertar… Mas por dentro esconde-se sempre o lobo…

Ficha Artística

Conceito, direcção e cenografia
Michel Schweizer com Philippe Desamblanc e Titeuf de la Fontaine St Maurice, Jean Gallego e Ulster, François Vavasseur e Robot du Vieux Marronnier, Frédéric Prulhière e Khéops, Hervé Guével e Bosco, Dany-Robert Dufour, Gérard Gourdot, Jean-Pierre Lebrun, Friedrich Lauterbach

Colaboração artística
Severine Garat

Direcção técnica e luz
Marc-Emmanuel Mouton ou Eric Blosse

Criação som
Nicolas Barillot

Desenho
Franck Tallon

Fotografia
Frederic Desmesure e Jean-Paul Dubecq

Conselheiros treino cães e assistência técnica
Yann Armand e Andrej Skrha

Produção e digressão
Nathalie Nilias

 

Administração
Hélène Vincent

Administração digressão e comunicação
Cécile Broqua

desenho de luz
Eric Blosse, Marc-Emmanuel Mouton e Yannick Taleux

Produção
La Coma – centre de profit, Espace Malraux – scène nationale de Chambéry et de la Savoie, O.A.R.A – Office artistique de la Région Aquitaine, TnBA – Théâtre national de Bordeaux Aquitaine, Festival Novart – Bordeaux, Château Rouge – Annemasse, ARCADI – Action régionale pour la création artistique et la diffusion en Ile de France.

Parceria
La Coma – centre de profit e Le Cuvier – Centre de Développement Chorégraphique d’Aquitaine (2008-09)

Agradecimentos
Patricia Chen, Jean-Yves Coquelin, Jean-Paul Dubecq, Romain Louveau, Cécile Pécondon-Lacroix, Jean-Luc Petit, Eric Servant e Scorpion du Musher, Jean-Marc Toillon e Jean-Marc Teulé.

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E-mail: geral@egeac.pt

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