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Atlas Ana Borralho & João Galante Informações sobre o Evento
27 → 28 Mar 2014
Datas e Horários
quinta e sexta ↣ 21h30
Preço
Entrada livre (sujeita à lotação da sala) mediante levantamento de bilhete no próprio dia a partir das 15h
Local
Sala Principal
Teatro coprodução mm

Atlas
Ana Borralho & João Galante

Bio

Bio

Ana Borralho (Lagos, 1972) & João Galante (Luanda, 1968)

Ana Borralho & João Galante conheceram-se enquanto estudavam artes plásticas no Ar.Co. Enquanto atores/cocriadores trabalharam regularmente com o grupo de teatro Olho.

Desde 2002, trabalham em parceria nos campos da performance art, dança, instalação, fotografia, som e vídeo. Os seus trabalhos são apresentados em festivais internacionais em Portugal, França, Espanha, Suíça, Escócia, Brasil, Alemanha, Inglaterra, Áustria, Itália, Emiratos Árabes Unidos, República Checa, Eslováquia, Eslovénia, Finlândia. Das peças criadas em conjunto, destacam: Mistermissmissmister, sexyMF, No Body Never Mind, World of Interiors, Untitled, Still Life, Atlas, Linha do Horizonte e Art Piss (on money and politics). Desenvolveram conjuntamente com Mónica Samões, o projeto No Jogo do Desejo ou o Choque Frontal (workshops/ateliês para um público jovem, 2008), a realização do vídeo documentário Eu Não Tu (2009) e o espetáculo infanto-juvenil A Linha ou O Deserto já não é uma casa vazia (2009).

Entre setembro e novembro de 2010, o Teatro Maria Matos apresentou uma pequena antologia das suas performances sob o título O Mundo Maravilhoso de Ana Borralho & João Galante.

São membros fundadores da banda de não-músicos Jymmie Durham, cofundadores da associação cultural casaBranca, programadores e diretores artísticos do festival de artes performativas Verão Azul e coprogramadores do festival de música eletrónica Electrolegos, ambos em Lagos.

Vivem e trabalham entre Lisboa e Lagos.

 

www.anaborralhojoaogalante.weebly.com

www.casabranca-ac.com

Folha de Sala

Folha de Sala

“Pareceu-me que este espetáculo era exatamente o que o teatro devia estar a fazer agora, ou seja, a contrapor o poder das pessoas comuns e do teatro às forças que querem que acreditemos que nada disso interessa. Construir, afinal, um atlas histórico e geográfico da sociedade humana num momento particular como uma forma de lutar por um futuro sustentado.”

Francesca Rayner, investigadora Universidade do Minho

 

 

A Multidão Futura

Desde a irrupção da Revolução Industrial, a gradual distribuição dos cidadãos por cargos ultraespecializados foi conduzindo a uma literal fragmentação da coletividade, enquanto corpo inalienável. A unidade do universo humano é conferida em Atlas, não pela sua governação, mas pela junção de todos e quaisquer sujeitos instituídos como cidadãos, veiculando assim a formação de um sensus comunis baseado na funcionalidade e manutenção do aparelho social. Edificando o fazer como substrato comum, os cidadãos em palco vão-se assumindo gradualmente como multidão até esta adquirir o estatuto de um ser indivisível que, tacitamente, se estende à escala planetária.

Consoante a gestão do mundo vai sendo entregue à circulação infinita de um capital autorreprodutível que, assim, assume um carácter inumano, a consciência da infimidade dos sujeitos vai-se tornando mais aguda, pelo que apenas a escala da multidão é garante de sustentabilidade do corpo social. Corpo sempre em iminente risco de colapso, mas também o único agente que sustém a noção de futuro.

Do mesmo modo, ao incluir a multidão e, por inerência, o sublime social, a obra de arte corre o risco da sua mesma desagregação, enquanto produto institucional. Ainda assim, é na diluição da autoria e subsequente entrega a todos os cidadãos que a arte assegura a sua monumentalidade, ao torna-se indistinta do campo do imprevisível, quer este seja oriundo da natureza humana ou dos seus destinos.

 

Fernando L. Ribeiro, artista plástico e professor universitário

27 → 28 Mar 2014
Datas e Horários
quinta e sexta ↣ 21h30
Preço
Entrada livre (sujeita à lotação da sala) mediante levantamento de bilhete no próprio dia a partir das 15h
Local
Sala Principal

Sinopse

Na mitologia grega, Atlas é aquele que foi condenado por Zeus a carregar o céu aos ombros. Com 100 pessoas de diferentes profissões em palco, Ana Borralho & João Galante pretendem construir um Atlas da organização social humana, uma representação dos seres humanos através da sua função na sociedade em que se inserem.

Atlas estreou em 2011, por ocasião do 42.º aniversário do Teatro Maria Matos. Com 100 pessoas em palco e a casa esgotada, Atlas foi — mais do que um espetáculo —um verdadeiro acontecimento com ressonâncias além do teatro. A investigadora Francesca Rayner da Universidade do Minho escreveu a este propósito: “Pareceu-me que este espetáculo era exatamente o que o teatro devia estar a fazer agora, ou seja, a contrapor o poder das pessoas comuns e do teatro às forças que querem que acreditemos que nada disso interessa. Construir, afinal, um atlas histórico e geográfico da sociedade humana num momento particular como uma forma de lutar por um futuro sustentado.”
Depois de uma digressão internacional que levou Atlas a várias cidades nacionais e internacionais, regressa agora ao Teatro Maria Matos neste Dia Mundial do Teatro para relembrar que a sua pertinência se mantém intacta.

performers 100 pessoas de diferentes profissões: Ana Freitas, Ana Isabel Augusto, Ana Martins, Ana Oliveira, Ana Patrícia Machado, Ana Proserpio, Ana Raquel Carvalhais, Ana Teresa Robalo, Anabela Sousa Santos, André Carvalho, Andrea Teixeira, Andresa Salgueiro, Angelina Mateus, Bárbara Santos, Berta Bustorff, Bruno Candé Marques, Carla Bernardino, Carla Pinheiro, Carla Silva, Carlos Furtado, Carlos Nery, Carmo Gelpi, Catarina Valente Vargas, Cátia Leandro, Celeste Baptista, Cristina Gonçalves, Cristina Silva, Daciano Resende, Daniel Pizamiglio, Daniel Silva, Diana Coelho, Diana Filipa Combo, Diana Resende, Dina Costa, Diogo Bach, Dora Pinto, Elena Castilha, Elsa Duarte, Eunice Artur, Eunice Correia Cecílio, Fernanda Assis, Fernando Chainço, Fernando Claudino, Filipa Palma, Frederico Andrade, Gaspar Menezes, Gil Costa, Helena Cabral, Helena Marchand, Hugo Brás, Hugo Silva, Inês Assis, Inês do Carmo Maduro, Iolanda Galinha, Isabel Millet, Iva Delgado, Joana Tavares, João Filipe Ribeiro, José Balbino, José Bica, Juana, Kimberley Ribeiro, Lanna Guedes, Laurent, Layla Bucaretchi, Leonor Fonseca, Lisa Lemos, Luís Barreto, Luís Gandra, Luís Godinho, Maria Hermínia Resende, Manuela Marques, Maria da Luz Custódio, Maria Eugénia Correia Pereira, Maria Helena Capelo, Maria João Ribeiro, Maria Júlia Silveira, Maria Rico, Maria Sidónio Sousa, Marina Pascoal, Marisa Isabel Ferraz da Costa, Marta Nunes, Miguel Viegas, Mónica Talina, Patrícia Couveiro, Patrícia Sobral, Pietro Romani, Regina Corado, Renata Carvalho Andrade, Rute Isabel Jorge, Sara Zita Correia, Sezen Tonguz, Sofia Dinger, Sofia Ferreira, Susana Branco, Susana Lopes Borges, Susana Oliveira, Susana Sequeira, Telma Santos, Vânia Ferreira, Ziad Douidy, Zurita Fernandes

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Material Gráfico Cartaz Atlas 27 Mar 2014

Ficha Artística

conceito, luz e direcção artística:
Ana Borralho & João Galante

aconselhamento luz:
Thomas Walgrave

som:
Coolgate

colaboração dramatúrgica:
Fernando J. Ribeiro e Rui Catalão

colaboração artística e coordenação de grupo:
Catarina Gonçalves, Cátia Leitão (Alface) e Tiago Gandra

produção executiva:
Andrea Sozzi e Maria João Garcia

direção de produção:
Mónica Samões

produção:
casaBranca

coprodução:
Maria Matos Teatro Municipal

residência artística:
Atelier Re.al e Espaço Alkantara

apoio:
Junta Freguesia da Estrela e Alkantara

a casaBranca é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal
Secretário de Estado da Cultura / Direcção Geral das Artes

imagem:
Ana Borralho & João Galante

Programação Create to Connect com o apoio do programa Cultura da União Europeia

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E-mail: geral@egeac.pt

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