Sinopse
Um debate mensal sobre o estado do teatro, da dança e da performance. Temos um tema, os convidados e a oportunidade de falar o que se pensa e questionar o que parece duvidoso. Como na arena, procuramos o confronto directo.
27 Fevereiro 17h30
O fantasma da ópera Primeiros Sintomas, Teatro Praga e Béla Pintér
Nos últimos anos, o musical tem conhecido um renascimento surpreendente em Portugal, assim como, na cena internacional. É fundamentalmente um fenómeno comercial, que obedece a um formato tradicional. Mas há criadores que optam pela implosão do género. É preciso destruir o musical para o fazer reviver? Tentamos responder a partir de três exemplos recentes: Demo – um musical do Teatro Praga, a revista Maria mata-os dos Primeiros Sintomas e o trabalho do encenador húngaro Béla Pintér.
27 Março 15h30
Admirável mundo novo Tónan Quito, Tiago Rodrigues e Jorge Andrade
Nos últimos anos temos assistido a uma irresistível ascensão de novos valores no teatro português. Comentadores falam de uma geração que, aparentemente, emergiu sem antecessores e modelos, quanto muito há afinidades com as muitas companhias da cena internacional que se têm apresentado em Lisboa na última década. Teatro Praga, Pedro Gil, Tiago Rodrigues, Patrícia Portela, Truta, Primeiros Sintomas, Mala Voadora,… Quem são estes novos criadores que começam a ocupar o centre stage sem complexos nem preconceitos?
17 Abril 17h30
Perhaps she could dance first and think afterwards Ana Mira, Vera Mantero e Martine Pisani
Em 1999, Vera Mantero adoptou esta frase da peça À espera de Godot como título de uma das suas primeiras criações, numa afirmação irónica do seu estatuto de ‘bailarina pensadora’, guerreira que “luta contra o empobrecimento do espírito”. O acto foi uma réplica do terramoto provocado pela dança pós-moderna dos anos 70, que promoveu o corpo que se move, não pelo desejo do virtuosismo, mas pelo pensamento. Na última década, a chamada dança conceptual levou o “corpo pensante” até à última consequência, onde a dança já não acontece no corpo dos bailarinos, mas sim na cabeça dos espectadores…
26 Junho 17h30
transnacional Patrícia Portela, Francisco Frazão e Tiago Guedes
A internacionalização das artes do espectáculo é uma realidade com grandes implicações económicas e artísticas. Fala-se muito sobre o papel dos festivais internacionais, a importância das residências artísticas e as vantagens das co-produções internacionais, mas como afecta esta nova realidade a vida e as condições de trabalho dos artistas? Será que a presença nos palcos internacionais é mesmo imprescindível? E, caso sim, como prepará-la? Como assegurá-la?
24 Julho 17h30
Tão longe tão perto Criadores de Long Distance Hotel
Uma variedade cada vez maior de ferramentas de comunicação online influencia, de forma determinante, a criação teatral contemporânea. Mais do que apenas uma ferramenta, a internet transforma-se também num sujeito da invenção artística. É o caso de Long distance hotel, espectáculo criado à distância por seis artistas de cinco países diferentes, que só se encontram pessoalmente pela primeira vez no Teatro Maria Matos, um par de dias antes da estreia. Este e outros exemplos recentes confrontam-nos com a necessidade de discutir os limites, o potencial e os caminhos que a internet e a mobilidade virtual abrem hoje às artes performativas.