Après la fin du travail: vers une humanité superflue?
Dias da Transição
Bio
Anselm Jappe, filósofo, nasceu em 1962 na Alemanha e estudou em Paris e Roma. Fez parte do grupo alemão Krisis, cuja releitura da teoria crítica de Marx foi muito importante para a libertar das interpretações cristalizadas numa vulgata. Assim, a crítica do valor, do trabalho e da mercadoria constitui o eixo das elaborações teóricas de Anselm Jappe. Três livros seus estão traduzidos em português (todos na editora Antígona), As Aventuras da Mercadoria, Guy Debord e Sobre a Balsa de Medusa.
Sinopse
Curadoria e moderação: António Guerreiro. É licenciado em Línguas e Literatura Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e foi bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia. No seu pensamento sobre a área laboral, António Guerreiro foca um aspecto que se tornou particularmente actual desde a eclosão da crise financeira e económica: o fim da denominada sociedade de trabalho. Colabora regularmente com a imprensa, nomeadamente com o semanário Expresso e o diário Público.
A conferência de Anselm Jappe, seguida de debate, tratará da questão do trabalho, tal como ela se apresenta hoje, na época em que o conhecimento, o “general intellect”, se tornou o principal fator de produção e a mercadoria incorpora cada vez menos trabalho humano. À medida que as tecnologias foram substituindo os trabalhadores, o trabalho foi-se tornando mais escasso e o desemprego um grande problema social. Repensar o conceito de trabalho e retirá-lo do lugar central que detém na organização da sociedade é a grande tarefa do nosso tempo. A situação com que estamos confrontados tornou-se um dos aspetos fundamentais da crise do capitalismo, que tem de responder a um número crescente de excluídos e supranumerários, e está na base do anúncio do fim da sociedade de trabalho.

