Displaced acts of (un)related causality #1
Sinopse
Com um curto mas profícuo percurso artístico, André Gonçalves é um dos mais talentosos artistas intermedia da sua geração. À caminhada musical, iniciada no princípio da década passada com o nome de código Ok.suitcase e obedecendo às leis da eletrónica da década anterior, foi-se desenvolvendo um apuro criativo cada vez mais circunscrito ao campo do som e da luz, e no modo como ambos se in uenciam e interagem. Este trabalho e investigação à raiz da sua matéria-prima, levou-o a desenvolver várias peças sonoras a partir de 2005 que, se quisermos, funcionam como instalações ativas. Resonant Objects é uma das suas primeiras peças, concretizada na sua estadia na Experimental Intermedia Foundation em Nova Iorque, que procura criar e controlar as ressonâncias naturais de objetos e espaços através da intervenção do som, em que a luz simboliza a causa e o efeito desses fenómenos. Nesta peça, André Gonçalves colabora com a japonesa Tomoko Sauvage, que cruza ressonâncias com as suas captações hidrofónicas, criando um manto de subliminar inde nição entre o som orgânico e os seus fenómenos físicos. A segunda obra, de 2009, para projetor e sintetizador analógico, uma torrente rarefeita de som modi ca a luz e a velocidade da deteorização superampliada de película de 35mm, e mais uma vez a nossa perceção entre causa/efeito volta a ser questionada. Imagens fora de escala, tendencialmente abstratas, vão-se transformando e revelando enquanto o som funciona tanto como catalisador dessas alterações, como a mais que perfeita banda sonora para as enigmáticas imagens projetadas. Estas duas idiossincráticas obras marcam o início de uma retrospetiva em três partes do trabalho de André Gonçalves que iremos apresentar ao longo da temporada 2011-2012.