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Alèmu Aga The harp of King David Informações sobre o Evento
17 Dez 2009
Datas e Horários
22h
Preço
10€ / <30 anos 5€
Local
Sala Principal com bancada
Informação Adicional

Em colaboração com a Filho Único

Documentos
Folha de Sala
Música

Alèmu Aga
The harp of King David

Bio

Bio

Alèmu Aga, tocador, geógrafo e lojista residente em Adis Abeba, viaja, há já algum tempo, um pouco por todo o mundo (mesmo que não tantas vezes quanto a sua arte o merece), a mostrar esta sua maravilhosa música ancestral, que parece pertencer a este e a todos os outros tempos, passados, futuros, espaciais, tridimensionais. Uma música da maior solenidade, do alinhamento a uma paz eterna, luminosa, beatífica, capaz de nos levar para um outro estado, um outro sítio, de nos devolver a uma outra vida.
Amplamente desconhecida do mundo ocidental até meados dos anos 80, a música etíope, uma multitude de expressões culturais e espirituais próprias de um vasto país, independente há milhares de anos (à excepção da relativamente breve ocupação fascista italiana no século XX), tem sido revelada perante nós no último par de décadas e recebida com o maior entusiasmo, pasmo e reverência. O principal responsável por este notável trabalho de divulgação é Francis Falceto, produtor francês que continua a dirigir, há já 12 anos, a essencial série de discos “Ethiopiques”, com mais de duas dezenas de alguns dos fundamentais documentos da música etíope do último século. O 11º volume deste conjunto de obras, pertence a Alèmu Aga, é uma das pedras mais preciosas que, por cá, deste lado dos mares e oceanos, temos podido avistar.
17 Dez 2009
Datas e Horários
22h
Preço
10€ / <30 anos 5€
Local
Sala Principal com bancada
Informação Adicional

Em colaboração com a Filho Único

Documentos
Folha de Sala

Sinopse

Alèmu Aga (Etiópia) é um dos grandes – e cada vez mais escassos – mestres da bègèna, um instrumento que se aproxima da família das liras e das harpas, que se crê ter origem no país desde a época do Rei David, há cerca de três mil anos. Um instrumento inicialmente conotado com um meio real e aristocrático (vários membros da família real etíope, ao longo dos tempos, tocavam-no), sofreu uma democratização no seu uso e tradição em épocas mais recentes. É quase exclusivamente utilizado em orações (mesmo que em espaços ou ocasiões de âmbito não religioso, onde não existe esse hábito), como música de meditação, sempre num registo puramente solista, nunca se misturando com outra instrumentação. Resulta de uma antiga e extensíssima tradição oral, sem qualquer espécie de documentação que hoje, não havendo mais mestres a ensinar a bègèna em escolas de música no país (Aga foi o seu último professor nesse meio), vê a continuidade dos seus grandes músicos e intérpretes – e a sua própria, também – ameaçada.

Ficha Artística

bèguèna 
Alèmu Aga

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