Béla Pintér e Companhia
Bio
Béla Pintér e Companhia trabalham em conjunto desde 1998, e sentem-se igualmente à vontade com a verdadeira arte folclórica húngara, como com as formas pós-modernistas de expressão teatral. Estabeleceram-se como uma das companhias de teatro mais significativas e inovadoras da Hungria e receberam o prémio da Crítica de Teatro Húngara quatro vezes. A companhia criou a maioria das suas produções no Szkéné, um teatro de repertório independente na Universidade Técnica de Budapeste, onde agora residem. Durante os anos 80 o Szkéné foi o único teatro de Budapeste a apresentar teatro e dança experimental da Europa Ocidental e Central. Foi aí que Béla Pintér se formou como actor, trabalhando com algumas das companhias de vanguarda das décadas de 80 e 90. Em 1998, Pintér reuniu um grupo de actores, alguns com formação profissional e outros sem, para criar a sua primeira peça: Common Bondage. Seguiu-se uma nova produção a cada ano, ficando cada uma das peças no repertório do Szkéne. Apenas uma produção, Dievoushka, um musical monocromático sobre a participação da Hungria na Segunda Guerra Mundial, foi produzida no Teatro Nacional de Budapeste, mas depois de dois anos de apresentação, a companhia trouxe o espectáculo para o teatro Szkéné. Desde 2004, a companhia tem-se apresentado por toda a Europa, com espectáculos no Reino Unido. Alemanha, Países Baixos, Suíça, República Checa, Eslovénia, Rússia, Polónia, Espanha, Roménia, Croácia, Bélgica, Finlândia, Áustria e França. No ano de 2009 alcançaram a projecção transatlântica com tournées no Canadá e nos Estados Unidos.
Co-apresentação Teatro Maria Matos e Culturgest
sexta 5 Março conversa após o espectáculo
Espectáculo em húngaro, legendado em português.
Sinopse
E se Jesus nascesse como uma menina do nosso tempo? E se não nascesse em Belém, mas sim numa garagem de um hotel na zona rural húngara? E se os três Reis Magos fossem três mulheres de negócios japonesas? Quando Edina, uma estudante de Teologia, começa a divulgar as suas ideias visionárias, declarando que Deus é do sexo feminino e que a nova ordem mundial será governada por mulheres, rapidamente surgem seguidores fanáticos, mas também inimigos perigosos. Traída por um dos seus seguidores, é levada para um asilo… Para contar esta parábola sobre o bem e o mal, Pintér reinventa o teatro musical, misturando estilos de teatro popular e contemporâneo, tocando Allegri, Mozart e Pergolesi como se fosse música cigana. Tudo isso, regado com uma grande dose de humor negro.