Victor Hugo Pontes
Sinopse
“(…) basta apenas um espectáculo para que uma rentrée valha a pena, e esse espectáculo pode ser A Ballet Story, de Victor Hugo Pontes (…) A Ballet Story é, sem mais palavras, a melhor hipótese de redenção proporcionada pela e à criação nacional desde há muito tempo. Continuar a sair para ir ver o que ainda se apresenta é acreditar que todos os espectáculos podem ser como este. Ou, melhor, que em todos eles devíamos poder projectar o que este nos fez sentir: esperança.”
in Público
Encomendado por Guimarães 2012 ― Capital Europeia da Cultura, A Ballet Story foi um dos pontos altos do festival GUIdance 2012, contando com uma receção entusiasta por parte do público e da crítica.
A Ballet Story tem como ponto de partida o bailado Zephyrtine de David Chesky. Na versão original, Zephyrtine é um ballet clássico para crianças, um conto de fadas recheado de elementos do maravilhoso e do fantástico. Mas Victor Hugo Pontes recusa radicalmente qualquer representação teatral em busca da ilustração da história original; o seu Ballet Story é um exercício de abstração e parte do movimento dos corpos no espaço em articulação com a música. Numa coreografia que mistura sem complexos elementos do bailado, da dança contemporânea e do street dance, os sete intérpretes formam uma estranha tribo urbana, um grupo de seres talvez humanos, que vão ocupando a plataforma ondulada onde se encontram, num equilíbrio frágil entre o indivíduo e o coletivo. Não há contos de fadas, mas o ambiente permanece misterioso e intrigante do início ao fim.
